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2020
2020

Sergio (2020)

1FICHIER

Uma cena resume bem o foco da cinebiografia do diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello, morto em ataque terrorista na sede da Onu em Bagdá, Iraque: Sergio (Wagner Moura) almoça com os filhos adolescentes Laurent e Darien no apartamento de sua mãe. Ambos são filhos do primeiro casamento de Sergio com a francesa Annie. A mãe de Sergio, Vera Mello, prepara uma muqueca. Quando Sergio serve para as crianças, elas fazem cara feia. Sergio: "O que foi? não gostam de camarão?". Adrien, o menor: "Pai, eu tenho alergia à camarão". Sergio:" E desde quando? . Laurent: "Desde que ele nasceu, pai." Sergio Vieira sempre deixou sua vida pessoal em 2º plano e focou na sua batalha como funcionário da ONU durante 34 anos e Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos desde 2002. O filme tem uma estrutura narrativa fragmentada, a partir de um recurso já bem comum: logo no início, acompanhamos o dia do atentado, 19 de agosto de 2003. Sergio está sob os escombros, 21 mortos e muitos feridos. Enquanto agoniza e tentam salvá-lo, Sergio vai relembrando fatos de sua vida, como uma mea culpa e arrependimento por não ter aproveitado melhor sua família, amigos e a cidade do Rio de Janeiro, que ele sempre amou. Lembram de "A última tentação de Cristo?", Willen Dafoe agonizando e revendo sua vida? O filme parte então para uma estrutura fragmentada, de momentos chave em sua vida: confronto com ditadores, seu encontro com a economista argentina da Onu Carolina Larriera (a atriz cubana Ana de Armas, de "Entre facas e segredos"). O romance entre Sergio e Carolina ocupa metade do filme, definindo-o como drama e romance. Os atores estão bem em seus papéis, e a parte técnica está deslumbrante em uma produção super caprichada. As cenas de Bagdad foram rodadas em Jordania, e as do Timor Leste na Tailândia. A fotografia e câmera de Adrian Teijido são de encher os olhos, realçando as diferenças de luz entre os 3 países. Mas confesso que eu gostaria de ter amado mais o filme. Talvez essa estrutura de memórias tenha me distanciado um pouco da biografia de Sergio. Mas depois vale rever para tirar essa impressão.   


Uma Noite em Banguecoque (2020)

1FICHIER / MEGA / DRIVEGOOGLE / UPTOBOX

Um pistoleiro chamado Kai voa para Bangkok, pega uma arma e pede um táxi. Ele oferece muito dinheiro a uma motorista profissional para ser sua motorista a noite toda. Mas quando ela percebe que Kai está cometendo assassinatos brutais em cada parada, é tarde demais para ir embora. Enquanto isso, um detetive da polícia corre para descobrir a sequência de assassinatos antes que mais sangue seja derramado.


FESTIVAL EUROVISION DA CANÇÃO: A SAGA DE SIGRIT E LARS (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga, 2020)

1FICHIER / MEGA

Eu não morro de amores pelo Will Ferrell e raramente o acho engraçado (“Os Outros Caras” e “Escorregando para a Glória” são raras exceções). Mas tenho um fraco por comédias sobre o mundo da música, e isso me fez encarar “Eurovision” – sobre a famosa competição de música realizada anualmente na Europa, e conhecida pela sua breguice. Ferrell “interpreta” seu personagem de sempre: o bobalhão que almeja uma conquista relevante na vida, aqui em versão islandesa. Ele e Rachel McAdams formam o duo “Fire Saga”, que não é lá muito respeitado na pequena vila de pescadores na Islândia onde os dois vivem. Até que uma trágica explosão mata todos os candidatos locais ao Eurovision, e resta apenas a famigerada Fire Saga para representar o país na competição! O filme escapa da armadilha de apresentar os protagonistas Lars e Sigrit como completos perdedores. Na verdade eles cantam bem e até parecem ter certo talento musical (“Double Trouble”, a música que a dupla apresenta no torneio, é suficientemente grudenta para virar um desses hits de temporada). Claro que como o protagonista de Will Ferrell é um incorrigível trapalhão, tudo que ele toca vira desastre. Outra surpresa do roteiro é não apresentar o principal rival da dupla no Eurovision – um afetado cantor cantor russo interpretado por Dan Stevens – como “grande vilão” da trama, a exemplo do que é comum nesse tipo de história (o cara até se revela gente boa no final). Mas o humor é extremamente limitado, dividindo-se entre as patetices habituais de Ferrell (aqui nem sempre em seus melhores momentos) e tiradas mais específicas sobre o mundo da música, que somente quem tem mais familiaridade com o assunto vai pegar. Além da participação de vários artistas de verdade, como a cantora Demi Lovato e o apresentador de TV Graham Norton, há ainda uma curiosa aparição de Pierce Brosnan como o pai de Will Ferrell. Seu personagem é um tanto desperdiçado, e mesmo num filme que já é longo demais (duas horas!) fica a impressão de que várias das suas cenas foram cortadas – por exemplo, há um antigo conflito entre Brosnan e a mãe da personagem de McAdams que é mencionado apenas vagamente. No fim, ainda que a duração seja um exagero, o filme tem lá seus méritos e diverte até mesmo quem, como eu, não morre de amores por Will Ferrell. E é tão brega e fiasquento quanto o verdadeiro Eurovision.


