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2019
2019

 

Rota de Fuga 3 - O Resgate (Filme), Trailer, Sinopse e Curiosidades -  Cinema10

Rota de Fuga 3: O Resgate (Escape Plan: The Extractors, 2019)

MEGA

Depois que o especialista em segurança Ray Breslin é contratado para resgatar a filha sequestrada de um magnata de tecnologia de Hong Kong de uma formidável prisão em Letônia, a namorada de Breslin também é capturada. 

Dirigido por John Herzfeld

Elenco

  • Sylvester Stallone como Ray Breslin, fundador da Breslin Security.
  • Dave Bautista como Trent DeRosa, um associado da Breslin Security.
  • Curtis "50 Cent" Jackson como Hush, um hacker de computador e amigo mais próximo de Breslin.
  • Max Zhang como Shen Lo, um ex-guarda de segurança da Zhang Innovations e o interesse amoroso de Daya.
  • Harry Shum Jr. como Bao Yung, chefe de segurança da Zhang Innovations.
  • Devon Sawa como Lester Clark Jr., filho do ex-parceiro de negócios de Breslin que está em busca de vingança.
  • Jaime King como Abigail Ross, vice-presidente de Breslin Security e interesse amoroso de Breslin.
  • Lydia Hull como Jules, funcionária da Breslin Security.
  • Malese Jow como Daya Zhang, filha do interesse amoroso de Wu Zhang e Shen.
  • Russell Wong como Wu Zhang, o chefe da Zhang Innovations.
  • Daniel Bernhardt como Silva, um dos capangas de Lester Jr.
  • Jeff Chase como Frankie, um dos capangas de Lester Jr.
  • Rob de Groot como Ralf, um dos capangas de Lester Jr.
  • Holland Herzfeld como Sonny, um dos capangas de Lester Jr.
  • Tyler Jon Olson como Boone
  • Shea Buckner como agente do FBI Richland
  • Sergio Rizzuto como Narco
  • Jesse Pruett como Felon 2

Brian Banks - Um Sonho Interrompido - Looke

Brian Banks: Um Sonho Interrompido (2019)

UPTOBOX / DRIVEGOOGLE / ASSISTIR O FILME

Cinebiografia de Brian Banks (Aldis Hodge), um jogador de futebol americano do ensino médio, cuja vida foi suspensa em 2002 quando ele foi falsamente acusado de estupro. Apesar de manter sua inocência, Banks foi transferido através do sistema e condenado a uma década de prisão e liberdade condicional. Com a ajuda do Projeto de Inocência da Califórnia (CIP), liderado por Justin Brooks (Greg Kinnear), advogado de defesa criminal e cofundador do CIP, a condenação de Banks foi revogada em 2012.

 Dirigido por: Tom Shadyac

Elenco

  • Aldis Hodge Brian Banks
  • Greg Kinnear Justin Brooks
  • Melanie Liburd Karina
  • Sherri Shepherd Leomia Myers
  • Tiffany Dupont Alissa Bjerkhoel
  • Dean Denton Coach Jaso
  • Dorian Missick Mick Randolph
  • Gino Vento Manuel Rojas
  • Matt Battaglia Pete Carroll

PRIMOS (2019)

MEGA / GoogleDrive / ASSISTIR O FILME

Drama romântico LGBTQ+adolescente, “Primos” é uma produção 100% independente brasileira, realizada com incentivos próprios. MACA é uma produtora que pertence aos sócios Mauro Carvalho e Thiago Cazado. Mauro é fotógrafo, e Thiago escreve os roteiros, dirige e atua. Eles transitam entre o Teatro e o Cinema, tendo realizado peças e curtas de sucesso. “Primos” é o segundo longa da dupla, após o sucesso de “Sobre nós”. Todos os projetos da produtora transitam sobre o universo LGBTQ+entre os adolescentes, discutindo temas como homofobia, saída do armário, primeiro amor e conflitos típicos de gente jovem. A história é bem simples: Lucas vive com sua tia religiosa, Lurdes, em uma casa no interior. Lurdes costuma trazer beatas para oração em sua casa, e Lucas, que dá aulas de piano, faz o fundo musical das orações. Uma jovem, Julia, sente atração por Lucas, que vai se desvencilhando como pode. Um dia, Lurdes anuncia a vinda do seu outro sobrinho, Mario (o diretor Thiago Cazado), que foi preso e por isso, sua família o renegou. Ao chegar na casa, os primos acabam sentindo uma forte atração, mas Lucas teme que a tia Lurdes e as beatas descubram que ele é gay. Como roteiro, o filme é bastante singelo. Mas ele é bem produzido para um filme independente, com dois ótimos protagonistas, Thiago Cazado e Paulo Souza, carismáticos. A tia Lurdes também tem uma bela interpretação. Quanto às beatas e Julia, a escolha pela caricatura enfraqueceu as personagens, principalmente em seu desfecho, onde fica patente a fragilidade das atuações dessas participações. Mas o filme é bem intencionado, e trazer o conflito da saída do armário, aliado à religião, é um barril de pólvora que de certa forma, o filme apresenta bem para um público jovem. O que mais surpreende no filme, além do seu humor ingênuo e as piadas repletas de segundas intenções, é a ousadia em relação às cenas de nudez total dos dois atores, que se expõe sem qualquer constrangimento e totalmente à vontade. Um belo filme do cinema independente, que merece ser visto.

Dirigido por Thiago Cazado

Elenco

 
Ator/Atriz Personagem
Thiago Cazado Mário
Paulo Sousa Lucas
Juliana Zancanaro Lourdes
Denis Camargo Emílio
Eduarda Esteves Julia
Carmem Lutcha Sonia

Aranha na Teia - Filme 2019 - AdoroCinema

Aranha na Teia (Spider in the Web, 2019)

UPTOBOX / DRIVEGOOGLE

Inspirado em eventos reais, em Aranha na Teia, o agente Adereth (Ben Kingsley), perto de se aposentar, passa a apresentar uma série de comportamentos que geram desconfiança no departamento onde trabalha. Tentando provar sua inocência, ele embarca em uma última missão. O que ele não sabia é que em seu último trabalho os limites entre o certo e o errado passariam a se confundir.

Dirigido por: Eran Riklis

Elenco

  • Ben Kingsley
  • Filip Peeters
  • Hilde Van Mieghem
  • Itay Tiran
  • Itzik Cohen
  • Jonas Leemans
  • Luk Wyns
  • Makram Khoury
  • Marcel Hensema
  • Mathijs Scheepers
  • Monica Bellucci
  • Rick Nicolet

O GÂNGSTER, O POLICIAL E O DIABO

O Gângster, o Policial e o Diabo (The Gangster, The Cop, The Devi, 2019)

UPTOBOX / DRIVEGOOGLE / MEGA

Para quem é fã de filmes sul coreanos com muita ação e suspense, esse filme é excelente pedida. Exibido no Festival de Cannes 2019 em Mostra paralela, o filme remete ao tema da obra-prima de Frtiz Lang, "M, o Vampiro de Dusseldorf": a polícia e os gangsters precisam unir forças para conseguir prender um serial killer que age impunemente em Seul no ano de 2005. Jang Dong-soo (Dong-seok Ma, de "Trem para Busan" é um dos maiores astros da Coréia do Sul) é um gangster que domina ilegalmente as máquinas caça níqueis. O policial Jun faz de tudo para prendê-lo, mas não tem provas. Um serial killer age na cidade, matando suas vítimas à facadas. Quando o próprio Jang Ding é vítima do serial killer, mas consegue sobreviver, resolve iniciar uma caçada para prender o assassino. O policial Jun, visando promoção, se une ao gangster. O filme é cheio de cena de ação, muita pancadaria, muito kung Fu, muito gore, sangue. O filme já apresenta quem é o assassino logo de cara, para tornar o espectador cúmplice de suas ações. O filme fica arrastado lá pelo 2º ato, devido a sub-tremas que envolvem brigas de facções. A fotografia noturna intensifica bastante as cores e os neons da cidade.

 Dirigido por: Lee Won-Tae

Elenco

  • Kim Mu-Yeol Jung Tae-Seok
  • Kim Sung-Kyu Kang Kyung-Ho
  • Kim Yoon Sung Bae Soon Ho
  • Lee Seo-Hwan
  • Ma Dong-Seok Jang Dong-Soo
  • Moon Dong Hyuk Oh Dal Ho
  • Shin Hee Chul [Room Salon Waiter] Bit part

Resultado de imagem para Kardec: A História por Trás do Nome

Kardec: A História por Trás do Nome (2019)

MEGA 1080p / assista online

A história do educador francês Hypolite Leon Denizard Rivail, reconhecido mais tarde como Allan Kardec. Além de tradutor e escritor, Kardec é conhecido por ter decodificado o espiritismo, uma das religiões mais praticadas no Brasil. Ele escreveu os cinco livros que compõem a Codificação da Doutrina Espírita, entre eles "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Dirigido por Wagner de Assis

Elenco

  • Leonardo Medeiros ... Hippolyte Léon Denizard Rivail / Allan Kardec
  • Sandra Corveloni ... Amélie Gabrielle Boudet
  • Guilherme Piva ... Pierre-Paul Didier (Didier)
  • Genézio de Barros ... Padre Boutin
  • Guida Vianna ... Madame De Plainemaison
  • Julia Konrad ... Ruth-Celine Japhet
  • Charles Fricks ... Charles Baudin
  • Licurgo Spinola ... Jacques Babinet
  • Letícia Braga ... Julie Baudin
  • Júlia Svacinna ... Caroline Baudin
  • Dalton Vigh ... Sr. Dufaux
  • Louise D'Tuani ... Ermance Dufaux De La Jonchére

Instinto Predador - Cinecartaz

Instinto Predador (Primal, 2019)

UPTOBOX / DRIVEGOOGLE

O caçador Frank Walsh trabalha para alguns zoológicos dos Estados Unidos e está dedicando sua vida para proteger uns animais que capturou na Floresta Amazônica. Ele embarca num navio cargueiro sem saber que está ao lado de Richard Loffler, um assassino que está sendo extraditado para os EUA em segredo, e, com isso, a viagem começa a ter problemas.

Dirigido por: Nick Powell

Elenco

  • Famke Janssen Dr. Ellen Taylor
  • Kevin Durand Richard Loffler
  • Nicolas Cage Frank Walsh
  • Brian Tester Commander Delaney
  • Jacob Grodnik Vasquez
  • Jeff Gum John Ringer
  • John Lewis Harrison
  • LaMonica Garrett Ringer
  • Michael Imperioli Paul Freed
  • Michael Sirow Paul Freed
  • Tom Walker  Forrest

Los Silencios (2019)

DRIVEGOOGLE / ASSISTA ONLINE

Dirigido por Beatriz Seigner

Elenco

  • Marleyda Soto - Amparo
  • Enrique Díaz - Adão
  • María Paula Tabares Penã - Núria
  • Adolfo Savinino - Fabio
  • Doña Albina - Abuelita
  • Alida Pandurro - Maria
  • Yerson Castellanos - Coyote
  • Astrid Fernanda López MartÍnez - Exlendy
  • Heider Sanchez - Presidente da Ilha
  • Leidy Prieto Echeverry - Vendedora de Arepas

Fugindo da violência dos conflitos armados na Colômbia, Núria, Fábio e sua mãe, Amparo, chegam a uma ilha desconhecida, na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Ali, a família descobre que o pai, supostamente morto num deslizamento de terra de uma mineradora, se esconde em uma das casas da ilha. Com medo de trair esse segredo, Núria cai em um silêncio profundo.

 


Pacarrete (2019)

UPTOBOX / ASSISTA ONLINE

Dirigido por Allan Deberton

Elenco

  • Marcélia Cartaxo como Pacarrete, bailarina aposentada, irmã de Chiquinha
  • João Miguel como Miguel, dono do bar da cidade, melhor amigo de Pacarrete por quem ela é apaixonada
  • Zezita de Matos como Chiquinha, irmã de Pacarrete
  • Soia Lira como Maria, trabalha como empregada doméstica na casa de Pacarrete e Chiquinha
  • Samya de Lavor como Michelle, secretária de cultura de Russas, a qual Pacarrete persegue para se apresentar na festa de aniversário da cidade
  • Edneia Tutti como Tetê, costureira que Pacarrete procura para confeccionar o vestido da sonhada apresentação
  • Rodger Rogério como Zacarias
  • Débora Ingrid como Diana

Pacarrete, bailarina aposentada, excêntrica, arrogante e abilolada ainda busca um sonho na vida: dançar um espetáculo no aniversário de duzentos anos de sua cidade natal, no interior do Ceará. Filme vencedor de oito prêmios em Gramado, 2019.


A Febre - Festival do Rio

A Febre (2019)

DRIVEGOOGLE / UPTOBOX / MEGA / ASSISTA ONLINE

Dirigido por Maya Da-Rin. eu elenco principal é composto por atores indígenas do Alto Rio Negro, pertencentes aos Desanos, Tucanos e Tarianas, tendo sido para muitos deles a primeira experiência no cinema.

Elenco

  • Regis Myrupu como Justino
  • Rosa Peixoto como Vanessa
  • Johnatan Sodré como Everton
  • Edmildo Vaz Pimentel como André
  • Anunciata Teles Soares como Marta
  • Kaisaro Jussara Brito como Jalmira
  • Lourinelson Wladmir como Wanderlei
  • Suzy Lopes como Rose

A Febre acompanha Justino (Regis Myrupu), um índio de Manaus, Amazonas que há 20 anos vive na cidade grande, trabalhando agora como segurança no porto local. Sua filha Vanessa (Rosa Peixoto) trabalha em um posto de saúde e acaba de passar para a faculdade de Medicina, na Universidade de Brasília. Insegura entre seguir seu sonho e deixar seu pai, ela precisa ainda lidar com uma estranha febre que subitamente aparece. Paralelamente, uma série de estranhos ataques a animais ganha destaque na TV local.


