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2020
2020

 

Sergio (2020)

MEGA / 1FICHIER

Uma cena resume bem o foco da cinebiografia do diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello, morto em ataque terrorista na sede da Onu em Bagdá, Iraque: Sergio (Wagner Moura) almoça com os filhos adolescentes Laurent e Darien no apartamento de sua mãe. Ambos são filhos do primeiro casamento de Sergio com a francesa Annie. A mãe de Sergio, Vera Mello, prepara uma muqueca. Quando Sergio serve para as crianças, elas fazem cara feia. Sergio: "O que foi? não gostam de camarão?". Adrien, o menor: "Pai, eu tenho alergia à camarão". Sergio:" E desde quando? . Laurent: "Desde que ele nasceu, pai." Sergio Vieira sempre deixou sua vida pessoal em 2º plano e focou na sua batalha como funcionário da ONU durante 34 anos e Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos desde 2002. O filme tem uma estrutura narrativa fragmentada, a partir de um recurso já bem comum: logo no início, acompanhamos o dia do atentado, 19 de agosto de 2003. Sergio está sob os escombros, 21 mortos e muitos feridos. Enquanto agoniza e tentam salvá-lo, Sergio vai relembrando fatos de sua vida, como uma mea culpa e arrependimento por não ter aproveitado melhor sua família, amigos e a cidade do Rio de Janeiro, que ele sempre amou. Lembram de "A última tentação de Cristo?", Willen Dafoe agonizando e revendo sua vida? O filme parte então para uma estrutura fragmentada, de momentos chave em sua vida:confronto com ditadores, seu encontro com a economista argentina da Onu Carolina Larriera (a atriz cubana Ana de Armas, de "Entre facas e segredos"). O romance entre Sergio e Carolina ocupa metade do filme, definindo-o como drama e romance. Os atores estão bem em seus papéis, e a parte técnica está deslumbrante em uma produção super caprichada. As cenas de Bagdad foram rodadas em Jordania, e as do Timor Leste na Tailândia. A fotografia e câmera de Adrian Teijido são de encher os olhos, realçando as diferenças de luz entre os 3 países. Mas confesso que eu gostaria de ter amado mais o filme. Talvez essa estrutura de memórias tenha me distanciado um pouco da biografia de Sergio. Mas depois vale rever para tirar essa impressão.  


FESTIVAL EUROVISION DA CANÇÃO: A SAGA DE SIGRIT E LARS (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga, 2020)

1FICHIER / MEGA

Eu não morro de amores pelo Will Ferrell e raramente o acho engraçado (“Os Outros Caras” e “Escorregando para a Glória” são raras exceções). Mas tenho um fraco por comédias sobre o mundo da música, e isso me fez encarar “Eurovision” – sobre a famosa competição de música realizada anualmente na Europa, e conhecida pela sua breguice. Ferrell “interpreta” seu personagem de sempre: o bobalhão que almeja uma conquista relevante na vida, aqui em versão islandesa. Ele e Rachel McAdams formam o duo “Fire Saga”, que não é lá muito respeitado na pequena vila de pescadores na Islândia onde os dois vivem. Até que uma trágica explosão mata todos os candidatos locais ao Eurovision, e resta apenas a famigerada Fire Saga para representar o país na competição! O filme escapa da armadilha de apresentar os protagonistas Lars e Sigrit como completos perdedores. Na verdade eles cantam bem e até parecem ter certo talento musical (“Double Trouble”, a música que a dupla apresenta no torneio, é suficientemente grudenta para virar um desses hits de temporada). Claro que como o protagonista de Will Ferrell é um incorrigível trapalhão, tudo que ele toca vira desastre. Outra surpresa do roteiro é não apresentar o principal rival da dupla no Eurovision – um afetado cantor cantor russo interpretado por Dan Stevens – como “grande vilão” da trama, a exemplo do que é comum nesse tipo de história (o cara até se revela gente boa no final). Mas o humor é extremamente limitado, dividindo-se entre as patetices habituais de Ferrell (aqui nem sempre em seus melhores momentos) e tiradas mais específicas sobre o mundo da música, que somente quem tem mais familiaridade com o assunto vai pegar. Além da participação de vários artistas de verdade, como a cantora Demi Lovato e o apresentador de TV Graham Norton, há ainda uma curiosa aparição de Pierce Brosnan como o pai de Will Ferrell. Seu personagem é um tanto desperdiçado, e mesmo num filme que já é longo demais (duas horas!) fica a impressão de que várias das suas cenas foram cortadas – por exemplo, há um antigo conflito entre Brosnan e a mãe da personagem de McAdams que é mencionado apenas vagamente. No fim, ainda que a duração seja um exagero, o filme tem lá seus méritos e diverte até mesmo quem, como eu, não morre de amores por Will Ferrell. E é tão brega e fiasquento quanto o verdadeiro Eurovision.