Power (2020)

MEGA / MEGA 1080p / DRIVEGOOGLE / 1FICHIER

A Netflix andou na frente e lança a sua versão de "Os novos Mutantes". Dirigido pela dupla de cineastas responsáveis por alguns filmes da franquia "Atividade paranormal", e do cult geração millenium "Nerves", "Power" tem no elenco o luxo total de Jamie Foxx, Rodrigo Santoro e Joseph Gordon Levitt, além da presença magnética de Dominique Fishback, do ótimo drama racial "the hate U give".
O filme lembra um thriller protagonizado por Bradley Cooper em 2011, "Sem limites", sobre uma droga que, quando tomada, ativa os sentidos do usuário, fazendo ele ter poderes jamais imaginados. A diferença aqui, em "Power", é que a droga, que custa uma fortuna, transforma a pessoa em um super heróis pelo período de cinco minutos. O mutante e seu poder varia de pessoa em pessoa, mas tem os que tomam e morrem imediatamente.
Jamie Foxx é Art, um ex-fuzileiro, que serviu de cobaia para um experimento científico, e cuja filha foi sequestrada. Art passa anos em busca da filha, e para tal, conta com a ajuda de Robin (Dominique Fishback), uma traficante que negociou a droga, e Frank (Levitt), policial.
O roteiro em si não traz nenhuma novidade, é a porradaria, efeitos e pós-produção que estamos acostumados a ver. O legal aqui, mesmo, é ver esse elenco giga, se divertindo em tiradas de super heróis, e muito provável, uma continuação estará pro vir. Pipoca de primeira linha.


Bad Boys 3 - Filme 2020 - AdoroCinema

BAD BOYS PARA SEMPRE (Bad Boys for Life, 2020)

MEGA / 1FICHIER

Pra começo de conversa, sim, eu gosto bastante da série “Bad Boys”. Acho o original um filmaço (provavelmente um dos melhores filmes de ação dos anos 1990), e o segundo um filme inchado e longo demais, mas ainda assim com alguns momentos bem engraçados. Então é lógico que eu não perderia este “Bad Boys para Sempre”, sequência tardia, lançada quase 20 anos depois, e com o maior cheirinho de caça-níqueis. O fato de ser o primeiro episódio sem a direção de Michael Bay poderia tanto comprovar este argumento quanto servir para injetar sangue novo no negócio. E quer saber? Gostei bastante, dei boas risadas e novamente saí satisfeito do cinema. É nítida a tentativa de transformar “Bad Boys” numa franquia estilo “Máquina Mortífera”, trazendo de volta todo mundo que já apareceu nos filmes anteriores e até fazendo referências obscuras que só quem gosta muito dos outros dois vai pegar (tipo a dificuldade do chefe de polícia interpretado por Joe Pantoliano com o basquete, aqui aparentemente herdada pela filha). As cenas de ação até parecem melhor dirigidas, ou pelo menos você compreende um mínimo do que está acontecendo na tela - bem diferente do “estilo Bay” de direção e edição. Mas a grande sacada do filme, claro, é mais uma vez a química entre os protagonistas. Will Smith e Martin Lawrence continuam ótimos, e muito engraçados, trabalhando juntos, e quase todas as piadas funcionam. É um negócio incrível porque, com raras exceções, eu geralmente não consigo suportar cinco minutos de Smith e Lawrence SOZINHOS, trabalhando separados em seus próprios filmes, mas consigo aceitar numa boa os dois em parceria - quem sabe porque um anula os excessos do outro? O roteiro escrito por (entre outros) Joe Carnahan é muito esperto em fazer brincadeiras com a idade dos heróis. Enquanto Stallone insistiu em fazer seu Rambo septuagenário indestrutível e incansável no novo e horroroso filme da sua série, esse terceiro “Bad Boys” opta por tirar onda do fato de os outrora jovens Smith e Lawrence já parecerem tiozões na balada, e agora precisarem pintar o cavanhaque grisalho ou tomar certas pílulas azuis. Quando finalmente coloca óculos para enxergar melhor ao atirar nos vilões, Lawrence comemora: “Parece imagem em HD!”. Como já acontecia no segundo filme (cuja conclusão era em Cuba), este também termina num país latino onde os policiais supostamente não teriam qualquer jurisdição - agora o México, atual vilão preferido do cinema de ação hollywoodiano. E com uma contagem de cadáveres absurda que deixa o Rambo velhote a passar vergonha. Três belas mulheres de diferentes faixas etárias, duas delas latinas (Paola Nuñez, Kate del Castillo e Vanessa Hudgens), complementam o programa e participam ativamente da ação como heroínas e vilãs. Os dois pontos baixos são a participação muito pequena da impagável Theresa Randle, como a esposa do personagem de Lawrence, e o final difícil de engolir, em que tudo se resolve fácil demais com o grande malvado da trama. Deixa-se as portas escancaradas para um possível quarto filme da ressuscitada franquia, agora quem sabe com uma nova geração de protagonistas. Mas ora bolas, se uma coisa terrível como “Velozes e Furiosos” pode se perpetuar, por que não os “bad boys, bad boys, what you gonna do”?