 O Informante - Filme 2019 - AdoroCinema

O Informante (The Informer, 2019)

1fichier / mega

Direção: Andrea Di Stefano. ELENCO: Joel Kinnaman, Rosamund Pike, Clive Owen, Common, Ana de Armas e Sam Spruell

Em 1994, ex-executivo da indústria do tabaco deu entrevista bombástica ao programa jornalístico "60 Minutos", da rede americana CBS. Dizia que os manda-chuvas da empresa em que trabalhou não apenas sabiam da capacidade viciadora da nicotina como também aplicavam aditivos químicos ao cigarro, para acenturar esta característica. Na hora H, porém, a CBS recuou e não transmitiu a entrevista, alegando que as consequências jurídicas poderiam ser fatais. Baseando-se nesta história real, O Informante narra a trajetória do ex-vice-presidente da Brown & Williamson Jeffrey Wigand (Russell Crowe) e do produtor Lowell Bergman (Al Pacino), que o convenceu a falar em público.


Megarrromântico e a sátira dos clichês convencionais – Persona | Crítica  Cultural

Megarromântico (Isn't It Romantic, 2019)

1FICHIER / LEGENDA

DIREÇÃO: Todd Strauss-Schulson. ELENCO: Rebel Wilson, Liam Hemsworth, Adam DeVine, Priyanka Chopra Jonas.

A melhor Comédia romântica em muito tempo, "Megarromântico” tem um roteiro genial, que remete à franquia de terrir “Pânico”. Em “Pânico”, o roteiro brincava com os clichês do gênero, e aqui em “Megarromântico”, os roteiristas fazem a mesma coisa: a protagonista Natalie (Rebel Wilson, em seu filme solo) após um acidente, se vê presa dentro de uma comédia romântica, vivendo todos aqueles estereótipos: melhor amigo gay, voz off, câmera lenta em cena romântica, a chefe escrota, números musicais, e o melhor de tudo, uma trilha sonora recheada de clássicos Pop dos anos 90, a melhor era das comédias românticas. O elenco é maravilhoso: Rebel Wilson prova que é uma protagonista nata, esbanjando charme, alegria e muito talento. Liam Hemsworth segue os passos de Ryan Reynolds e capricha na performance do galã engraçado e sedutor. Adam Devine é uma maravilhosa surpresa, naquele adorável papel do amigo apaixonado pela melhor amiga. Betty Gilpin também é uma grande revelação, interpretando duas personas totalmente distintas: a da melhor amiga de baixa auto-estima, e a chefona Bitchy. O filme é repleto de cenas antológicas: a do Karaokê, cantando Whitney Houston; a de quando Natalie acorda de manhã teoricamente tendo transado com o personagem de Liam, mas que não consegue trepar porque o código da comédia não permite; e claro, o desfecho apoteótico com um musical incrível com todo o elenco. Prepare-se para rir bastante e se apaixonar pela Rebel Wilson, totalmente atualizada no empoderamento feminino: “Amo a mim mesmo”.


Cemitério maldito (Pet Sematary, 2019)

MEGA

Dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer

ELENCO: Amy Seimetz, Jason Clarke, John Lithgow, Jeté Laurence

Refilmagem do clássico de terror de Mary Lambert (1989), ambos baseados em livro de Stephen King. Agora, os cineastas Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, que juntos dirigiram "Hollidays", uma antologia de curtas de terror, convidam os veteranos Jason Clark e John Lihtgow para protagonizarem esse terror que conta a história da família composta por Louis (Clarke), sua esposa Rachel e os filhos Ellie e Gage. Eles acabam de se mudar para o interior, para que os pais possam se dedicar mais à educação dos filhos. Ellie acaba sofrendo um acidente e morre atropelada. Desesperado, Louis ouve seu vizinho. Jud (Lithgow) que o apresenta a um cemitério abandonado, amaldiçoado pelos índios e que tem o poder de trazer à vida os mortos. O filme é tão bom quanto o original. Repleto de Jump scares, daqueles de fazer pular na cadeira (o que seria dos filmes de terror sem os gatos?), o filme possui um bom time de atores, com a ótima surpresa da menina Jeté Laurence, no complexo papel de Ellie. Para quem busca um bom filme de terror, "Cemitério maldito" é uma boa pedida. 


Jumanji 2 - Filme 2020 - AdoroCinema

Jumanji: Próxima Fase (Jumanji: The Next Level, 2019)

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Dirigido por Jake Kasdan

Baseado no livro infantojuvenil Jumanji, de Chris Van Allsburg. Continuação direta de Jumanji: Welcome to the Jungle e terceira parte da franquia iniciada com Jumanji (1995)

Elenco

O Mundo do Jogo

  • Dwayne Johnson como o Dr. Smolder Bravestone
  • Jack Black como Professor Sheldon Oberon
  • Kevin Hart como Franklin "Mouse" Finbar
  • Karen Gillan como Ruby Roundhouse
  • Nick Jonas como Jefferson "Hidroavião" McDonough
  • Awkwafina como Ming Fleetfoot
  • Rhys Darby como Nigel Billingsley
  • Rory McCann como Jurgen, o Brutal
  • John Ross Bowie como porta-voz de Jurgen
  • Dania Ramirez como a ex-namorada de Bravestone

O Mundo Real

  • Alex Wolff como Spencer Gilpin
  • Morgan Turner como Martha Kaply
  • Ser'Darius Blain como Anthony "Fridge" Johnson
  • Madison Iseman como Bethany Walker
  • Danny DeVito como Eddie Gilpin
  • Danny Glover como Milo Walker
  • Colin Hanks como Alex Vreeke

Além disso, Massi Furlan e Ashley Scott aparecem como Switchblade e Ashley, respectivamente, embora o último tenha revelado que sua cena foi cortada do filme, e Bebe Neuwirth reprisa seu papel como Nora Shepherd no filme original.

Em Jumanji: Próxima Fase, tentado em revisitar o mundo de Jumanji, Spencer (Alex Wolff) decide consertar o jogo de videogame que permite que os jogadores sejam transportados ao local. Logo o quarteto formado por Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Moose Finbar (Kevin Hart), Shelly Oberon (Jack Black) e Ruby Roundhouse (Karen Gillan) ressurge, agora comandado por outras pessoas: os avôs de Spencer e Fridge assumem as personas de Bravestone e Finbar, enquanto o próprio Fridge (Ser'Darius Blain) agora está sob a pele de Oberon.


Ampliar

Sete Curtas Premiados

MEGA

Sete Minutos:
Curta filmado em plano sequência que mostra o acerto de contas entre dois traficantes.

Pretinho Babylon
Pretinho Babylon é uma espécie de remake carioca do clássico jamaicano Rockers, de 1978. Trazendo ao universo underground do Rio de Janeiro a atmosfera jamaicana através da música do coletivo Digital Dubs, músicos como atores, dublagens e estética dos anos 70/80.

Picolé, Pintinho e Pipa
Alô garotada! O carro do Troca-troca está passando em sua rua! Garrafa velha, bacia velha, garrafão de vinho vazio, motor de geladeira, o moço troca por Picolé, pintinho e pipa. Pedrinho, figura principal, tem 13 anos e precisa cuidar do seu irmão mais novo, Juquinha, de seis anos, mas os três amigos: Morcegão, Gargamel e Bebeco irão convencê-lo a ir atrás do carro do troca-troca.

Neguinho e Kika
Neguinho namora com Kika, mas, também trabalha no tráfico. Mesmo novo tem que tomar uma decisão que mudará a sua vida.

O Filme do Filme Roubado do Roubo da Loja de Filmes
Assalto a uma locadora na zona sul do Rio de Janeiro. É o primeiro curta do movimento Companhia Brasileira de Cinema Barato.

Amolador
O que aconteceu nos dez minutos que antecederam ao registro da célebre fotografia feia por Marc Ferrez nas ruas do Rio de Janeiro em 1895?


A Hora da Sua Morte - Ingresso.com

A hora de sua Morte (Countdown, 2019)

ASSISTA ONLINE

DIREÇÃO: Justin Dec

Elenco
Ator/Atriz Personagem
Elizabeth Lail Quinn Harris
Jordan Calloway Matt Monroe
Peter Facinelli Dr. Sullivan
Talitha Bateman Jordan Harris
Tichina Arnold Enfermeira Amy
Anne Winters Courtney
Charlie McDermott Enfermeiro Scott
Christina Pazsitzky Krissy
Dillon Lane Evan
Jeannie Elise Allie
Marisela Zumbado Kate
Marisela Zumbado Pai John
Tom Segura Derek

Escrito e dirigido por Justin Dec, o terror juvenil "A hora de sua morte" é uma versão tecnológica da franquia "Premonição": após baixarem um aplicativo chamado "Countdown", os donos dos celulares descobrem quanto tempo ainda tem antes da hora de sua morte. Alguns têm décadas, outros como a enfermeira Quinn, só tem 3 dias de vida. Desesperada, Quinn tenta de todas as formas ludibriar a hora de sua morte, sem sucesso. O aplicativo não consegue ser deletado e nem o hacker consegue mudar o seu sistema operacional. Ou seja, quando chegar a hora da Morte, nada conseguirá mudar o seu destino. Pelo menos, é o que Quinn tentará fazer. O filme utiliza todos os recursos dos clichês existentes em filmes de terror, até trazendo humor no personagem de um padre exorcista. O elenco é ok, o roteiro é fraco mas para um passatempo, o filme quebra o galho. 


 The Fanatic - Filme 2019 - AdoroCinema

Fanático (2019)

1FICHIER / MEGA / LEGENDA / ASSISTA ONLINE

Diretor: Fred Durst

ELENCO: John Travolta, Devon Sawa, Ana Golja, James Paxton

John Travolta tem uma carreira semelhante a de Nicolas Cage: são 9 filmes ruins a cada 10 filmes realizados. E claro, “O fanático” está no rol dos filmes ruins. O problema é que “O fanático” não é apenas ruim. É Muito ruim. Dirigido e escrito por Fred Durst, integrante da banda Limp Bizkit, o filme traz elementos reais que aconteceram com Fred Durst. Durante um bom tempo, ele foi stalkeado por um fã, que o assustava e o seguia em todos os lugares. “O Fanático” se passa em Los Angeles, e a voz off da personagem Leah narra o filme: ela ambienta o espectador dando o discurso mais manjado de Los Angeles que se pode ter: que é a terra do cinema terra de oportunidades e também de fracassos, de famosos e de loosers. Logo Leah apresenta Moose (John Travolta), um autista fã de filmes de terror. Moose é mega fã de Hunter Dunbar (Devon Sawa, protagonista do primeiro “Premonição”). Hunter é o Rei dos filmes B de terror. Ao tentar um autógrafo de Hunter, Moose acaba sendo maltratado pelo muso e como vingança, o sequestra. Sim, você já viu esse filme cem vezes, desde “O Colecionador” a “Misery”, de Stephen King. E sério, esse deve ser o pior de todos os filmes. Tudo aqui é péssimo: Direção, roteiro, atuações. John Travolta exagera em todas as expressões e na caracterização do autista, em uma performance absolutamente irritante. É um desserviço que Travolta faz ao universo dos autistas. O filme, como suspense, é zero. Não se torce por ninguém, pois não existe carisma algum. Se você quiser assistir o filme como uma comédia, pode ser que se divirta bem mais.


 A Rosa Venenosa (The Poison Rose) - Trailer Dublado [2019] - YouTube

A Rosa Venenosa (The Poison Rose, 2019)

1FICHIER / MEGA / ASSISTA ONLINE

Diretores: George Gallo, Francesco Cinquemani. ELENCO: John Travolta, Morgan Freeman, Ella Bleu Travolta, Brendan Fraser, Famke Janssen, Peter Stormare

Carson Phillips, um ex-astro do futebol que se tornou investigador particular, assume o que parece ser um caso rotineiro de pessoa desaparecida. Entretanto, ele se vê envolvido em uma complexa rede de crimes na qual sua filha é a principal suspeita.


Turma da Mônica - Laços (2019)

DOWNLOAD 4SHARED / ASSISTA ONLINE / DRIVEGOOGLE / UPTOBOX

Dirigido por Daniel Rezende

Elenco

Ator/Atriz Personagem
Giulia Benite Mônica
Kevin Vechiatto Cebolinha
Laura Rauseo Magali
Gabriel Moreira Cascão
Rodrigo Santoro Louco
Ravel Cabral Homem do saco
Monica Iozzi Dona Luisa de Sousa
Luiz Pacini Seu Sousa
Paulo Vilhena Seu Cebola da Silva
Fafá Rennó Dona Cebola da Silva
Ana Carolina Godoy Dona Lili Lima
Beto Schultz Seu Paulinho Lima
Angélica Paula Dona Lurdinha de Araújo
Adriano Paixão Seu Antenor de Araújo
Cauã Martins Titi
Sofia Munhoz Aninha
Gabriel Blotto Xaveco
Pedro Souza Jeremias
Isabela Santos Cascuda
Murillo Costa Quinzinho
Ítalo Viana Tonhão da Rua de Baixo
Jasmim Donega Penha
Isabella Nakahara Agnes
Luiza Istolé Sofia
Kaleb Figueiredo Cabelo
Mateus Mahmoud Ernesto
Monique Bourscheid Xabéu
Adriano Bolshi Lúcio Andarilho
Maria Angélica Martins Cremilda de Araújo
Maria Cristina Martins Clotilde de Araújo
Fernando Sampaio Seu Juca
Eduardo Acaibe Policial
Leandro Ramos Vendedor de balões
Wally Araújo Pipoqueiro
Sérgio Pardal Químico
Maurício de Sousa Jornaleiro James

Adaptação da Graphic Novel de Lu e Vítor Caffagi, que faz uma releitura do universo dos personagens de Maurício de Souza, é dirigido por Daniel Rezende, realizador de “Bongo”, o filme sobre o palhaço Bozo. É interessante perceber a diferença que um cineasta Cinéfilo faz com um roteiro singelo sobre a busca do sumiço do cachorro Floquinho, cujo dono, Cebolinha, junta seus amigos para irem em busca do fiel mascote. Daniel Rezende busca referências em clássicos juvenis que fizeram parte da vida de todo marmanjo: “Conta comigo”, “Os Goonies”, “It, a obra prima do medo” (observem a capa de chuva amarela de Cascão), “Et” e até mesmo das séries “Dark” e “Stranger things”. Para os adultos, é possível até ver um toque atmosférico de “O silêncio dos inocentes”. É difícil imaginar uma obra que conte a vida das crianças ou adolescentes hoje em dia sem a presença de bicicletas e cidade pequena do interior. O que mais me chamou a atenção nessa pérola nostálgica foi a excelente qualidade técnica que envolve a fotografia de Azul Serra, da direção de arte e dos figurinos, trabalhando em conjunto para dar vida aos personagens icônicos de Maurício de Souza: uma tarefa bastante difícil, visto que durante décadas nos acostumamos a ver Monica, Cebolinha, Cascão e Magali nos quadrinhos.