Bad Boys 3 - Filme 2020 - AdoroCinema

BAD BOYS PARA SEMPRE (Bad Boys for Life, 2020)

MEGA / 1FICHIER

Pra começo de conversa, sim, eu gosto bastante da série “Bad Boys”. Acho o original um filmaço (provavelmente um dos melhores filmes de ação dos anos 1990), e o segundo um filme inchado e longo demais, mas ainda assim com alguns momentos bem engraçados. Então é lógico que eu não perderia este “Bad Boys para Sempre”, sequência tardia, lançada quase 20 anos depois, e com o maior cheirinho de caça-níqueis. O fato de ser o primeiro episódio sem a direção de Michael Bay poderia tanto comprovar este argumento quanto servir para injetar sangue novo no negócio. E quer saber? Gostei bastante, dei boas risadas e novamente saí satisfeito do cinema. É nítida a tentativa de transformar “Bad Boys” numa franquia estilo “Máquina Mortífera”, trazendo de volta todo mundo que já apareceu nos filmes anteriores e até fazendo referências obscuras que só quem gosta muito dos outros dois vai pegar (tipo a dificuldade do chefe de polícia interpretado por Joe Pantoliano com o basquete, aqui aparentemente herdada pela filha). As cenas de ação até parecem melhor dirigidas, ou pelo menos você compreende um mínimo do que está acontecendo na tela - bem diferente do “estilo Bay” de direção e edição. Mas a grande sacada do filme, claro, é mais uma vez a química entre os protagonistas. Will Smith e Martin Lawrence continuam ótimos, e muito engraçados, trabalhando juntos, e quase todas as piadas funcionam. É um negócio incrível porque, com raras exceções, eu geralmente não consigo suportar cinco minutos de Smith e Lawrence SOZINHOS, trabalhando separados em seus próprios filmes, mas consigo aceitar numa boa os dois em parceria - quem sabe porque um anula os excessos do outro? O roteiro escrito por (entre outros) Joe Carnahan é muito esperto em fazer brincadeiras com a idade dos heróis. Enquanto Stallone insistiu em fazer seu Rambo septuagenário indestrutível e incansável no novo e horroroso filme da sua série, esse terceiro “Bad Boys” opta por tirar onda do fato de os outrora jovens Smith e Lawrence já parecerem tiozões na balada, e agora precisarem pintar o cavanhaque grisalho ou tomar certas pílulas azuis. Quando finalmente coloca óculos para enxergar melhor ao atirar nos vilões, Lawrence comemora: “Parece imagem em HD!”. Como já acontecia no segundo filme (cuja conclusão era em Cuba), este também termina num país latino onde os policiais supostamente não teriam qualquer jurisdição - agora o México, atual vilão preferido do cinema de ação hollywoodiano. E com uma contagem de cadáveres absurda que deixa o Rambo velhote a passar vergonha. Três belas mulheres de diferentes faixas etárias, duas delas latinas (Paola Nuñez, Kate del Castillo e Vanessa Hudgens), complementam o programa e participam ativamente da ação como heroínas e vilãs. Os dois pontos baixos são a participação muito pequena da impagável Theresa Randle, como a esposa do personagem de Lawrence, e o final difícil de engolir, em que tudo se resolve fácil demais com o grande malvado da trama. Deixa-se as portas escancaradas para um possível quarto filme da ressuscitada franquia, agora quem sabe com uma nova geração de protagonistas. Mas ora bolas, se uma coisa terrível como “Velozes e Furiosos” pode se perpetuar, por que não os “bad boys, bad boys, what you gonna do”?


Lealdade à Prova - 🥇 Max Filmes - Assistir filmes e séries online ...

Lealdade à Prova (2020) 

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Policial e reservista da marinha, Callahan (Jai Courtney) tenta viver ao máximo dentro das regras. No entanto, tudo muda quando seu irmão mais novo, Oyster (Nat Wolff), vai preso após uma briga de bar e pega uma sentença de 25 anos atrás das grades. Indignado, o policial questiona sua posição, se vendo obrigado a escolher entre a dedicação à carreira e a devoção à família.


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Out (Segredos Mágicos, 2020)

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Em um dia normal, a vida de Greg é cheia de família, amor e um cachorrinho indisciplinado - mas apesar de tudo isso, Greg tem um segredo. Hoje é diferente, porque ele pode aprender que não tem nada a esconder.


O Grito (2020)