 


Oferenda à Tempestade(2020)

1fichier / MEGA / LEGENDA

Oferenda à Tempestade é a Parte 3 da Trilogia Baztán e acompanha Amaia que investiga rituais macabros e a morte de vários bebês, enquanto pessoas a sua volta vão ficam ameaçadas.


Lealdade à Prova - 🥇 Max Filmes - Assistir filmes e séries online ...

Lealdade à Prova (2020) 

mega

Policial e reservista da marinha, Callahan (Jai Courtney) tenta viver ao máximo dentro das regras. No entanto, tudo muda quando seu irmão mais novo, Oyster (Nat Wolff), vai preso após uma briga de bar e pega uma sentença de 25 anos atrás das grades. Indignado, o policial questiona sua posição, se vendo obrigado a escolher entre a dedicação à carreira e a devoção à família.


Ligue Djá': Netflix divulga pôster oficial do documentário sobre o ...

Ligue Djá: o legado de Walter Mercado (2020)

MEGA / DRIVEGOOGLE

Exibido com grande sucesso no Festival de Sundance 2020, e adquirido pela Netflix, “Ligue djá” é um delicioso e extravagante filme sobre uma das personagens mais icônicas da televisão mundial: Walter Mercado, o mais famoso astrólogo da mídia, que em tempos áureos, atingiu 120 milhões de espectadores na comunidade hispânica. O astro mexicano Eugenio Derbez define quem foi Walter Mercado: “Quando o vi pela primeira vez, levei um choque: ele era homem, mulher, uma espécie de feiticeiro? Nascido em Porto Rico em 1932, no berço de uma família pobre de plantadores de cana, Walter desde criança já se via diferente de seus irmãos. Sua mãe percebeu e disse que o apoiava no que ele quisesse ser. Quando um dia, ainda criança, um pássaro caiu em sua frente, quase morto, Walter o pegou, assoprou e assim, o pássaro ressuscitou e voou. Uma vizinha viu e avisou a todos, e logo, uma longa fila se fez na sua casa, de pessoas querendo sua benção. Walter trabalhou como ator em telenovelas. Quando entrou no elenco de uma peça, foi chamado para gravar uma promo em uma rede de televisão. O produtor pediu para que Walter apresentasse um programa de astrologia, pois o viu pegando a mão de toda a equipe e lendo a sorte de todos. A partir daí, surgiu o astrólogo Walter Mercado, famoso pelo bordão “Mucho, mucho amor”. Em 2019, ano de sua morte, aos 87 anos, de insuficiência renal, Walter teve uma exposição em Miami, comemorando seus 50 anos de televisão. No Brasil, o seu ex-agente, Bill Bakula, diz que ele era conhecido pelo bordão ”Ligue djá”, rendendo até uma entrevista com Marilia Gabriela. Suas famosas capas e cristais começaram a ser confeccionados por estilistas famosos, como Versace, e as pedras, da Swarowsky. O filme se atém a vários aspectos de sua vida: a briga judicial com o ex-agente Bill Bakula, acusado de roubar milhões e tê-lo enganado; a forma como a mídia e programas de humor começara a ridicularizar a sua figura, com trejeitos afeminados e questionando a sua sexualidade; a sua vanguarda, que inspirou muitos da comunidade LGBTQIA+, sendo um pioneiro no não binarismo e assexuado; os memes da geração Millenium, que o reverenciam e perpetuam sua imagem. Celebridades como o ator porto riquinho Lin Manuel Miranda, que interpreta o musical “Hamilton” na Broadway, se enche de amores e carinho quando encontra Walter. Para quem ficou apaixonado pelo documentário da Netflix, “Tiger King”, que fala de um universo Kistch, brega e bizarro, não pode perder ‘Ligue djá”. Uma aula de extravagância e de criação de uma persona que revolucionou a cultura pop.