Filho de Boi (2019)

1fichier

ELENCO: Vinicius Bustani, João Pedro Dias, Luiz Carlos Vasconcelos, Wilma Macedo

Primeiro longa-metragem dirigido pelo fotógrafo Haroldo Borges, "Filho do boi" é um drama intimista, com performances naturalistas e elenco preparado por Fátima Toledo. Com uma fotografia deslumbrante que se apropria da luz natural. "Filho do boi" tem como tema o já conhecido mote de um morador de uma cidade que se vê como um ser estranho, e que encontra na chegada do circo a sua chance de ir embora do lugar.
João (João Pedro Dias, excelente) é um menino de 13 anos que mora com seu pai, um fazendeiro rural de pequenas posses. A mãe de João foi embora, após se desentender com seu pai, e na cidade ela é chamada de puta e o pai, de corno e doido. João não tem amigos. Um dia, chega um circo e eles estão à procura de um novo palhaço. João vai fazer testes e passa, mas seu pai o proíbe de frequentar o circo.
Além de João Pedro Dias, o filme conta com os ótimos trabalhos de Luiz Carlos Vasconcelos, no papel do pai, e de Vinicius Bustani, no papel do palhaço Salcicha. Curioso é que Luiz, na vida real, é o palhaço Chupeta, e aqui, ele interpreta um homem amargurado que odeia circo.
Boa direção de Haroldo, apostando em um olhar documental para o filme, em tons totalmente naturalistas.

 SHAFT on Twitter:

Shaft (2019)

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Diretor: Tim Story

ELENCO:

Samuel L. Jackson (John Shaft), Jessie T. Usher (JJ Shaft), Regina Hall (Maya Babanikos), Alexandra Shipp (Sasha Arias), Richard Roundtree (John Shaft, Sr.), Jordan Preston Carter (Young JJ), Nyah Marie Johnson (Young Sasha), Matt Lauria (Major Gary Cutworth)

John Shaft Jr., um especialista em cíber segurança com diploma do MIT, pede a ajuda de seu pai para descobrer a verdade por trás da morte prematura de seu melhor amigo.


Resultado de imagem para rota de fuga 3

Rota de Fuga 3: O Resgate (Escape Plan 3 - The Extractors, 2019)

DOWNLOAD MEGA

Dirigido por: John Herzfeld

Elenco

  • Sylvester Stallone como Ray Breslin, fundador da Breslin Security.
  • Dave Bautista como Trent DeRosa, um associado da Breslin Security.
  • Curtis "50 Cent" Jackson como Hush, um hacker de computador e amigo mais próximo de Breslin.
  • Max Zhang como Shen Lo, um ex-guarda de segurança da Zhang Innovations e o interesse amoroso de Daya.
  • Harry Shum Jr. como Bao Yung, chefe de segurança da Zhang Innovations.
  • Devon Sawa como Lester Clark Jr., filho do ex-parceiro de negócios de Breslin que está em busca de vingança.
  • Jaime King como Abigail Ross, vice-presidente de Breslin Security e interesse amoroso de Breslin.
  • Lydia Hull como Jules, funcionária da Breslin Security.
  • Malese Jow como Daya Zhang, filha do interesse amoroso de Wu Zhang e Shen.
  • Russell Wong como Wu Zhang, o chefe da Zhang Innovations.
  • Daniel Bernhardt como Silva, um dos capangas de Lester Jr.
  • Jeff Chase como Frankie, um dos capangas de Lester Jr.
  • Rob de Groot como Ralf, um dos capangas de Lester Jr.
  • Holland Herzfeld como Sonny, um dos capangas de Lester Jr.
  • Tyler Jon Olson como Boone
  • Shea Buckner como agente do FBI Richland
  • Sergio Rizzuto como Narco
  • Jesse Pruett como Felon 2

Ray Breslin e Trent DeRosa se unem a Hush para resgatar um dos membros de sua equipe que é mantido em cativeiro na penitenciária conhecida como Devil's Station, uma prisão onde ninguém nunca sai.


 Filme Godzilla II: Rei dos Monstros | Telecine

Godzilla II: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters, 2019)

Dirigido por Michael Dougherty. ELENCO: Andy Serkis, Kyle Chandler, Vera Farmiga, Millie Bobby Brown, Bradley Whitford, Sally Hawkins, Charles Dance, Thomas Middleditch, Aisha Hinds, O'Shea Jackson Jr., David Strathairn, Ken Watanabe, Zhang Ziyi

MEGA

Sequência do filme de 2014 dirigido por Gareth Edwards e ignorando totalmente a existência do filme de 1998 de Roland Emmerich, "Godzilla II - Rei dos Monstros" traz uma reviravolta na personalidade do monstro radioativo: Godzilla agora é do bem e quer ajudar os humanos a destruírem os Titãs, que são Monstros que querem destruir o planeta. Entre os monstros, está o Rei Ghidorah e Rodan. Mothra, a borboleta gigante, ajuda Godzilla a lutar contra os outros bichanos. Vera Farmiga e Millie Bobby Brown (a Eleven de "Stranger Things") são mãe e filha. Emma (Farmiga) é uma cientista que quer descobrir uma forma de controlar os Titãs através de ondas eletromagnéticas. Seu marido se separou dela quando o filho deles morreu durante o ataque de Godzilla em 2014. A família se une quando Emma e sua filha são sequestradas por Jonah, um eco-terrorista que quer controlar os monstros. Com longos e intermináveis 135 minutos, "Godzilla" poderia ter no mínimo 30 minutos a menos, principalmente na parte que conta a história chata da família de Emma. Essa mania de em filmes catástrofes, o drama humano virar Divã para reconciliação é uma grande chateação. O que tem de bom no filme claro, são os efeitos e a porradaria. De resto, muito drama familiar enfadonho e um desfecho sem noção que faz chamada para uma continuação totalmente desnecessária.


Rambo: Até o Fim - Filme 2019 - AdoroCinema

Rambo: Até o Fim (Rambo: Last Blood, 2019)

MEGA / LEGENDA

Diretor: Adrian Grunberg. ELENCO: Sylvester Stallone, Adriana Barraza, Paz Vega, Yvette Monreal, Sergio Peris-Mencheta, Óscar Jaenada, Joaquín Cosío

Em 2008, fui ao cinema ver “Rambo 4” já esperando por uma comédia involuntária. Afinal, como poderia funcionar um Stallone velhão (62 anos na época) retornando a um dos seus personagens mais famosos, e que ele interpretou na flor da idade e no auge da forma física nos anos 1980? Eis que, no fim, “Rambo 4” revelou-se um filmaço, que deu um gás na própria carreira do velho Sylvester, e ainda funcionou como um desfecho deveras digno para a série. Corta para 11 anos depois e as coisas mudaram bastante. “Rambo - Até o Fim”, a quinta e aparentemente última aventura de Stallone como John Rambo (agora aos setenta-e-poucos anos), é justamente a comédia involuntária que eu esperava lá em 2008. Como quinto episódio de uma série cheia de altos e baixos, mas que sempre teve pelo menos alguma coisa relevante para dizer, o novo filme é uma autêntica incógnita. Qual a razão de existir? Estará Stallone passando por dificuldades financeiras? Alguma obrigação contratual do tipo “Faz mais um Rambo ou Rocky e te deixamos torrar dinheiro com outro projeto mais pessoal”? Porque não se enganem: mesmo para os padrões de uma franquia que já teve tiradas como “Eu sou seu pior pesadelo”, este novo filme é um vazio completo, um nada absoluto, uma desculpa vagabunda para sequência onde não se entende sequer a presença de Rambo como protagonista. Recapitulemos: depois de declarar guerra ao próprio país e à indiferença deste com os veteranos do Vietnã em “Rambo - Programado para Matar” (1982), o personagem tornou-se, ironicamente, o arquétipo do guerreiro ocidental invencível contra um inimigo oriental cruel nas continuações, onde enfrentou vietnamitas (1985), russos (1988) e birmaneses (2008) para defender o american way of life, vencendo sozinho as guerras que seu país inteiro perdeu. Mas John Rambo não tinha voltado aos EUA nestes 33 anos entre sua saída da cadeia no começo de “Rambo 2 - A Missão” e o final de “Rambo 4”, quando aparece retornando para a fazenda da família no Arizona. Logo, o quinto filme poderia ser sobre isso, sobre a mais famosa máquina de matar do Governo Americano voltando para casa e fazendo as pazes com seu passado - ou, pior, encontrando uma América muito diferente daquela pela qual lutou tantas vezes. Seria um filmaço, algo bem próximo do clima do original. Inclusive um dos muitos argumentos sugeridos anos atrás para uma possível nova aventura mostrava Rambo enfrentando inimigos nascidos e criados nos EUA: um grupo de supremacistas brancos. Mas eis que o filme finalmente recebeu sinal verde com um roteiro preguiçoso de Matthew Cirulnick e do próprio Stallone. “Rambo - Até o Fim” prefere colocar o envelhecido Rambo como criador de cavalos na fazenda da família, tentando deixar o passado para trás como uma versão bombada de Clint Eastwood em “Os Imperdoáveis”. Ele também cria uma garota latina como se fosse sua filha. Aí a moça cruza a fronteira com o México, é aprisionada por um cartel de traficantes que vende meninas para bordéis, e lá se vai nosso amigo John fazer o que sabe fazer melhor. Em suma, como muito já se disse por aí, é “Taken” com Rambo no lugar do Liam Neeson. E quando você não consegue pensar numa história melhor ou pelo menos diferente para colocar um dos personagens mais famosos do cinema de ação, talvez fosse melhor reconsiderar o projeto. Não é como se eu esperasse algo mais profundo de um quinto filme da franquia mais tiro, porrada e bomba do seu gênero; o problema é que “Rambo - Até o Fim” é fraco e formulaico demais mesmo para os padrões da série. Não consegue ser sequer um filme de ação decente. Ele QUASE fica bom enquanto o velho John está no México em busca da menina, porque esta é a primeira vez que vemos o super-soldado em cenário urbano, e ele parece um peixe fora d'água longe da selva (onde não pode cobrir-se de lama para pegar soldados inimigos de surpresa). E os 20 minutos finais entregam aquilo que os fãs da série aguardam, com uma quantidade generosa de violência explícita e a volta das armadilhas que Rambo fez para pegar os homens do xerife em “Programado para Matar” - aqui em versão mortífera, porque o homem ficou velho e impaciente. Mas é um espetáculo de carnificina frouxo, que some diante do mesmo Rambo moendo batalhões inimigos com uma Calibre 50 na conclusão do quarto filme. O que mais incomoda, aqui, é a falta do que dizer e do que mostrar; como se todos os envolvidos pensassem que bastava ter um nome conhecido no título que o filme já valeria por si só. Como encerramento de uma série que não é particularmente conhecida por sua genialidade, é um autêntico desperdício. Lembra qualquer “Duro de Matar” depois do segundo, ou qualquer “Desejo de Matar” depois do primeiro: filmes que até tem lá seus momentos divertidos (“Desejo de Matar 3” que o diga!), mas não precisavam existir. Não fossem algumas referências ao passado militar do personagem, e o uso do famoso facão para cortar gargantas e decepar cabeças, o protagonista aqui poderia ser qualquer outro dos heróis clássicos de Stallone - de um aposentado Marion Cobretti de “Stallone Cobra” ao Barney Ross da série “Os Mercenários” -, sem que fosse preciso alterar uma única linha do roteiro. Então creio que seja melhor seguir imaginando o final do quarto filme como uma conclusão decente para a franquia e fingir que a “volta para casa” do personagem encerrou por aí. 


Dvd Meu Amigo Enzo - Dublado E Legendado | Mercado Livre 

Meu Amigo Enzo (The Art of Racing in the Rain, 2019)

ASSISTA ONLINE / UPTOBOX

Baseado no best-seller 'A Arte de Correr na Chuva', de Garth Stein, de 2008

Direção de Simon Curtis

Malditos filmes com cachorros que fazem a gente chorar mil litros. Mas sério, o que mais me chamou atenção nesse sensível e lacrimogêneo filme foi rever o ator Martin Donovan, ator fetiche de quase todos os filmes do cineasta independente Hal Hartley, fazendo papel de avô!!!! Nos anos 90 ele era galã dos filmes de Hartley, e agora, interpreta o avô da menina Zoe, filha do casal Denny (Milo Ventimiglia) e Eve (Amanda Seyfried). Denny (Milo Ventimiglia, ator da série “This is us” e filho de Rocky Balboa no filme “Creed”) interpreta um piloto cujo sonho é fazer parte da corrida de Fórmula 1. Solteiro, ele compra um filhote de Golden Retriever, e dá o nome de Enzo, em homenagem a Enzo Ferrari. Entre aulas, corridas frustradas e passeios com Enzo, Denny conhece a professora de inglês Eve. Eles namoram, casam e têm uma filha, Zoe. Mas Denny, por conta das corridas está sempre ausente nos momentos-chaves de Eve. Até que ela descobre estar com câncer terminal. Como se vê, o filme aposta em vários truques para arrancar de qualquer jeito lágrimas dos espectadores: tem personagem com doença terminal, tem cachorro que cresce e envelhece, tem avôs que querem a guarda da filha. O filme cativa pelo bom elenco que dá conta dos personagens, e claro, pelo carisma do cachorro Enzo. O filme aposta na fórmula do excelente “Quatro vidas de um cachorro”: dá voz ao bicho, que passa o filme todo tendo reflexões sobre querer ser um ser humano. A voz é de Kevin Costner. Seus pensamentos são entre divertidos e filosóficos, muitas vezes ficando exagerados. Mas é um filme para apaixonados por cachorros, realizado pela mesma produtora de “Marley e eu”, daí já dá para sacar o que vem no final. O Diretor inglês Simon Curtis realizou os ótimos “7 dias com Marilyn” e “Adeus, Christopher Robin”. Para os brasileiros, um sabor especial: o filme homenageia Ayrton Senna diversas vezes.  