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Reboot da famosa série de terror japonesa iniciada em 2004 e que teve uma versão americana dirigida pelo mesmo cineasta japonês do filme original, "O Grito" agora vem com um diretor totalmente novo, Nicolas Pesce, que também escreveu o roteiro. Nicolas dirigiu o excelente filme de terror independente "Os olhos de minha mãe", em 2016, e em 2018, dirigiu o estranho "Piercing". em seus filmes, Nicolas mostrava uma predileção pelo sinistro e pelo mórbido. No entanto, em "O grito", infelizmente o diretor "segurou" um pouco o seu olhar mais autoral sobre o gênero terror e preferiu seguir a cartilha dos sustos fáceis e previsíveis. Samara, a fantasma cabeluda, agora vem na pele e osso de outros personagens, mais precisamente, de um casal e sua filha pequena, que morreram por conta da maldição da casa assombrada. Todos os que vão morar na casa, e consequentemente, quem cruza o caminho dos amaldiçoados, irão sofrer nas mãos dos possuídos pela Samara. O roteiro do filme é bastante confuso no seu vai e vem temporal. Nicolas conta pelo menos umas 5 histórias paralelas, que acontecem em épocas distintas, apenas para fazer um cruzamento entre todos os personagens. O destino de todos é o mesmo: serem amaldiçoados e mortos pelos fantasmas da família que habitou em uma casa mal assombrada. No elenco, alguns nomes famosos: o mexicano Damien Bichir, a australiana Jackie Weaver, o chinês John Choo...mas não são o suficiente para segurar toda a atenção do espectador. Nesse mundo de previsibilidade de Samara e seu som gutural, fica apenas o desejo de que esse reboot fosse original e surpreendente. Infelizmente, tudo é bastante batido, inclusive a famosa cena dos filmes originais e é copiada, que é a da mão de Samara surgindo no couro cabeludo de um personagem que toma banho.


DR DOLITTLE - (Filme 2020)

As Aventuras do Dr. Dolittle (2020)

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Dr. Dolittle (Robert Downey Jr) vive com uma variedade de animais exóticos e conversa com eles diariamente. Quando a jovem rainha Victoria (Jessie Buckley) fica doente, o excêntrico médico e seus amigos peludos embarcam em uma aventura épica em uma ilha mítica para encontrar a cura.


Atração de Risco - Filme 2020 - AdoroCinema

Atração de Risco - 2020 

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Carlos é um publicitário bem-sucedido, casado com Fabiana, com quem terá um filho. Após um evento na empresa, eles passam a ser atormentados por Jéssica e seu marido Rômulo, um estranho casal que desenvolve uma obsessão doentia pelos dois, colocando suas vidas e a de seus amigos em risco.


Sonic - O Filme - Filme 2020 - AdoroCinema

Sonic: O Filme (2020)

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Cresci jogando “Sonic” (na época, o porco-espinho acelerado era considerado uma alegoria aos efeitos da cocaína!), mas confesso que só assisti esta adaptação para o cinema para alimentar minhas já conhecidas tendências masoquistas. Mordi a língua: “Sonic – O Filme” é divertidíssimo, a primeira surpresa que tive em 2020. É uma adaptação que escapa da armadilha de mirar somente no público infantil; afinal, o pessoal que jogava “Sonic” na época do lançamento do jogo está na faixa dos 40 anos hoje! E considerando a média bisonha das adaptações de games para o cinema (vide “Street Fighter” e “Double Dragon”), esta pelo menos entendeu que você também precisa de uma história razoavelmente interessante para compensar a impossibilidade de se jogar o filme. Assim, o roteiro de Pat Casey e Josh Miller tem várias referências aos games (como a importância dos anéis que Sonic coleta), para a felicidade dos jogadores de ontem e de hoje; mas também tenta criar uma história nova e independente para quem nunca ouviu falar do porco-espinho hiperativo. A origem do personagem, num universo fantástico povoado por animais falantes, é contada rapidão nos dez minutinhos iniciais, e logo depois Sonic acaba exilado no planeta Terra, onde precisa viver escondido para não denunciar sua verdadeira natureza. Ele consegue se virar bem usando sua super-velocidade, até dar bandeira certa noite e atrair a atenção do exército dos Estados Unidos. Entra em cena o arquiinimigo do herói no videogame, o cientista louco Dr. Robotnik, vivido com perceptível satisfação por Jim Carrey (em seu melhor papel no cinema desde sabe-se lá quando). Seu visual bizarro não parece nada com o personagem dos games, mas calma que no final tudo se explica. Como não pretende virar cobaia do excêntrico Robotnik, o porco-espinho precisa aliar-se ao policial interpretado por James Marsden e fazer uma road trip até San Francisco, para recuperar os preciosos anéis que lhe permitirão fugir para outro planeta. O resultado é uma aventura para todas as idades, do tipo que, se tivesse saído nos anos 1980, seria um clássico da Sessão da Tarde. O diretor novato Jeff Fowler fez um ótimo trabalho, aliando o carisma natural de Sonic e os efeitos especiais de praxe com uma trama repleta de humanidade (a importância da amizade é ressaltada o tempo todo), referências à cultura pop (Sonic, quem diria, é um grande cinéfilo!) e bom humor. O momento em que o bichinho usa sua super-velocidade para se deslocar por uma briga de bar, enquanto todos os humanos parecem congelados no tempo, é para fazer pais e filhos rirem juntos. E o resultado é tão positivo que fico a sonhar com novas adaptações de games da Sega (a empresa que criou Sonic) com este mesmo carinho e entusiasmo. Pelo menos a vinheta da multinacional, nos créditos iniciais, lembra bastante a do Marvel Studios, fazendo crer que há a intenção de criar um universo cinematográfico também para seus jogos de videogames. Muito marmanjo certamente vai ficar sonhando com adaptações de “Alex Kidd”, “Shinobi” ou “Streets of Rage”...