Segredos Mágicos - 22 de Maio de 2020 | Filmow

Out (Segredos Mágicos, 2020)

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Em um dia normal, a vida de Greg é cheia de família, amor e um cachorrinho indisciplinado - mas apesar de tudo isso, Greg tem um segredo. Hoje é diferente, porque ele pode aprender que não tem nada a esconder.


O Homem Invisível - Filme 2020 - AdoroCinema

O homem invisível (2020)

MEGA / 1FICHIER

Com o perdão do trocadilho, a melhor coisa desta nova versão de “O Homem Invisível” é o que NÃO vemos. O diretor-roteirista Leigh Whannell (vindo do ótimo “Upgrade” e das séries “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”) utiliza planos abertos em que os personagens parecem sozinhos, sugerindo (porém sem mostrar nada) a presença do vilão invisível em algum ponto do enquadramento. Às vezes, até, o personagem visível sai do quadro e a câmera continua filmando o cenário vazio, forçando o espectador a esquadrinhá-lo de cabo a rabo em busca de qualquer elemento que possa denunciar a presença de um homem invisível ali (o pequeno movimento de algum objeto, a respiração do vilão...). Nem sempre isso acontece, claro, e é possível que Whannell esteja apenas brincando com as nossas expectativas – não há ninguém ali, mesmo invisível. E assim, de maneira especialmente criativa, ele acaba jogando o próprio espectador no pesadelo de paranóia da protagonista: mas E SE houvesse alguém ali? Ao contrário de outras adaptações do tema, cujo foco está no cientista que se torna invisível (desde a primeira adaptação para o cinema, em 1933, até “O Homem Sem Sombra”, de Paul Verhoeven, anos atrás), em “O Homem Invisível” nós enxergamos (ou não) pelos olhos de uma de suas vítimas. Elisabeth Moss, da série “The Handmaid’s Tale”, é a esposa que resolve fugir de casa à la Julia Roberts em “Dormindo com o Inimigo” após anos de uma relação tóxica. O problema é que o ex-marido possessivo, do qual não vemos a cara até a cena final (outra inspirada brincadeira do diretor), é um cientista que pesquisa a invisibilidade, e que usará sua criação para perseguir e enlouquecer a esposa fujona. Também ao contrário de outros homens invisíveis do cinema, que usam sua condição para se gabar e aterrorizar o mundo, o Griffin de 2020 prefere permanecer low profile e err... invisível, para que todos os outros pensem que a pobre protagonista está louca. Whannell sadicamente leva o próprio espectador a considerar que a mocinha está imaginando coisas no início. Mas é claro que, como o filme se chama “O Homem Invisível”, a ameaça anunciada acabará se apresentando. É impressionante o contraste entre este filme e “O Homem Sem Sombra”, lançado 20 anos atrás. Enquanto o filme de Verhoeven usava impressionantes efeitos especiais em CGI para demonstrar a condição do vilão (ele aparece sendo “moldado” por água, fumaça e até sangue), aqui Whannell optou por uma surpreendente abordagem minimalista, limitando as manifestações do seu homem invisível. É somente na meia hora final que a coisa começa a pegar, e curiosamente é nesse ponto que o filme fica mais fraco. Primeiro porque passa do momento ideal para terminar (no ataque de Griffin ao sanatório onde a esposa está internada); depois porque apela para uma lamentável “reviravolta” na identidade do vilão; e finalmente por recorrer a uma cena final desnecessária e absurda. Não chega a estragar o filme, e Whannell volta a se firmar como um dos diretores-roteiristas mais imaginativos da nova geração. Mas, como já acontecera em “O Homem Sem Sombra”, o ato final novamente é o mais problemático – como se nem Whannell, nem Verhoeven soubessem como terminar seus filmes. Ainda assim, dentro do tema, este novo “O Homem Invisível” é (novamente com o perdão do trocadilho) um filme que deve ser visto.