Quadro Emoldurado Poste Se Ela Dança Eu Danço 6 Retro - Quadros A+ - Quadro  Decorativo - Magazine Luiza

Ela Dança, Eu Danço 6 (Step Up China, 2019)

MEGA / ASSISTA ONLINE

Dirigido por: Ron Yuan, Estrelando Jade Chynoweth, Janelle Ginestra, Jingxing Huang, Jun Yu, Lil Swagg, Meiqi Meng, Sean Lew

Em Pequim, jovens bailarinos de diferentes origens formam uma equipe de dança. Mas, ao enfrentar os melhores dançarinos de rua do mundo, eles precisam aprender o que significa ser uma família.


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Annabelle 3: De Volta para Casa (Annabelle Comes Home, 2019)

UPTOBOX / DRIVEGOOGLE

Dirigido por Gary Dauberman

Elenco

Ator/Atriz Personagem
Mckenna Grace Judy Warren
Madison Iseman Mary Ellen
Katie Sarife Daniela Rios
Vera Farmiga Lorraine Warren
Patrick Wilson Ed Warren
Michael Cimino Bob Palmeri
Paul Dean Sr. Palmeri
Steve Coulter Padre Gordon
Stephen Blackhart Thomas
Luca Luhan Anthony Rios
Anthony Wemmys Sr. Rios
Alison White Sra. Faley
Kenzie Caplan Debbie
Sade Katarina Camilla
Gary-7 Padre Michael Morrisey
Samara Lee Annabelle Mullins
Natalia Safran A Noiva

Quando Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) deixam sua casa durante um fim de semana, a filha do casal, a pequena Judy Warren (McKenna Grace), é deixada aos cuidados de sua babá (Madison Iseman). Mas as duas entram em perigo quando a maligna boneca Annabelle, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, anima os letais e aterrorizantes objetos contidos na Sala dos Artefatos dos Warren.


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Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019)

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Dirigido por David Leitch

Elenco

Ator/Atriz Personagem
Dwayne Johnson Luke Hobbs
Jason Statham Deckard Shaw
Vanessa Kirby Hattie Shaw
Idris Elba Brixton Lore
Eiza González Margarita
Helen Mirren Magdalene Shaw
Ryan Reynolds Locke
Kevin Hart Dinkley
Cliff Curtis Jonah Hobbs
Roman Reigns Mateo Hobbs
Lori Pelenise Sefina Hobbs
Eliana Su'a Sam Hobbs
Eddie Marsan Professor Andreiko
Rob Delaney Agente Loeb

Desde que se conheceram, Luke Hobbs (Dwayne Johnson) e Deckard Shaw (Jason Statham) constantemente bateram de frente, não só por inicialmente estarem em lados opostos mas, especialmente, pela personalidade de cada um. Agora, a dupla precisa unir forças para enfrentar Brixton (Idris Elba), um homem alterado geneticamente que deseja obter um vírus mortal para pôr em andamento um plano que mataria milhões de pessoas em nome de uma suposta evolução da humanidade. Para tanto eles contam com a ajuda de Hattie (Vanessa Kirby), irmã de Shaw, que é também agente do MI6, o serviço secreto britânico.


 Shazam! - Filme 2019 - AdoroCinema

Shazam! (2019)

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ELENCO: Zachary Levi, Asher Angel, Mark Strong, Grace Fulton, Jack Dylan Grazer, Ian Chen, Jovan Armand, Faithe Herman, Djimou Hounsou

O Cineasta David F. Sandberg é um raro caso de realizador nascido na Suécia a fazer sucesso em Hollywood com Blockbuster. Quando em 2013, ele realizou o curta de terror "Luzes apagadas", de apenas 3 assustadores minutos, o impacto foi tão enorme que Hollywood encomendou uma versão em longa metragem. Infelizmente o filme não ficou bom, mesmo assim, ele ficou encarregado de dirigir a continuação de "Anabelle 2", que conseguiu a proeza de ser melhor que o original. Com carta aberta para dirigir "Shazam!", David ainda trouxe a sua esposa, a atriz Lotta Losten, que está em todos os seus filmes e aqui faz uma ponta como uma cientista. Shazam! é uma grande homenagem aos filmes escapistas dos anos 80 e 90, que envolvem crianças e adolescentes como protagonistas. Tem homenagem a "Os Goonies", uma pitada meio Filme B de "Os aventureiros do bairro proibido". O filme conta a história do adolescente Billy Batson (Asher Angel), que quando criança, foi abandonado por sua mãe. Durante toda a sua infância e adolescência, ele foi criado em diversos orfanatos, mas sempre foi expulso. Quando ele se acomoda em uma casa de acolhimento de menores, ele é catapultado até um mundo onde é cooptado pelo Mago Shazam (Djimon Hounsou), que está velho e sem condições de ser o Guardião dos 7 deuses dos pecados capitais. Billy, por ter um bom coração, acaba se tornando o próximo Mago (Zachary Levi) a gritar a palavra Shazam! Logo ele precisa entender que poderes ele possui, sendo ajudado pelo garoto que sofre bullying Freddy (Jack Dylan Grazer, de "It, a coisa"). Impossível não pensar que esse filme é a resposta da Dc para o Deapool de Ryan Reynolds. Mais comedido e infantil, sem os palavrões e mortes explícitas, Shazam diverte a criançada como um grande Clown, sempre fazendo graça. Zachary Levi está formidável e muito carismático. Todo o elenco juvenil está muito bem. A sequência onde Freddy procura entender os poderes de Shazam é hilária.


MORTO NÃO FALA (2019)

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Diretor dos cultuados curtas "Ninjas" e "Amor de mãe", Denisson Ramalho ocupa na cinematografia brasileira um espaço honrado de um dos Maiores Diretores de filmes de gênero reconhecido em Festivais do mundo inteiro. "Morto não fala" foi exibido em vários Festivais, entre eles, BFI Film Festival, Sitges e Fantasia. Com um roteiro ousado e bastante criativo do próprio Denisson e de Claudia Jouvin, apostando em uma mistura deliciosa de filme de terror com a realidade da violência urbana da periferia da grande São Paulo (traficantes, desemprego, dificuldade econômica, assassinatos), o filme encontra no seu elenco a grande força que precisa para ser reconhecido por uma parcela da platéia que ainda vê os filmes de terror com certo desdém. Daniel de Oliveira, Marco Ricca, Bianca Comparato e principalmente a grande performance insana e corajosa de Fabíula Nascimento, em seu melhor papel no Cinema. Parabéns pela coragem desses atores consagrados de terem acreditado e apostado nesse filme tão bizarro e ao mesmo tempo tão excepcional. Stenio (Daniel de Oliveira) trabalha em um necrotério e tem o dom de poder falar com os mortos. Ele desabafa a sua vida com os mortos, da mesma forma que os mortos com ele. Stenio mora em uma comunidade pobre da periferia de São Paulo. Sua esposa, Odete (Fabíula) almeja uma vida melhor. Os dois têm 2 filhos pequenos. Quando um morto conta um segredo para Stenio, ele se utiliza disso para poder se vingar de Odete. Essa vingança irá provocar uma catarse na vida de Stenio e de seus filhos. A parte técnica do filme, fotografia, edição, direção de arte e claro, a maquiagem e efeitos, estão todos de alto nível. Claro, por ser uma homenagem ao Filme B, os efeitos de maquiagem às vezes sôa grotesco, mas o fã de terror sabe que isso faz parte da concepção. "Morto não fala" é um filme que merece ser visto, é um filme diferente, original, com uma idéia incrível que entrega personagens que não são mocinhos nem bandidos, apenas pessoas comuns às vezes em um dia ruim. A cena de Fabíula e Marco Ricca sendo achacados pelos traficantes é um primor de realização. O filme venceu no Festival Rio Fantastik 2018 os prêmios de Melhor Atriz para Fabíula, e de melhor Diretor pela crítica.


10 Horas para o Natal : Elenco, atores, equipe técnica, produção -  AdoroCinema 

10 Horas Para o Natal - 2019

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DIREÇÃO: Cris D'Amato. ELENCO: Luis Lobianco, Giulia Benite, Pedro Miranda, Lorena Queiroz, Jaqueline Sato

Em 10 Horas para o Natal, cansados de passar noites de Natal sem graça depois que seus pais se separaram, Julia (Giulia Benite), Miguel (Pedro Miranda) e Bia (Lorena Queiroz) bolam um plano para reunir novamente Marcos Henrique (Luis Lobianco) e Sônia (Karina Ramil) e, assim, relembrar os velhos tempos em que esperavam o Papai Noel como uma família. Mas, se quiserem colocar sua ideia em prática, os irmãos terão que correr contra o tempo, pois faltam apenas 10 horas para o Natal.

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O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019)

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ELENCO: Linda Hamilton, Arnold Schwarzenegger, Mackenzie Davis, Natalia Reyes, Gabriel Luna, Diego Boneta

Todo mundo já sabe que esse filme segue diretamente o 2º filme da franquia, "Julgamento final", dirigido por James Cameron, que aqui atua como produtor e roteirista, ignorando totalmente os outros filmes que vieram depois. O mais doido é que o filme lançado em 2015, "Genesis", era uma espécie de desfecho da franquia, recuperando personagens que aqui têm desenvolvimento totalmente diferente. Dirigido por Tim Miller, realizador de "Deadpool", o filme copia quase que literalmente todos os acontecimentos dramatúrgicos de "Julgamento final". Para quem acompanha a franquia, infelizmente esse filme não adiciona nenhuma trama de fato original. Quem ainda se surpreende com a aparição de Schawrzenneger no filme? A única realmente surpresa do filme, é terem recuperado a verdadeira Sarah Connors dos 2 primeiros filmes, a atriz Linda Hamilton, que é símbolo da heroína, interpretada em "Genesis" por Emilia Clarke. No mais, é a mesma porradaria, explosões, efeitos espetaculares, perseguições de veículos, exterminadores quase imortais, e claro, aquele final emocionante que simboliza que todos se emocionam, inclusive as máquinas. Reza a lenda que esse filme de verdade, encerra a franquia. Vamos esperar para ver.  


Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (2019)

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"Não sei o que veio antes, viver ou filmar", diz Babenco em determinado momento do filme. O documentário de estréía da diretora Barbara Paz venceu o Prêmio em Veneza de melhor documentário em 2019, e foi indicado pelo Brasil para representar o país na disputa de uma vaga ao Oscar de melhor filme internacional em 2021. Um feito extraordinário para um filme que fala à alma e ao coração de fãs de Hector Babenco ou a quem apenas ama a sétima arte. O filme retrata os últimos anos de vida de Babenco, que descobriu estar com Câncer quando terminou de filmar "O beijo da mulher aranha" e por quase 40 anos, carregou a doença consigo, fazendo dela o motivo para continuar filmando mais e melhor, e claro, em busca do filme perfeito. Em praticamente todos os seus filmes, o signo da morte está presente, e em seu canto do cisne, "Meu amigo Hindu", Willian Dafoe é o seu alter ego, um homem em estado terminal. Misturando cenas de seus filmes famosos com registros domésticos de Babenco e Barbara no hospital, ou em atividades domésticas ou férias, o filme, rodado em belo preto e branco, é embalado pela melancólica canção de Radiohead, "Exit music". A cena final, em Hong Kong, onde Babenco imagina estar filmando após sua morte, é de fazer emocionar até os corações mais duros.
Vontade de rever toda a filmografia de Babenco! Aquele que se dizia sem pátria: na Argentina era considerado brasileiro, e no Brasil, um argentino.

 Dumbo - Filme 2019 - AdoroCinema

Dumbo (2019)

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Lançado em 1941, a animação "Dumbo" ganhou um Oscar pela trilha sonora em 1942, e um Prêmio no Festival em Cannes de melhor design de animação. Décadas depois, o visionário Tim Burton faz a sua versão da história do elefantinho que nasceu com grandes orelhas e o Poder de voar. Como o filme original era bem curto e com uma história bem simples, Burton trouxe outros elementos: o drama de um pai (Colin Farrel), que lutou na guerra, perdeu um braço e sua esposa para a gripe. Pai de 2 crianças, eles vivem no Circo de Max (Danny de Vito), que às duras penas, procura sobreviver no início do Séc XX. Os artistas do circo não conseguem atrair mais a atenção da platéia, eis que as duas crianças descobrem que o elefantinho tem o poder de voar, quando aspira uma pena. Mas a mãe de Dumbo é levada embora, e o animal fica triste. Quando a notícia de Dumbo se espalha, um negociante inescrupuloso, Vandevere, propõe a compra de Dumbo para salvar o circo da falência. O filme tem mensagens simples mas objetivas para o público juvenil: amor à família, maternidade, ganância, bullying por ser diferente, e a motivação para acreditar de que você é capaz. Tudo isso é embalado pelo Universo fantástico que somente Tim Burton consegue oferecer aos espectadores: muitas cores, surrealismo, fantasia, lúdico e poesia mesclada à melancolia. Direção de arte, figurino, fotografia, trilha sonora do eterno companheiro Danny Elfman, o filme é tecnicamente excelente em todos os quesitos. O elenco é o que se espera de um filme de Tim Burton: atores conectados ao seu mundo particular, e para não ter erro, ele convoca uma galera que já trabalhou com ele: Eva Green, Michael Keaton, Danny de Vito. Aliás, unir Batman e Pinguim com referências explícitas a Batman, é um presente para os fãs. Tim Burton recria espetacularmente a cena do sonho de Dumbo, e cria números musicais incríveis, homenageando a coreografia do Mestre Busby Berkley. Muitos críticos falaram mal do filme, com justificativas toscas. O filme é um primor de fantasia A única observação que eu faria, é que poderia ter uns 15 minutos a menos. De resto, é apreciar tamanha beleza.


O pássaro pintado (2019)

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Provavelmente o filme mais cruel que você terá visto nos últimos cinco anos, muito mais do que qualquer filme de Lars Von Triers ou Michael Haneke, dois cineastas conhecidos pelos críticos e público e comumente acusados de sadismo. O filme ficou bastante famoso nos circuitos de Festivais pela debandada geral da platéia, que não conseguiu suportar o excesso de violência do filme. Foi assim em Veneza, de onde saiu com um prêmio especial, e em Toronto. Tiveram casos de críticos que se recusaram a assistir ao filme. Mas o que tanto chocou as pessoas que o viram? Bom, em suas quase três horas de duração, você acompanhará o horror da segunda guerra mundial pelo olhar de uma criança de 10 anos de idade, Joska (Petr Kotlár, um ator absolutamente extraordinário). O tema lembra muito a obra-prima russa de Elim Klimov, "Vá e veja". Mas aqui, as cenas que se acumulam são tão violentas e chocantes, que fica difícil recomendar o filme para qualquer um assistir. Algumas cenas que você verá acontecendo com o pequeno Joska: ele é estuprado por um homem que o compra de um padre; abusado sexualmente por uma mulher desequilibrada e ninfomaníaca, que faz sexo com uma cabra; enterrado vivo com a cabeça para fora, para que os corvos o comam; torturado e espancado de todas as formas possíveis, até com um cachorro faminto. Fora isso, ele testemunhará uma mulher ser morta com uma garrafa enfiada na vagina; um homem ser devorado por ratos; um vilarejo inteiro ser massacrado por soldados alemães; mulheres estupradas; judeus sendo fuzilados ao fugirem de um trem; um menino judeu sem uma perna sendo torturado por outras crianças... o que eu citei aqui não corresponde nem a 1/3 das cenas que o filme propõe. Mesmo com tantas atrocidades, o filme está bem próximo de ser chamado de obra-prima. A fotografia de Vladimír Smutný é algo de extraordinária, com um preto e branco tão aterrorizante que parece saído de um filme de horror. A direção do tcheco Václav Marhoul, que adaptou o roteiro do best seller "O pássaro pintado", romance autobiográfico do polonês Jerzy Kosinski, não economiza emoções fortes e vai fundo naquilo que ele acredita: a humanidade não presta. O filme tem participações especiais dos astros Stellan Skargaard, Harvey Keitel, Barry Pepper e Udo Kier. A nota curiosa vem do autor do livro, Jerzy Kosinski, que também escreveu "Muito além do jardim", que virou filme clássico com Peter Sellers. Jerzy Kosinski se naturalizou americano, mas acabou se suicidando em 1991, emocionalmente abalado, acusado de plagiar livros e de mentir ao dizer que "Pássaro pintado" era auto-biográfico. Jornalistas descobriram que muito do livro era ficção. O título do filme vem de uma metáfora que aparece no filme: um homem que costuma caçar pássaros na floresta e os prende em gaiolas, tem o hábito de pintar as asas de alguns deles. Resultado: os outros pássaros, por não reconhecerem o pássaro, o matam. O pequeno Jozka, judeu, também é massacrado pelos outros moradores que o repudiam por ser judeu. Um filme brilhante, mas infelizmente, para poucos. 

 


O Relatório - Filme 2019 - AdoroCinema 

O Relatório (2019)

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Em O Relatório, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, a CIA passou a adotar o uso da tortura como meio de obter informações de pessoas consideradas ameaças ao país, sob a justificativa de evitar a todo custo que um ataque do tipo acontecesse mais uma vez. Trabalhando para a senadora Dianne Feinstein (Annette Bening), o agente Daniel J. Jones (Adam Driver) inicia, em 2007, uma investigação interna acerca de denúncias sobre a destruição de fitas de interrogatório por parte da CIA, divulgadas através de reportagem publicada pelo jornal New York Times. Com muita dificuldade em conseguir os documentos necessários, Daniel dedica-se ao relatório por quase uma década, sem saber se um dia as descobertas por ele feitas serão expostas ao público.


 Depois do Casamento - Filme 2019 - AdoroCinema

Depois do Casamento (2019)

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A gerente de um orfanato em Calcutá, na Índia, luta para manter o estabelecimento funcionando. Desesperada por dinheiro, ela acredita ter encontrado a benfeitora perfeita (Julianne Moore), dona de empresa multimilionária. Porém, para receber o dinheiro, ela precisa viajar até Nova York e conhecer a mulher por trás da riqueza, em meio a uma pomposa celebração matrimonial. Chegando ao local, a gerente não consegue disfarçar os segredos que a unem ao marido da empresária.


Fim de Festa (2019)

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 Prêmio de melhor filme no Festival do Rio 2019, "Fim de festa" é escrito e dirigido pelo mesmo cineasta pernambucano de "Tatuagem", outro premiadíssimo filme que conta com o melhor do elenco pernambucano. "Fim de festa" é um filme do nosso tempo: população dividida entre os que apoiam o governo e os que o desacreditam; juventude liberal X população conservadora, que não aceita a nudez dos jovens fora do ambiente carnavalesco; crítica aos policiais e militares; o filme ainda consegue discutir a questão do gênero e do feminismo, além do racismo e do morador da periferia. Nessa colcha de retalhos moral, social e econômica que acontece a partir da 4ª feira de cinzas e se espalha por mais 4 dias, o filme ainda encontra tempo para tentar desvendar o paradeiro do assassino de uma turista francesa, casada com um brasileiro, que foi assassinada durante o carnaval, asfixiada. "Fim de festa" é um título metafórico e bastante melancólico para um País que se encontra num beco sem saída, ou a saída é morar no exterior, como alguns personagens, que abandonam tudo e vão morar na França ou Argentina. Mas o que mais me chamou atenção como referência cinéfila (além do óbvio "O bandido da luz vermelha") foi a aproximação com o cinema do russo Alexander Sokurov, mais precisamente de seu filme "Pai e filho", um drama homoerótico que mostra de forma discreta uma possível relação incestuosa entre pai e filho. Irandhir Santos, que interpreta o policial Breno, e Gustavo Patriota, que interpreta seu filho rebelde e bissexual Breninho, se olham ternos, apaixonados, se permitem massagear seus pés, se abraçar, deitarem-se juntos. Um tesão velado apenas quebrado pela rotina de um drone que insiste em flagrar os atos repletos de tabus dos moradores de Pernambuco.


 O Escândalo - Filme 2019 - AdoroCinema

O Escândalo (2019)

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O drama “O escândalo” vem sendo aclamado pelos críticos pela performance arrebatadora do trio feminino principal: Charlize Theron, Nicole Kidamn e Margot Robbie. Também está sendo comentado fortemente pelo trabalho irrepreensível da equipe de maquiagem, que transformou Charlize Theron e John Lightgow em pessoas com fisionomias totalmente diferentes dos atores. Mais: muita gente anda detonando o filme por ele querer defender as mulheres e o abuso do assédio sexual no trabalho, e no entanto, o filme ter sido dirigido e escrito por homens, e acusando do filme ser narrado pelo ponto de vista de autores masculinos. Ou seja, “O escândalo” do filme permeia também os bastidores do projeto, que mesmo com tantas críticas favoráveis ou contra, desperta atenção do espectador justamente pelo trabalho do elenco, mesmo os coadjuvantes de luxo, como Allison Janney e Malcom Macdowell, interpretando Robert Murdoch, o Presidente da News Corporation, que engloba a Fox News, The Times e Wall street jornal. O filme narra os bastidores que levaram à demissão do todo Poderoso CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lightgow), por um time de funcionárias da empresa que o acusaram de assédio. Entre elas, as âncoras Megyn Kelly (Theron) e Gretchen Carlson (Kidman). A personagem de Robbie, Kayla Pospisil, é a única fictícia, criada justamente para ser um amálgama de todas as mulheres que sofreram assédio e tiveram que ficar caladas por um bom tempo por conta do ambiente masculinizado e tóxico da empresa. O cineasta Jay Roach é famoso por ter dirigido a franquia “Austin Powers” e o roteirista Charles Randolph é o responsável por “A grande virada”, filme de Adam McKay que criou aquela linguagem que une documentário, sátira política e muito deboche e humor negro. Muito dessa narrativa está presente aqui no filme, que tem uma edição bem próxima ao filme de Mackay. O filme é excelente para se entender os bastidores de uma rede de noticias, com todas as suas malandragens e perfídia. E isso tudo durante a campanha de Trump à Presidência, em 2016. Bem dirigido e com ótimo elenco, o filme cansa às vezes, mas no final fica-se a sensação de ter assistido a um filme que importa e muito.


 As Trapaceiras - Filme 2019 - AdoroCinema

As Trapaceiras (2019)

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Beaumont-sur-mer, Riviera Francesa. Josephine (Anne Hathaway) e Penny (Rebel Wilson) são duas manipuladoras, conhecidas pela arte de extorquir milionários. No entanto, enquanto a primeira é sofisticada, a segunda tem métodos muito menos elegantes. De início Josephine aceita Penny como sua pupila, mas logo se percebe que na verdade a intenção era usá-la para um golpe específico e, logo em seguida, descartá-la. Surge então uma disputa entre elas, sobre quem conseguirá antes a quantia de US$ 500 mil de Thomas Westerburg (Alex Sharp), um prodígio da tecnologia, que está hospedado na cidade.


O Pintassilgo - Filme 2019 - AdoroCinema

O Pintassilgo (2019)

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Adaptação do best-seller de Donna Tartt, vencedor do Prêmio Pullitzer em 2013, ele será eternamente conhecido como um dos maiores fracassos comerciais da história de Hollywood. Ao custo de 45 milhões de dólares, o filme não chegou a arrecadar nem 10 milhões ao redor do mundo. John Crowley dirigiu o drama “Brooklyn” e alguns episódios de “True detective”. Protagonizado por estrelas como Ansel Egort, Nicole Kidman, Luke Wilson, Finn Wolfhard e Jeffrey Wright, o filme narra o drama de Theo, um menino de 13 anos que sobreviveu a um ataque terrorista no Metropolitan Art Museum de NY. Sua mãe morreu no atentado, e ao sair do local, Theo rouba uma famosa obra, “O pintassilgo”. Adotado por uma rica família, cuja matriarca, Mrs Barbour (Kidman) o faz criar gosto pelas Artes e cultura. Um dia, no entanto, o pai alcoólatra de Theo (Luke Wilson) surge do nada e decide levá-lo para morar com ele em Las Vegas. Theo fica amigo de Boris (Wolfhard), que lhe apresenta as drogas e álcool. Novos fatos acontecem e determinam o rumo na vida de Theo. Com 150 minutos de duração, o filme apresenta muitos personagens e muitos Sub plots. A trama é arrastada, meio sem Pé nem cabeça, misturando muitos assuntos: violência doméstica, atentado, máfia, bullying. Os atores fazem o que podem, mas são apresentados sem qualquer empatia ou carisma. A fotografia de Roger Deakins valoriza locações em Arnsterdam, Las Vegas e Nova York, mas é pouco para segurar a atenção do espectador.


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A Maldição da Chorona (2019)

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A franquia milionária de "A invocação do mal" traz um novo Spin Off, novamente produzido pelo Midas James Wan: A Chorona é uma lenda sobre uma mulher que matou seus 2 filhos pequenos afogados há 400 anos atrás, no México, por ciúmes do marido. Em 1973, uma assistente social, Anna, viúva, cuida de seus 2 filhos pequenos. Anna recebe uma chamada que uma mulher está praticando violência doméstica contra seus 2 filhos pequenos. Anna salva as crianças da mulher, mas ela acusa Anna de ter libertado A Chorona. Anna não entende, mas quando os 2 garotos morrem, ela descobre a lenda e que a Chorona agora está indo atrás de suas crianças. O filme não é tão ruim como muita gente está dizendo: claro, tem os sustos óbvios de Jump Scares, aquele silêncio que resulta em barulho, pessoas que surgem do nada. O roteiro é frágil, por exemplo, em uma cena a menina, sabendo que não pode sair de casa, insiste em resgatar sua boneca que está... fora de casa!!!! Essa cena deu raiva. O filme nem tem violência, apenas sustos e gritos. O que segura a onda é a direção de Michael Chaves, que cria algumas cenas bem tensas, como a dos meninos dentro do carro impedindo a Chorona de entrar. Chaves será o diretor da próxima franquia de "A invocação do mal".


O Rei - Filme 2019 - AdoroCinema

O Rei (2019)

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Após a morte de seu pai, Henrique V (Timothée Chalamet) é coroado rei, obrigado a comandar a Inglaterra. O governante precisa amadurecer rapidamente para manter o país consideravelmente seguro durante a Guerra dos 100 Anos, contra a França.


Divaldo - o mensageiro da Paz (2019)

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Atualmente com 92 anos, Divaldo Franco nasceu em 1927 em Feira de Santana. Desde criança, ele descobriu ter poderes mediúnicos e assessorada por seu espírito amigo (Regiane Alves, interpretando o espírito de uma Freira) ele reconhece a capacidade de poder falar com os mortos. O filme acompanha os mais de 50 anos dedicados por Divaldo à mediunidade, desde a descoberta, a aceitação e a criação de uma Associação, futuramente chamada de Mansão do Caminho, que hoje em dia, atende mais de 6 mil pessoas em Salvador. Na mansão, Divaldo abriga milhares de pessoas necessitadas. O que diferencia o filme espírita de outras produções do gênero, é que ele procura informar o espectador, mesmo que de forma didática, sem aquela aura pomposa e monótona. Os personagens agem como pessoas normais. Divaldo é muito bem defendido por 3 atores, com destaque para Ghilherme Lobo, que representa a fase mais complexa de Divaldo, que é a da aceitação e os conflitos de um jovem que tinha um sonho na vida e que acabou se dedicando a algo que jamais havia imaginado acontecer em sua vida. Ghilherme traz um humor delicioso ao personagem, defendido depois por Bruno Garcia. O elenco é o ponto forte do filme, com boa direção de Clovis Mello: Laila Garin, interpretando a mãe de Divaldo; Marcus Veras em um papel bizarro de um espírito de um padre meio sacana que tenta seduzir Divaldo para fora do espiritismo; além de um time de excelentes atores baianos que dão dignidade ao filme.