O Grito (2020)

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Reboot da famosa série de terror japonesa iniciada em 2004 e que teve uma versão americana dirigida pelo mesmo cineasta japonês do filme original, "O Grito" agora vem com um diretor totalmente novo, Nicolas Pesce, que também escreveu o roteiro. Nicolas dirigiu o excelente filme de terror independente "Os olhos de minha mãe", em 2016, e em 2018, dirigiu o estranho "Piercing". em seus filmes, Nicolas mostrava uma predileção pelo sinistro e pelo mórbido. No entanto, em "O grito", infelizmente o diretor "segurou" um pouco o seu olhar mais autoral sobre o gênero terror e preferiu seguir a cartilha dos sustos fáceis e previsíveis. Samara, a fantasma cabeluda, agora vem na pele e osso de outros personagens, mais precisamente, de um casal e sua filha pequena, que morreram por conta da maldição da casa assombrada. Todos os que vão morar na casa, e consequentemente, quem cruza o caminho dos amaldiçoados, irão sofrer nas mãos dos possuídos pela Samara. O roteiro do filme é bastante confuso no seu vai e vem temporal. Nicolas conta pelo menos umas 5 histórias paralelas, que acontecem em épocas distintas, apenas para fazer um cruzamento entre todos os personagens. O destino de todos é o mesmo: serem amaldiçoados e mortos pelos fantasmas da família que habitou em uma casa mal assombrada. No elenco, alguns nomes famosos: o mexicano Damien Bichir, a australiana Jackie Weaver, o chinês John Choo...mas não são o suficiente para segurar toda a atenção do espectador. Nesse mundo de previsibilidade de Samara e seu som gutural, fica apenas o desejo de que esse reboot fosse original e surpreendente. Infelizmente, tudo é bastante batido, inclusive a famosa cena dos filmes originais e é copiada, que é a da mão de Samara surgindo no couro cabeludo de um personagem que toma banho. 


Bala Perdida (2020)

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A julgar pela cena inicial de “Bala Perdida”, parece que teremos um daqueles tresloucados filmes franceses de ação na linha das absurdas franquias “Táxi” ou “Carga Explosiva”. O protagonista Alban Lenoir inclusive está bem parecido com Jason Statham (astro da trilogia “Carga Explosiva”), imitando a careca, a barba por fazer e até a cara de poucos amigos. Ele interpreta Lino, um mecânico especialista em tunar carros comuns para lhes dar mais velocidade e potência. Preso após um roubo que dá errado, ele é libertado por um policial gente boa com a condição de modificar as viaturas de sua equipe, de maneira que possam perseguir de igual pra igual os carros de uma perigosa quadrilha de traficantes que age em alta velocidade. Só que aí rola uma reviravolta, e a história que parecia um “Velozes e Furiosos Parte 15” vira um policial mais pé-no-chão: Lino é acusado por um crime que não cometeu e, perseguido pela polícia e pelos bandidos, precisa limpar o próprio nome. Para isso, deve sobreviver tempo suficiente para localizar um certo veículo com uma certa bala perdida encravada no painel, que pode incriminar uma dupla de agentes corruptos e livrá-lo da cadeia. Em seu primeiro longa, o diretor-roteirista Pierret mandou muito bem, com uma trama simples porém bem conduzida, narrada em ritmo alucinante, que não dá trégua para o espectador. As cenas de pancadaria e perseguição de carros foram filmadas sem os exageros ou atentados às leis da física que caracterizam as produções hollywoodianas na mesma linha. O momento em que Lino enfrenta meia dúzia de policiais para fugir de uma delegacia, por exemplo, passa longe daquelas lutinhas coreografadas que infestam o cinema de gênero, mostrando porradas “feias” e bastante realistas – como se os atores estivessem tentando se machucar de verdade. Também ao contrário do que acontece nesse tipo de filme, socos e cacetadas deixam hematomas enormes e bastante evidentes, especialmente no rosto dos personagens. E tudo converge para um ato final eletrizante, em que o protagonista precisa fugir da polícia conduzindo o carro-evidência que os corruptos querem ver destruído (uma situação semelhante ao final de “Rota Suicida”, de e com Clint Eastwood). Em resumo, “Bala Perdida” é um belo filme, e bem filmado também. O diretor parece entender o que funciona e o que não funciona nesse tipo de história, e evita abusar da boa vontade do espectador, ou dos efeitos de computação gráfica. Lembra bastante aqueles policiais com altas doses de ação que Hollywood fazia tão bem nos anos 1970-80, mas cuja receita parece ter desaprendido. Não se espantem se Guillaume Pierret for importado para os States...


DR DOLITTLE - (Filme 2020)

As Aventuras do Dr. Dolittle (2020)

1FICHIER / MEGA / LEGENDA

Dr. Dolittle (Robert Downey Jr) vive com uma variedade de animais exóticos e conversa com eles diariamente. Quando a jovem rainha Victoria (Jessie Buckley) fica doente, o excêntrico médico e seus amigos peludos embarcam em uma aventura épica em uma ilha mítica para encontrar a cura.