Judy: Muito além do arco íris (2019)

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Em 1oº lugar, um Oscar urgente para Renée Zellweger. Em 2º lugar, preparem os lenços, porquê é impossível não chorar nos 10 minutos finais, quando Renée canta a música que todos querem ouvir. O filme, baseado na peça teatral "End of the rainbow", de Peter Quilter, narra o último ano de vida de Judy Garland. Estrela máxima de Hollywood, considerada a 8º maior estrela americana de todos os tempos pela American Film Institute, e protagonista de verdadeiros clássicos do Cinema, como "O mágico de Oz" e "Nasce uma estrela". Entrecortado com flashbacks mostrando a insegurança de Judy adolescente enquanto filmava "O mágico de Oz" e o assédio moral que o produtor Louis B. Meyer produzia nela, a obrigando a tomar remédios para dormir, acordar, emagrecer e a fazendo se sentir feia e gorda. Judy, nascida Frances Gummer, passou a vida toda tomando remédios, se tornando alcóolatra, viciada em drogas e barbitúricos. Morta aos 47 anos de idade, em 1969, Judy foi uma das histórias mais trágicas do Show Bizz. O filme mostra Judy na decadência, sem ter onde morar, sem dinheiro, pulando de galho em galho com seus 2 filhos pequenos (Liza Minelli, filha de outro casamento, tinha vida independente). Totalmente falida, Judy aceita se apresentar em Londres por 5 semanas em uma casa noturna, mas ela paga um preço alto: tem que deixar seus filhos com o ex-marido. O filme é tecnicamente impecável: fotografia exuberante e glamurosa de Ole Bratt Birkeland, direção de arte, figurino, maquiagem, tudo primoroso para poder trazer o luxo e glamour de Judy. O roteiro é acadêmico, mas é graças à Renée Zellweger que o filme se tornará memorável: absolutamente impressionante como Judy, a atriz volta a brilhar no cinema, depois de um tempo ofuscada por escolhas na vida pessoal que a prejudicaram (a cirurgia que ela fez há anos atrás). Renée é o grande trunfo do filme: a composição corporal, o olhar trágico, a sensação de vazio, tudo está ali, em performance antológica. Renée pode não ter a voz de Judy, mas faz uma linda homenagem. E sim, a sua cena final, é de arrancar o coração. O elenco de apoio é todo excelente, principalmente o cast inglês, com participações de excelentes atores, como Jessie Buckley e Michael Gambon. Para todos entenderam a grande importância de Judy para a comunidade LGBTQI+ do mundo inteiro, homenageada no filme por um casal gay de meia idade: foi no dia que anunciaram a sua morte, que aconteceu a revolta no bar Stonewall, em Nova York, data declarada mundialmente como o dia da luta dos direitos da comunidade.


 Seberg Contra Todos - Filme 2019 - AdoroCinema

Seberg Contra Todos (2019)

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Apresentado no Festival de Toronto, de onde saiu debaixo de fortes críticas, "Seberg contra todos" é um belo drama que traz à tona uma cinebiografia complexa e tumultuada dos últimos anos de vida de uma das atrizes icônicas de Godard, Jean Seberg, protagonista da obra-prima "Acossado". Pouca gente sabe, mas Jean Seberg era americana, nascida em 1938, e foi para Paris em 1957 para participar de audição para o papel de Joana D'arc no filme de Otto Preminger. Seberg ganhou o papel, e desde então, seguiu sua carreira na França, tendo casado três vezes. Depois de "Joana D'arc", ela viria a filmar outro filme de Preminger, o clássico "Bom dia, tristeza". Mas foi com "Acossado" que ela ganhou projeção mundial. Seberg foi convidada a trabalhar nos Estados Unidos. Lá, ela conheceu Hakim Jamal (Anthony Mackle), um dos líderes dos Panteras negras, e tiveram um caso, mesmo sendo casada com o cineasta francês Romain Gary e tendo um filho. Por sua postura contra o racismo e a favor de movimentos revolucionários, Seberg foi vítima do FBI e do famoso diretor da agência John Edgar Hoover, que procurou difamar qualquer indivíduo que contestasse algo em prol da sociedade americana. Um dos agentes do FBI, Jack (Jack O'Connell), começa a investigar a vida da atriz, mas aos poucos, vai se deixando levar pelo espírito livre e libertário de Seberg, uma pioneira do movimento feminista. Kristen Stewart defende com muita garra o papel principal. Mais linda do que nunca, e vestindo um figurino arrebatador. Kristen prova ser uma melhor atriz a cada filme que faz. Uma pena que o filme perca muito do seu tempo narrando a história do FBI, podendo ter se atido mais no drama de Seberg. As cenas onde Seberg se vê uma paranóica foram desnecessárias. O filme toma uma postura neutra, não querendo tomar partido entre defender Seberg pela perseguição política que sofreu, e apresentando ela como uma potencial suicida. Seberg foi encontrada morta dentro de um carro em Paris, no ano de 1979, aos 40 anos de idade. A direção de Benedict Andrews é elegante e luxuosa, criando planos bonitos e apresentando um glamour do cinema bem no padrão da época.

 


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Como é Cruel Viver Assim (2019)

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Adaptação cinematográfica de uma peça teatral escrita por Fernando Ceylão, "Como é cruel viver assim" manteve o ator Marcelo Valle e escalou um novo elenco para os personagens versão cinema: saem Alamo Facó, Leticia Isnard e Inez Vianna e entram Silvio Guindane, Fabiula Nascimento e Debora Lamm para os respectivos papéis. O elenco de apoio chama atenção pelo ecletismo e talento: Paulo Miklos, Otavio Augusto, Millem Cortaz e Zezeh Barbosa, além de uma ponta de luxo de Marcius Mellen. Como boa parte da crítica percebeu, o filme tem como referencia o Cinema dos Irmãos Coen, principalmente de filmes como "Fargo" e "Onde os fracos não tem vez". Os protagonistas, como não poderiam deixar de ser, são os típicos Loosers, que se encontram em uma ratoeira sem saída, e do nada, precisam tomar decisões arriscadas sobre algo que surgiu na sua vida. No caso, o quarteto Vladimir (Valle), sua esposa Clivia (Nascimento), donos de uma lavanderia decadente no subúrbio carioca, mais os desempregados Primo (Guindane) e Regina (Lamm) armam um plano para sequestrar um empresário. Atrapalhados, mas cheios de desejo de mudar de vida (uma vez que a vida não oferece oportunidades para nenhum deles), eles pedem ajuda a 2 mentores do crime organizado, interpretados pelos encapetados Miklos e Cortaz. Filmar em locações reais deu ao filme um respiro importantíssimo, para deixar o espectador cúmplice da vida desregrada que os personagem possuem. A fotografia hiperrealista e saturada de Dante Belluti, aliada a Direção de arte detalhada e estilizada, ajudam a dar um ar pop vintage ao filme, remetendo a um decadente anos 70 a 80, favorecido pelo figurino que também remete a esses tempos. A trilha sonora soberba de Berna Ceppas dá uma atmosfera lúdica e sonhadora nas cenas. Poderia dizer que para diferenciar esse olhar dos Irmãos Coen, o roteiro de Ceylão mescla com um dos filmes mais subestimados de Woody Allen, "Os trapaceiros". sobre uma quadrilha que arquiteta um plano para assaltar um banco e dá com os burros na água. O filme termina com um belíssimo plano de drone sobre um cemitério, acompanhando o casal protagonista. Amei o título em inglês: "Life is a bitch".


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Johnny English 3.0 (2019)

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Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso.


O ritmo da vingança (2019)

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 A cineasta Reed Morano estréia em longas com esse filme de vingança. Reed dirigiu episódios da série "The handmaid's tale". Aqui, o foco também é a vingança de uma mulher contra o mundo dominado por homens maquiavélicos. Blake Lively dá vida a Stephanie, uma mulher que quer vingar a morte de sua família, mortos em um atentado de avião. O filme foi um grande fracasso comercial, a 2ª pior bilheteria da história. E é uma pena, porquê é um filme bastante decente, com a tradicional porradaria, tiro, bombas e o clichê que todos amamos em qualquer filme de vingança: um Mestre Yoda para chamar de seu. E esse papel coube a Jude Law, que está incrível e cheio de frieza inglesa para fazer Stephanie ralar até aprender a dar tiro, porrada, dirigir em alta velocidade e tudo o que uma guerreira samurai tem direito. Blake Lively está sensacional: assim como Charlize Theron em "Atômica", Scarlet Johanson em "Lucy" , Jennifer Lawrence em "Red Sparrow" e Angelina Jolie em "Salt", elas estão todas máquinas assassinas, lindas, sexies e perigosíssimas. O filme tem muitas cenas de ação bem filmadas, inclusive uma perseguição de carro em plano-sequência. O roteiro é trivial, nada de novo no front, e isso pode ter causado o esnobismo do público na sua estréia. Talvez agora no streaming o filme ganhe forças, porque vale super a pena. Como passatempo, claro. 


Carlinhos e Carlão': filme de humor mostra homofóbico que vira gay

Carlinhos e Carlão - 2019

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Em Carlinhos e Carlão, Carlão (Luis Lobianco) é um homem preconceituoso que trabalha em uma concessionária de carros com Cadinho (Marcelo Flores), Zeca (Saulo Rodrigues) e Antunes (Pedro Monteiro). Nas conversas entre eles, Carlão sempre se vangloria de ser o maior entendedor de futebol e mecânica, tudo em meio a piadas machistas e homofóbicas. Quando Evaristo (Luis Miranda) é alvo de tais agressões verbais, ele passa a persegui-lo e trancá-lo em um armário mágico. De lá sai Carlinhos (Luis Lobianco), alter-ego homossexual que assume o corpo de Carlão quando chega a noite. 


A Divisão - Filme 2019 - AdoroCinema

A Divisão - 2019

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No Rio de Janeiro da década de 1990, uma onda de sequestros assola a cidade maravilhosa. Quando o secretário de segurança e o chefe da polícia encarregam três policiais corruptos de tirar a cidade dessa situação, a Delegacia Antissequestro precisa entrar em ação para enfrentar o repetitivo número de casos envolvendo sequestros e mudar o cenário carioca. 


ARMAS EM JOGO (2019)

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Escrito e dirigido por Jason Lei Howden, "Guns Akimbo" é uma insana e frenética aventura de ação que mistura video-games, Guy Ritchie e muita porradaria e efeitos, protagonizado por um Daniel Radcliffe enlouquecido e psicótico. Em um futuro incerto, a sociedade está viciada em um jogo online, Skizm, onde os participantes são assassinos e psicopatas, que lutam até a morte. Miles (Daniel Radcliffe) é programador em uma empresa de videogames, que constantemente sofre bullying de seu chefe. Solitário, Miles tem uma namorada, Nova, que não lhe dá muita bola. Miles nas horas vagas costuma entrar em forum de games e ficar sacaneando os comentários. Ao detonar o forum do jogo Skizm, Miles sofre as consequências de seus atos: o dono do jogo manda alguns participantes em seu apartamento e o dopam. Quando Miles acorda, percebe que soldaram armas em suas mãos. Desesperado, Miles tenta pedir ajuda, mas ele só consegue o efeito contrário: polícia e bandidos o perseguem. Mais: o dono do Skizm envia uma assassina, Nix (Samara Weaving) para matá-lo. Frenético do início ao fim, "Guns Akimbo" fará a alegria dos geeks e nerds, com toda sua adrenalina e ação ininterrupta em um roteiro descerebrado. Para o restante dos mortais, vale assistir até certo ponto, pois logo a brincadeira toda cansa e vira uma encheção de linguiça sem fim, uma repetição de tiros e porradaria até um final previsível. Os efeitos são bacanas nessa co-produção Inglaterra/Nova Zelândia e Alemanha, mas o excesso de humor negro e de sangue fake tira um pouco do prazer fetichista de se assistir a um filme violento. Daniel Radcliffe tenta a cada filme se distanciar mais e mais de Harry Potter em filmes estranhos, mas lhe falta um personagem memorável como a do bruxinho.


Análise do filme “O Poço” – Produção Netflix – Jornal Prédio 3 – JP3

O poço (2019)

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Atenção: esse filme não é recomendado para pessoas sensíveis nem depressivas. Nesse momento de quarentena, só assista ao filme se você não tiver questões morais com uma ficção distópica que metaforicamente, muito se assemelha ao que estamos vivendo nesse período de quarentena: falta de solidariedade, confinamento, falta de comida, futuro incerto. O filme lembra bastante do curta de Dennis Villeneuve, "Próximo piso", de 2008. Em um futuro incerto, a sociedade distópica vive um terrível momento de falta de comida, e passa isso, o Governo faz uma seleção natural entre os habitantes do planeta. Todos passam por uma entrevista, e dependendo do resultado, a pessoa acorda em um determinado nível de um poço. A idéia é que os “Organizadores” preparam um elevador onde são colocadas comida e bebida, e esse mesmo elevador desce em cada nível, ele fica por 2 minutos, até descer para o próximo nível. Cada nível possui 2 pessoas, e elas devem comer o suficiente para que a comida chegue no último nível e alimente quem está lá. No entanto, a cobiça e a ganância fazem com que a comida já acabe logo nos primeiros níveis, deixando para os que estão abaixo a comida já devorada e degustada. Cada pessoa pode levar para a sua cela um objeto pessoal. Muitos fazem uso desse objeto pessoal para se protegerem, pois na falta de comida, o outro pode ser devorado. De tempos em tempo, um gás surge e a pessoa desmaia, acordando em um outro nível. Goreng (Ivan Massegué) é um dos prisioneiros do poço. Ele traz consigo o livro de Miguel de Cervantes, "Dom Quixote”, para surpresa de seu companheiro de cela, Trimagasi (Zorion Eguileor), que traz uma faca. Goreong procura uma forma de fugir do lugar. Trimagasi diz que é impossível, e faz Goreng entender de que precisa se adaptar às regras do lugar, se quiser sobreviver. O filme possui cenas fortes de canibalismo e de violência extrema. Escrito e dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia, e com ótimas performances do elenco, “O poço” é a metáfora sobre a reconstrução da humanidade, em um mundo onde falta solidariedade e compreensão, e sobra individualismo e ganância.


Abraço - a única saída é lutar (2019)

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A nota mais curiosa dessa produção é de que ela foi inteiramente financiada pelo Sindicato dos professores do estado de Sergipe, o Sintese. O filme ganhou 3 prêmios no Festival de cinema de Pernambuco em 2019: Melhor filme popular, trilha sonora, de Antonio Abujamra, e atriz, para Giuliana Maria, no papel da professora Ana Rosa. É fácil fazer paralelos com a obra-prima de Martin Ritt "Norma Rae": uma mulher, casada e com filhos, que lidera um movimento sindicalista e cujo marido vê com maus olhos a participação da esposa na luta sindical, ao invés de estar em casa cuidando dos filhos e da família. Esse é um conflito que vive Ana Rosa, que participa de um movimento de professores em Aracaju no ano de 2008. Junto do presidente do sindicato, Jorge (Flavio Bauraqui), eles promovem uma passeata de 30 mil professores que seguem em marcha até a capital para lutar pelos seus direitos conquistados e agora, o Governo decide extinguir. Através do drama de Ana Rosa, acompanhamos as reuniões de sindicatos, as discussões com políticos, tudo de forma bastante didática, como se fosse um documentário. A diferença é que aqui, são atores locais que interpretam esses manifestantes. Flavio Bauraqui e Giuliana Maria trazem mais veracidade aos seus personagens. Paulo Roque, que faz o marido da professora, tem um papel ingrato e unilateral do marido conservador e machista. Os outros atores não transmitem muito realismo aos personagens, o que prejudica bastante a empatia do espectador pelo que é dito.
Como o filme é o carro chefe de um Sindicato, a escolha da música se torna um lugar óbvio para se tocar várias vezes ‘Pra não dizer que não falei de flores’, de Geraldo Vandré, o hino que simboliza a luta de classes. A fotogafia é de Jorge Monclar.
Talvez a grande importância do filme seja levantar a questão da importância da educação em um País onde a derrocada no setor está cada vez mais evidente.

Os Parças 2 - Filme 2019 - AdoroCinema

Os Parças 2 - 2019

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Após saber que China deixou a cadeia e está em busca de vingança, Romeu (Bruno de Luca) precisa conseguir dinheiro para deixar o país o quanto antes. Para tanto, Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirulipa) juntam forças para reformar uma colônia de férias, de forma a atrair jovens de todo tipo. Quando o empreendimento enfim começa a funcionar, eles logo passam a competir com uma colônia vizinha, bem mais requintada.


Raça e Redenção - Filme 2019 - AdoroCinema

Raça e Redenção (2019)

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Ativista de direitos civis Ann Atwater (Taraji P. Henson), bate de frente com C.P. Ellis (Sam Rockwell), líder exaltado do Ku Klux Klan em Durham, na Carolina do Norte, de1971, sobre a questão de integração nas escolas.


Minha Mãe É Uma Peça 3 - Filme 2018 - AdoroCinema

Minha Mãe é uma Peça 3: O Filme (2019)

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Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca! Para completar as confusões, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve se mudar para o apartamento ao lado.  


O Caso Richard Jewell | Amazon.com.br

O Caso Richard Jewell (2019)

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Novamente retratando uma história real, e assim como “Sully”, sobre um homem anônimo que subitamente vira herói e logo em seguida, um grande pária para a sociedade. ‘Sully” e “O caso Richard Jewell” são dois filmes que se complementam, protagonizados por grandes atores. Em ‘Sully” era Tom Hanks, e aqui é Paul Walter Hauser, que interpretou um racista em "Infiltrados no Klan” e agora é um pacato e infantilizado segurança que sonha em ser um policial. No dia 26 de julho de 1996, durante as Olimpíadas de Atlanta, um evento musical acontecia no Parque Centennial. O segurança Richard Jewell avistou uma mochila debaixo de um banco e imediatamente avisou aos outros policiais e seguranças que evacuassem o local. A bomba explodiu, 2 pessoas morreram e centenas ficaram feridas, mas o ato de Richard evitou mais mortes. Richard, um homem pacato, infantilizado e que mora com sua mãe, a discreta Bobi (Kathy Bathes, maravilhosa) em uma casa simples na Georgia, vivem 4 dias de alegria com o ato heróico do rapaz, largamente anunciado na mídia. Mas a mesma mídia, representado pela repórter Kathy Scruggs (Olivia Wilde), que obteve informações confidenciais do agente do Fbi Tom Shaw (Jon Hamm), transando com ele, publica no jornal que o FBI suspeita que Richard é o terrorista e quis se promover com o ato. Imediatamente a vida de Richard e de sua mãe viram de pernas pro ar: repórteres na cola deles por 24 horas, FBI. Richard pede ajuda para o advogado Watson (Sam Rockwell, que ele conheceu em um trabalho há 10 anos atrás) e juntos precisam provar a sua inocência. O filme faz uma crítica cruel ao Fake News que destrói a vida de um cidadão comum, sem provas. Todos os grandes poderes americanos, FBI e mídia, são retratados de forma estereotipada por Eastwood, justamente para chamar atenção para os exageros desses agentes. A cena de Olivia Wilde chorando no discurso da mãe ficou muito falso, mas enfim, é um filme de expiação de Clint Eastwood, que resolveu em seus últimos filmes levantar a bandeira de heróis anônimos americanos. É um filme ufanista, que de certa forma protege o armamento e Clint ainda dá um tom homofóbico para Richard, que tenta a todo instante provar que não é gay. Clint continua conservador, mas mesmo assim, um grande cineasta aos 89 anos de idade. Curiosidade: Leonardo diCaprio foi um dos produtores do longa, que infelizmente, foi das piores bilheterias da carreira de Eastwood. Um filme que merecia ser visto por um circuito mais amplo de espectadores.


Delicado

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Euzebiozinho foi criado pela mãe viúva e pelas tias.
Suas companhias eram todas femininas desde cedo.
Até que um dia, por pressões externas, foi direcionado a procurar uma mulher para se casar... mas, a vida é mesmo surpreendente!

Curta baseado na obra de Nelson Rodrigues.

Chão (2019)

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A luta diária dos pobres sem terra em busca de dignidade e trabalho. As precárias condições de vida e os embates contra os poderosos protegidos pela lei e o Estado.


Um Lugar Sombrio - Filme 2018 - AdoroCinema

Um Lugar Sombrio (2019)

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Drama de suspense inglês filmado nos Estados Unidos, tem como protagonista o ator irlandês Andrew Scott, mais famoso por ter atuado no episódio de "Black Mirror' onde ele faz um sequestrador que deseja contactar o dono da rede social semelhante ao Facebook. No município de Harburg, Pensylvania, uma cidade pacata e entediada, onde não existem crimes, um menino de 6 anos é encontrado afogado no rio. Um catador de lixo, Donald (Andrew Scott), portador de autismo, resolve buscar a verdade sobre o "acidente", uma vez que a polícia local decide dar como encerrado o caso. Aos poucos, Donald vai descobrindo uma terrível revelação. O filme tem uma história bastante parecida com "Sobre meninos e lobos", de Clint Eastwood. O filme é mais drama do que suspense, mas tem como ponto forte a atuação do elenco. O ritmo é lento, a bela fotografia ressalta a tristeza da paisagem local, dando ao filme um tom bastante cinzento e depressivo.


Wasp Network: Rede de Espiões - 19 de Junho de 2020 | Filmow

Wasp Network - Rede de espiões (2019)

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Um filme que tem no elenco Penelope Cruz, Wagner Moura, Gael Garcia Bernal, Edgar Ramirez, Leonardo Sbaraglia e Ana de Armas não tem a mínima chance de passar incólume. O roteiro, mirabolante e repleto de reviravoltas dignas dos melhores filmes de espiões, é adaptado do livro do escritor brasileiro Fernando Morais, “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”. O filme foi produzido pelo mega produtor brasileiro Rodrigo Teixeira e teve sua estréia em competição no Festival de Veneza 2019. A trama gira em torno de espiões cubanos infiltrados em grupos terroristas anti-castristas, baseados em Miami, Estados Unidos, no início dos anos 90. Não dá para contar muito da sinopse pois inevitavelmente será spoiler. A trama é baseada em história real, envolvendo os espiões cubanos, operação chamada de “Rede de Vespas”, FBI e um grupo que contratava cubanos deportados para transportar drogas. A maior curiosidade do filme é ver a dupla Ana de Armas e Wagner Moura repetindo parceria em dramas políticos (o outro é “Sérgio”) e ambos veiculados na Netflix. Ana de Armas é a única atriz cubana do filme, e curiosamente, ela interpreta uma americana. O filme é uma super produção, requintada com detalhes impressionantes de produção, filmado em Cuba, Miami e Ilhas Canárias. O cineasta Olivier Assayas já havia dirigido a série "Carlos", sobre Carlos, o Chacal, com o mesmo Edgar Ramirez. Filmaço para quem busca uma ótima trama de ação es espionagem baseada em história real. Penelope Cruz está maravilhosa no papel de Olga, esposa de René (Edgar Ramirez).


Tripla Ameaça - R$ 15,00 em Mercado Livre

Tripla Ameaça (2019)

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E já que estamos falando em desperdiçar astros de ação...
Tempos atrás, o diretor inglês Jesse V. Johnson surgiu como grande promessa para fãs do gênero pela sua experiência pregressa como coordenador de dublês, e por parecer entender um mínimo da coisa, selecionando caras fodas como Scott Adkins e Marko Zaror para seus elencos. Pena que cada novo filme do homem comprova-se pior que o anterior, e Johnson tornou-se uma espécie de Uwe Boll do cinema de pancadaria. “Triple Threat”, seu novo petardo, é o fundo do poço e um dos maiores desperdícios de talentos da porradaria da história do cinema de gênero moderno. O diretor colocou nos papeis principais o tailandês Tony Jaa (“Ong Bak”) e o indonésio Iko Uwais (“The Raid”), ladeados por Tiger Chen, Scott Adkins e Michael Jai White - ou seja, praticamente o “Mercenários da Segunda Divisão”. Mas Johnson desperdiça essa turma da pesada com um roteiro horrendo e um filme idem, que nunca, jamais chega perto de ser algo tão explosivo e emocionante quanto o pôster promete. “Triple Threat” não é só burocrático; eu cresci vendo produções da Cannon e filmes de kickboxer dos anos 1990, e AQUILO era burocrático. Esse negócio aqui é só RUIM mesmo; uma “história” escrita por três pessoas que cria as relações mais absurdas e simplórias entre seus personagens, heróis e vilões, unindo-os pelas piores coincidências e empilhando situações aleatórias - acho que só faltou uma briga de bar. O personagem do pobre Iko Uwais quer se vingar dos mercenários malvados que mataram sua esposa, mas quase todos os vilões são mortos pelos outros protagonistas! Iko se infiltra facilmente entre os bandidos com o intuito de eliminá-los na primeira chance, mas perde toda e qualquer oportunidade de fazê-lo. Lá pelas tantas, usa os outros dois heróis do filme como isca para reunir os vilões num mesmo local, e acaba provocando um massacre numa delegacia em que pelo menos quatro dezenas de policiais SEM NADA A VER COM A HISTÓRIA são mortos pelos vilões - e nunca, jamais, em tempo algum se ressente por ter sido o responsável direto pela chacina! Por sua vez, os já mencionados vilões são um primor de inteligência: mercenários fodaralhaços que não têm nenhum receio de praticar um atentado em plena luz do dia, metralhando um sem-número de policiais e inocentes para depois fugir pelo centro da cidade sem máscaras e com armas pesadas nas mãos; mesmo assim, eles de repente encasquetam que precisam invadir uma delegacia para matar duas testemunhas porque “elas podem identificá-los”!!! Claro que tudo isso seria perdoável se pelo menos as lutas funcionassem, mas Johnson as dirige no piloto automático (como, por sinal, já vem fazendo há algum tempo). Algumas poucas piruetas mais inspiradas de Jaa, Iko e Adkins surgem de repente para espantar o sono, mas nem de longe lembram os melhores momentos de qualquer um desses caras. Pelo menos o título de justifica: o filme é tão ruim que se torna uma ameaça tripla à carreira de todos os envolvidos. Especialmente do pobre Scott Adkins, que, como eu já cansei de dizer está precisando urgentemente trocar de agente. 


Dvd Between Two Ferns O Filme (dublado E Legendado ) - R$ 17,90 em Mercado  Livre

Between Two Ferns: O Filme (2019)

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Com perguntas constrangedoras e sem nenhuma vergonha, Zach Galifianakis pega a estrada e entrevista celebridades para seu programa de orçamento zero.


A Dama e o Vagabundo | Original Disney+ | Disney Brasil

A Dama e o Vagabundo (2019)

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Nessa nova leva de remakes live action de clássicos Disney, não poderia faltar "A dama e o Vagabundo", animação de 1955. Infelizmente, essa versão dirigida por Charlie Bean, da animação "Lego Ninjago" é das adaptações mais fracas. Ambientado em New Orleans do início do Século XX, o filme acompanha o jovem casal Jim e Darling. Jim presenteia Darling com a filhote chamada de Lady. Quando Darling engravida e dá à luz, Lady salva o bebê do ataque de um rato, mas o casal acha que ela ameaçou a criança. Lady acaba fugindo para a rua e conhece Vagabundo, um cão vira-lata que a apresenta ao mundo das ruas. O filme procura ser bastante fiel ao original. Algumas pequenas alterações, como a mudança de gênero de um dos cachorros, não fazem muita diferença para quem assiste. O que me incomodou foi a total falta de magia do filme. Diferente da versão live action de "O Rei Leão", que muita gente reclamou, mas eu particularmente adorei, "A Dama e o Vagabundo" falha nos efeitos especiais. As bocas dos cachorros reais se mexendo para falar ficou bastante falso, e os gatos também não são muito críveis. De bom mesmo, a cena do casal comendo macarronada ao som do cozinheiro do restaurante continua divertida. Pena que o restante do filme não manteve o brilho dessa cena. F Murray Abraham interpreta o cozinheiro e está excelente.