DESTACAMENTO BLOOD (Da 5 Bloods, 2020)

1FICHIER / MEGA

 Que um novo filme do Spike Lee é essencial em tempos de “Black Lives Matter” e bem no meio de uma nova onda de protestos raciais pelos Estados Unidos, não há dúvidas. Mas nessas horas também é importante não se deixar levar pelo coração e analisar seu “Da 5 Bloods” como o que ele realmente é: um trabalho irregular, desnecessariamente longo, que se perde da metade para o final; com algumas ideias geniais, mas outras nem tanto. A primeira versão do roteiro, que ficou anos circulando por Hollywood, era da dupla egressa do cinema B Paul De Meo e Danny Bilson (que escreveram “Trancers” e “Rocketeer”). Quando Lee entrou no projeto, reescreveu quase tudo com Kevin Willmott. A trama, que se passa no presente e no passado, mostra quatro veteranos do Vietnã, todos negros, voltando ao país onde lutaram contra a vontade nos anos 1960. O objetivo é tanto resgatar os restos mortais de um quinto companheiro deixado para trás, quanto a fortuna em ouro que eles roubaram e enterraram ainda durante a guerra (uma situação que lembra o excelente “Três Reis”, de David O. Russell, este situado na Guerra do Golfo). O primeiro ato é inspiradíssimo, com os coroas participando de uma animada festinha chamada “Apocalypse Now” e zanzando por um país pelo qual deram o sangue quase meio século atrás, lutando uma guerra que não era deles, numa época em que preferiam estar em casa lutando pelos próprios direitos. Um deles, Delroy Lindo, demonstra-se ele próprio um racista em relação aos vietnamitas, que ainda vê como inimigos de guerra, comprovando que o preconceito não tem cor e nem fim, só muda de alvo. Os flashbacks que remetem ao conflito são igualmente inspirados, com os quatro atores envelhecidos interpretando também suas contrapartes mais jovens, e apenas o quinto homem, o que morreu no Vietnã, representado como era então (pelo Pantera Negra Chadwick Boseman), já que a morte eternizou-lhe naquele visual, à la Bruce Lee ou Marilyn Monroe. O espectador até lamenta que essas memórias de guerra sejam tão poucas ao longo das quase três horas de narrativa. No momento em que o grupo finalmente entra na selva (acompanhado pelo filho de um deles, para fechar o “novo” quinteto), a narrativa começa a se perder em infinitas briguinhas e discussões (revelando feridas abertas do passado), e a apelar cada vez mais para um irritante senso de casualidade e conveniência. Me refiro ao fato de nossos protagonistas serem localizados com facilidade tanto por providenciais aliados, quanto por vilões de olho no ouro, estando numa selva com milhares de quilômetros de extensão (segundo a Wikipédia, metade do país é selva!). E mesmo da localização de providenciais minas terrestres, esquecidas desde os tempos da guerra, sempre que é preciso matar algum personagem. Como já fez várias vezes, o diretor Lee usa impactantes imagens históricas reais para mostrar que pouco mudou em termos de racismo nos Estados Unidos – e fatos como a recente execução de George Floyd, um homem negro desarmado, pela polícia apenas reforçam este sentimento e fazem “Da 5 Bloods” parecer mais atual e pertinente. A trilha sonora regada a Marvin Gaye e os diferentes estilos de filme e filmagem (digital, 16mm, gravações de telefone celular...) valorizam a proposta. Há um belíssimo filme na metade inicial, mas os excessos da outra metade acabam por enfraquecer o conjunto. E os momentos de “crítica política” envolvendo um boné da campanha de Trump (Make America Great Again) têm a mesma “sutileza” das piadas que o cinema brasileiro costuma fazer relacionando classe média e revista Veja. Então que o momento é relevante para o filme de Spike Lee, não há dúvidas; mas creio que o momento também merecia um filme menos titubeante do que este.


Atração de Risco - Filme 2020 - AdoroCinema

Atração de Risco - 2020 

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Carlos é um publicitário bem-sucedido, casado com Fabiana, com quem terá um filho. Após um evento na empresa, eles passam a ser atormentados por Jéssica e seu marido Rômulo, um estranho casal que desenvolve uma obsessão doentia pelos dois, colocando suas vidas e a de seus amigos em risco.


Resgate (2020)

1FICHIER / MEGA

Os filmes de ação mais interessantes da atualidade estão sendo feitos por dublês promovidos a diretores – caso de David Leicht e Chad Stahelski no cinemão classe A, e de Jesse V. Johnson no lado B. Esses caras sabem coreografar e filmar as cenas de tiro, porrada e bomba como ninguém, então por que colocar outro diretor menos experiente só para estragar o resultado final? O novo dublê-cineasta no rolê é Sam Hargrave, que trabalhou com os irmãos Anthony e Joe Russo nos filmes que eles dirigiram para o Marvel Studios, e recebeu as bênçãos da dupla para comandar este “Resgate”. Baseado numa minissérie em quadrinhos dos próprios Irmãos Russo, o filme é adrenalina pura. Não tem absolutamente nada de novo na história ou na forma de contá-la, mas são duas horas de ação incessante e bem dirigida, em que o número de mortos e feridos atinge níveis estratosféricos. O Thor Chris Hemsworth aparece como um mercenário fodaralhaço, enviado para a Índia com a missão de resgatar o filho de um bandidão local das mãos de uma quadrilha rival. Ele cumpre a missão logo no início do filme, porém é traído pelos empregadores (que não querem pagar a conta do resgate), e precisa fugir com o moleque pelas ruas de um país que não conhece, sendo caçado por homens das duas facções, por policiais corruptos e até por bandidos pé-de-chinelo em busca de fama e fortuna. As cenas de ação não se resumem aos tiros e explosões de praxe, com Hemsworth encontrando as maneiras mais dolorosas de espancar, quebrar e eliminar seus inimigos – o que deve ter custado uns bons arranhões (pra não dizer ossos quebrados) à equipe de dublês. E o novato Hargrave visivelmente está se divertindo muito na função. Ele se dá ao capricho de filmar um longo “falso plano sequência” que é de tirar o chapéu: uma explosiva perseguição de carros movida a tiros e colisões que é um prodígio de técnica e execução. Vá lá que o Thor como herói de ação não me convence totalmente, e que o papel ficaria melhor com um brucutu das antigas (se eles não estivessem muito velhos para dar conta do recado). Vá lá, também, que há uns defeitos gritantes, tipo o CGI porco numa cena de mergulho no início, ou a quantidade de vezes em que os personagens principais são atropelados/atingidos por carros e saem ilesos, ou toda a gratuita sequência envolvendo o personagem de David Harbour. Mas o filme nunca fica chato, e cumpre o que promete (ação incessante) como poucas produções recentes. Como curiosidade, a graphic novel que deu origem ao filme, chamada “Ciudad”, não se passava na Índia, e sim em Ciudad del Leste, no Paraguai – e o moleque a ser resgatado na verdade era uma menina, filha de um poderoso traficante brasileiro. A ambientação originalmente sul-americana ajuda a explicar a quantidade de policiais corruptos a serviço dos vilões no filme, bem como o clima meio “Cidade de Deus”, que inclui até uma quadrilha de moleques fortemente armados perseguindo o herói. Já o eletrizante tiroteio numa ponte, que acontece na cena final do filme, nos quadrinhos rola na Ponte da Amizade, que liga o Paraguai ao Brasil! Taí algo que seria interessante de ver, embora eu suspeite que o pobre Hemsworth não iria durar 15 minutos na América do Sul...


 

Sonic - O Filme - Filme 2020 - AdoroCinema

Sonic: O Filme (2020)

1FICHIER / MEGA / LEGENDA

Cresci jogando “Sonic” (na época, o porco-espinho acelerado era considerado uma alegoria aos efeitos da cocaína!), mas confesso que só assisti esta adaptação para o cinema para alimentar minhas já conhecidas tendências masoquistas. Mordi a língua: “Sonic – O Filme” é divertidíssimo, a primeira surpresa que tive em 2020. É uma adaptação que escapa da armadilha de mirar somente no público infantil; afinal, o pessoal que jogava “Sonic” na época do lançamento do jogo está na faixa dos 40 anos hoje! E considerando a média bisonha das adaptações de games para o cinema (vide “Street Fighter” e “Double Dragon”), esta pelo menos entendeu que você também precisa de uma história razoavelmente interessante para compensar a impossibilidade de se jogar o filme. Assim, o roteiro de Pat Casey e Josh Miller tem várias referências aos games (como a importância dos anéis que Sonic coleta), para a felicidade dos jogadores de ontem e de hoje; mas também tenta criar uma história nova e independente para quem nunca ouviu falar do porco-espinho hiperativo. A origem do personagem, num universo fantástico povoado por animais falantes, é contada rapidão nos dez minutinhos iniciais, e logo depois Sonic acaba exilado no planeta Terra, onde precisa viver escondido para não denunciar sua verdadeira natureza. Ele consegue se virar bem usando sua super-velocidade, até dar bandeira certa noite e atrair a atenção do exército dos Estados Unidos. Entra em cena o arquiinimigo do herói no videogame, o cientista louco Dr. Robotnik, vivido com perceptível satisfação por Jim Carrey (em seu melhor papel no cinema desde sabe-se lá quando). Seu visual bizarro não parece nada com o personagem dos games, mas calma que no final tudo se explica. Como não pretende virar cobaia do excêntrico Robotnik, o porco-espinho precisa aliar-se ao policial interpretado por James Marsden e fazer uma road trip até San Francisco, para recuperar os preciosos anéis que lhe permitirão fugir para outro planeta. O resultado é uma aventura para todas as idades, do tipo que, se tivesse saído nos anos 1980, seria um clássico da Sessão da Tarde. O diretor novato Jeff Fowler fez um ótimo trabalho, aliando o carisma natural de Sonic e os efeitos especiais de praxe com uma trama repleta de humanidade (a importância da amizade é ressaltada o tempo todo), referências à cultura pop (Sonic, quem diria, é um grande cinéfilo!) e bom humor. O momento em que o bichinho usa sua super-velocidade para se deslocar por uma briga de bar, enquanto todos os humanos parecem congelados no tempo, é para fazer pais e filhos rirem juntos. E o resultado é tão positivo que fico a sonhar com novas adaptações de games da Sega (a empresa que criou Sonic) com este mesmo carinho e entusiasmo. Pelo menos a vinheta da multinacional, nos créditos iniciais, lembra bastante a do Marvel Studios, fazendo crer que há a intenção de criar um universo cinematográfico também para seus jogos de videogames. Muito marmanjo certamente vai ficar sonhando com adaptações de “Alex Kidd”, “Shinobi” ou “Streets of Rage”... 


AMEAÇA PROFUNDA (Underwater, 2020)

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Filmado em 2017 e engavetado pelo estúdio (20th Century Fox) durante quase três anos, este é um daqueles filmes que, a julgar pelo pôster e pelo argumento, você não investiria 50 centavos. Todo mundo já viu coisa parecida, e mais de uma vez, no final dos anos 1980, quando de uma tacada só saíram três filmes sobre gente enfrentando monstros no fundo do oceano. Depois de vencer o preconceito inicial e dar play, o espectador percebe o quanto estava enganado. “Ameaça Profunda” já começa a mil por hora, com um terrível desastre acontecendo nos primeiros minutinhos, inundando uma plataforma submarina e matando quase todo mundo a bordo. A personagem de Kristen Stewart, que estava no banheiro escovando os dentes logo após acordar, é atirada no meio de um autêntico inferno e precisa correr e lutar pela sobrevivência, resgatando quem ainda encontra vivo pelo caminho e tentando encontrar uma saída para a trágica situação. A partir daí, o filme não pára mais e simplesmente não dá folga para o espectador. Enquanto enfrentam túneis particialmente submersos ou desmoronados – em cenas que soarão como uma provocação aos claustrofóbicos –, os sobreviventes percebem que o pior ainda está por vir, e há misteriosos monstros aquáticos assassinos louquinhos para devorá-los. Em seu terceiro longa, o diretor Eubank mostra total domínio da narrativa: a ação vai se desenrolando praticamente na corrida, com o pouco de informação sobre os personagens sendo apresentado enquanto eles estão lutando para tentar sobreviver às sucessivas ameaças. Misturando elementos de títulos tão díspares quanto “O Segredo do Abismo”, “Aliens – O Resgate” e “O Destino do Poseidon”, o filme funciona como thriller ou filme-catástrofe, com vários momentos de suspense de prender a respiração, e também como terror (os monstros submarinos são mantidos quase sempre off-screen ou na escuridão, para alimentar a tensão). Já a ambientação numa estação submersa ajuda a criar uma sensação de confinamento e de tragédia iminente para os personagens, rodeados de água numa profundidade impossível de sobreviver. Conhecida por raramente mudar suas expressões faciais na série “Crepúsculo”, Stewart até que convence como uma Tenente Ripley para a nova geração, enquanto o francês Vincent Cassel empresta certa dignidade ao elenco jovem. Como bônus, e última recompensa para o espectador que vencer o preconceito e encarar, “Ameaça Profunda” termina com uma referência direta ao autor de horror H.P. Lovecraft – que não compromete a conclusão para quem não conhece sua obra, mas certamente vai garantir um belo sorriso de satisfação a quem reconhecer a identidade da ameaça submarina em questão. Outra das grandes surpresas de 2020 até o momento.