Uma Aventura LEGO 2 - Filme 2019 - AdoroCinema

Uma Aventura Lego 2 (2019)

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Passaram cinco anos desde que tudo foi incrível e agora os cidadãos enfrentam uma nova grande ameaça: os invasores Lego Duplo do espaço exterior, destruindo tudo mais rápido do que eles podem reconstruí-lo. 


Ford vs Ferrari (2019)

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Brilhante reconstituição sobre a amizade entre o projetista de carros esportivos e piloto americano Shelby Collman (Matt Damon) e o engenheiro e piloto inglês Ken Miles (Christian Bale) que apresenta a década de 60 no período da clássica corrida de Les Mans, que durava 24 horas e desafiava as condições físicas e psicológicas dos pilotos. O filme apresenta também a rivalidade entre a Ferrari, até então detentora de várias vitórias na corrida, e a Ford, que resolveu apostar as suas fichas em Les Mans e assim poder modernizar a sua imagem comercial perante o público consumidor. O filme mostra as diferenças de personalidade entre Shelby e Ken, além de apresentar a vida pessoal de Ken, através de sua esposa e seu filho, interpretados espetacularmente por Caitriona Balfe e por Noah Jupe, que curiosamente, j havia interpretado o filho de Matt Damon em “Suburbicon”. Assim como “Rush- no limite da emoção”, de Ron Howard, que mostrava a rivalidade entre John Hunt e Nick Lauda, “Ford vs Ferrari” aposta no quesito humano dos personagens mais do que nas máquinas que pilotam e é esse seu grande acerto. O elenco em peso, sem exceção, está extraordinário. Claro que Christian Bale tem mais destaque por conta de seu personagem complexo, mas de verdade não tem nenhuma participação que não esteja no mínimo excelente. Todo o quesito técnico é primoroso: direção de James Mangold, de “Logan” e “ Garota interrompida”, a fotografia, edição, trilha sonora, direção de arte, efeitos, maquiagem. O filme emociona e no final é impossível não chorar. Imperdível!


Star Wars: A Ascensão Skywalker - Ingresso.com

Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019)

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Tenho que confessar: para um final de toda uma saga, dando desfechos aos personagens, achei o filme bem anti-clímax, um balde água fria. J.J. Abrams é um diretor super conceituado e já realizou excelentes filmes, mas aqui ficou, na minha opinião, tudo no piloto automático: o roteiro, os personagens, a narrativa. O ritmo do filme é totalmente sem emoção. Mas como assim, um dos personagens mais ícônicos da saga morre e não há uma única comoção????? Cadê a lágrima que deveria ter escorrido? O elenco é ótimo, mas os personagens novos da trilogia, por melhores atores que sejam, não seguram um filme inteiro sem a participação dos personagens originais. Espertos como só, os produtores da Disney resolveram recuperar um personagem desaparecido do filme original. Mas infelizmente, não deu para pular da cadeira de comoção não. E o que dizer de seu desfecho? Um pavor, ficou um velho babando por uma ninfeta. Pela primeira vez, assisti a um filme da franquia sem ter um único fã gritando ou pulando da cadeira, com exceção do famoso crédito inicial que ressuscita mortos. Tá tudo ali: trilha sonora, personagens icônicos, mas faltou alma. Melhor assistir a trilogia original.


Volume Morto — O longa mais polêmico do 52º Festival de Brasília do Cinema  Brasileiro. | by Giovanna Perroni | Cinema e Cerveja

Volume Morto - 2019

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Uma jovem professora se mobiliza para resolver o estranho caso de um menino mudo, de sete anos de idade, mas acaba se tornando a principal suspeita do problema. 


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Carcereiros - O Filme (2019)

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Adriano é um historiador graduado e contrário à violência que decide virar carcereiro para seguir os passos do pai. Com a chegada de Abdel (Kaysar Dadour), um perigoso terrorista internacional, ao presídio em que trabalha, a tensão aumenta a ponto de provocar duas facções criminosas que vivem separadamente. Adriano terá de enfrentar uma rebelião - além de controlar os passos de Abdel. 


Filme 'Música para morrer de amor' segue a trilha apaixonante do melodrama  pop | Blog do Mauro Ferreira | G1

Música para morrer de amor(2019)

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Fafá de Belém cantando "Apaixonada por você, abandonada por você” dá o tom do filme. Melancolia, amores platônicos, amore desfeitos, desamor e até suicídios embalados pelo mito de Romeu e Julieta. Há cerca de 5 anos atrás, assisti a peça “Música para cortar os pulsos”, dirigida e escrita por Rafael Gomes e pensei: esse texto daria um belo filme. No mesmo ano, ele foi vencedor Prêmio APCA de Melhor Peça Jovem. Rafael Gomes ainda dirigiu a versão super premiada de “Um bonde chamado desejo” com Maria Luiza Mendonça e DU Moscovis. Pois o próprio Rafael Gomes assumiu a empreitada de dirigir sua peça. A sua estréia na direção de cinema foi com o ótimo “45 dias sem você”, um romance Lgbtqi+ que também falava sobre amores desfeitos e a dor da separação. “Música para morrer de amor” poderia ser uma continuação do filme. Seus personagens são muito próximos. Mas fui com muita sede ao pote na adaptação cinematográfica, e não pude deixar de notar que os diálogos que no teatro funcionavam tão bem, no cinema soam anti-naturais. “Vocês mal se conheceram e amor já tá rimando com dor né?, ou “Não quero ser personagem, dublê de mim mesmo”. Frases feitas ditas por jovens na faixa dos vinte e tantos anos e músicas de dôr de cotovelo de outras gerações são as preferidas deles. Ricardo (Victor Mendes) que ama Felipe (Ricardo Horomicz) que ama Isabela (Mayara Constantino) que ama Gabriel (Ícaro Silva). Nessa roda de amores sem mão dupla, os mais velhos não têm vez: a avó de Isabela (Suely Franco) é solitária, a mãe de Felipe (Denise Fraga) é solitária e o namorado de Ricardo leva um pé na bunda provavelmente porque é mais velho e porque Ricardo se apaixonou pela juventude e frescor de Felipe. O filme tem muitas qualidades: na parte técnica, a bela fotografia que intensifica a solidão da grande São Paulo, figurinos e direção de arte que não brigam e que nem querer roubar a atenção, fluindo com organicidade. Os atores estão bem, e como é bom ver talentos menos conhecidos pela mídia. E fico pensando o quanto que a sequência final, do encontro dos amigos, poderia ter ficado muito mais linda e emocionante sem a narração em off.


Criaturas Ao Ataque - DVD - Saraiva

Criaturas ao Ataque (2019)

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Drea é babá e se esforça para entreter as crianças Trissy e Jake, junto com seu próprio irmão mais novo Phillip, então ela os leva em uma caminhada, sem saber que misteriosas criaturas alienígenas aterraram e começaram a devorar todos os seres vivos que encontram. 

 


O Irlandês (2019)

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Em 1992, o ator Danny de Vito dirigiu o drama "Hoffa", baseado na biografia de Jimmy Hoffa, famoso sindicalista americano, que defendia 1 milhão e meio de caminhoneiros e por conta disso, obteve grande poder. Hoffa se envolveu com a Máfia italiana, com os Kennedy, com Nixon e outros políticos para conseguir alguns de seus intentos ambiciosos no Sindicato, mas acabou desaparecendo em 1975, jamais tendo sido encontrado. Em “O irlandês”, Scorsese faz a sua livre interpretação sobre o que teria acontecido com Hoffa. No filme de de Vito, foi interpretado por Jack Nicholson. Aqui, Al Pacino dá vida a esse controverso sindicalista. A sua história cruza com a do matador Frank Sheeran (de Niro), um irlandês ex-combatente de guerra, que tem a sua vida cruzada com a de Russ (Joe Pesci), um mafioso da Pensilvânia. Os 3 personagens lidam com temas como lealdade, crimes, traições, Poder e ambição, destruindo a vida de seus entes queridos e pessoas próximas. Scorsese faz aqui um filme magistral onde absolutamente tudo está em nível altíssimo de qualidade. A direção, espetacular como há muito não se via em uma obra de Scorsese. O roteiro, baseado no livro de Charles Brandt, "I heard you paint houses”, uma metáfora sobre pintores de casas que na verdade, eram assassinos que usavam fachadas para encobrir seus crimes. Os diálogos são primorosos, alternando momentos de intenso drama com humor refinadíssimo, lembrando até mesmo diálogos de Tarantino, como por ex, os personagens ficam discutindo sobre peixe. A fotografia de Rodrigo Prieto, a maquiagem, magistral e sutil transformando o elenco em suas várias fases. Isso sem falar no trabalho preciso da eterna colaboradora na edição Thelma Schoonmaker, aqui costurando épocas e sub-tramas de forma sublime. A trilha sonora é recheada de clássicos que vão dos anos 50 a 80. E ver um filme, onde monstros da atuação como Robert de Niro, Joe Pesci, Al Pacino contracenam juntos, em momentos antológicos e dignos de aplausos, é um presente para qualquer aficionado por Cinema. Outros atores fantásticos fazem participações tão boas quanto, como Harvey Keitel, Bobby Canavale e Jesse Plemons. A Netflix está de parabéns por investir pesado em produções caríssimas de Cineastas consagrados como Afonso Cuarón, Bom Joo Hong, irmãos Coen e agora Scorsese. O filme tem 3:30 horas de duração, e ter assistido em uma tela grande de cinema foi um grande momento.


Pokémon: Detective Pikachu - Cinecartaz

Pokemon - Detetive Pikachu (2019)

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Diretor dos infanto-juvenis "O espanta tubarões", "Goosebump", "A viagem de Gulliver" e "Monstros Vs Aliens", Rob Letterman teve a missão de realizar a versão carne e osso de Pikachu e o Universo Pokemon, tendo Atores contracenando com os bichinhos fofos. Criado em 1995, a franquia para o cinema "Pokemon" já rendeu mais de 2 dezenas de filmes, além de uma animação de grande sucesso para a tv. Pikachu é o grande herói de toda a criação Pokemon. Em uma cidade chamada Ryme, o Detetive Harry é dado como morto após um acidente provocado por uma fuga desesperada. Sem saber exatamente a causa do acidente, o filho de Harry, Tim, um rapaz de 21 anos e que durante toda a sua vida se sentiu abandonado pelo pai, por ter escolhido a profissão em prol da família, resolve ir até a cidade para poder acompanhar os preparativos do funeral. Mas ao visitar o apartamento de seu pai, Tim descobre que Pikachu está ali escondido. Pikachu era o Pokemon de seu pai, e juntos, descobrem que existe um grande plano malévolo que quer transformar todos os pokemons em seres violentos. Precisam saber quem é o responsável pelo pLano diabólico, antes que a cidade toda seja condenada. Fazendo homenagem a diversos filmes clássicos, entre eles, "Blade Runner"e "Alien, o 8º passageiro", "Pokemon- Detetive Pikachu" é uma diversão que certamente agradará ao seu público alvo. Para os adultos, uma grande surpresa: o filme é ótimo, com muita ação, ritmo frenético, excelente efeitos especiais e pokemons divertidos para alegrar a todos. Ryan Reynolds dubla o Pikachu em uma grande caracterização, e comprovado que é um dos grandes comediantes americanos da atualidade.


Os Espetaculares - California Filmes

Os espetaculares - 2019

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Lançado no streaming através do Now, Google play, Apple tv e outros, "Os Espetaculares" é uma comédia para assistir e esquecer um pouco da vida cinza que estamos tendo nos dias de hoje. Focado na batalha diária de artistas de stand up que lutam por um lugar ao sol, o filme tem um ótimo elenco de comediantes: Rafael Portugal, Paulo Mathias Jr, Luísa Perissé, Victor Meyniel, Elisa Pinheiro, e ainda um enorme elenco repleto de talentos do humor. Mas a grande relevação é Dj Amorim, um ator de 12 anos, que narra o filme em off e é a espinha da estrutura narrativa do filme. É através de seu personagem que surge o drama de seu pai, interpretado por Paulo Mathias, divorciado de Elisa Pinheiro. Ele é um comediante de stand up que não deu certo, e para isso, vai trabalhar como vigia em um museu
(referência a "Uma noite no museu"). Quando ele descobre que está rolando um concurso para o melhor trio de stand up, com direito a um milhão em prêmio, ele se une ao ex-parceiro, Rafael Portugal, e à novata Luisa Perrissé. Como estamos falando de stand up, se preparem para muitas piadas infames e de duplo sentido, e uma pontada de sacanagem contra o cinema autoral, sacaneado através da figura de Neville D'almeida, que interpreta um cineasta mega hermético e conceitual. Na equipe, só amigos queridos: André Pellenz, o roteirista Sylvio Gonçalves, o fotógrafo Leo Vasconcellos.
 


Alice Júnior - Filme 2019 - AdoroCinema

Alice Júnior - 2019

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Em Alice Júnior, Alice (Anne Celestino) é uma adolescente trans cheia de carisma que investe seu tempo fazendo vídeos para o Youtube. Um dia, seu pai Jean (Emmanuel Rosset) é transferido pela sua empresa no Recife para Araucárias do Sul, e eles precisam se mudar. Na nova escola, Alice enfrenta preconceitos ao se deparar com uma sociedade mais retrógrada do que estava acostumada. O desejo da menina é dar seu primeiro beijo mas, antes de tudo, quer o direito de ser quem ela é. 


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A Família Addams - 2019

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Animação adaptada dos famosos quadrinhos criados pelo cartunista Americano Charles Addams em 1933. A excêntrica Família já foi adaptada para uma série de tv nos anos 60, para quadrinhos, desenho animado e depois, em 1991 e 1993, por dois famosos filmes dirigidos por Barry Sonnenfeld protagonizados por Raul Julia, Angelica Houston, Christopher Lloyd e Cristina Ricci. Os dois longas foram um enorme sucesso, catapultando a carreira de Sonnenfeld, até então, um diretor de fotografia, e que assumiu a direção após a desistência de Tim Burton. Greg Tiernan e Conrad Vernon são dois diretores que lançaram em 2016 um dos mais polêmicos e controversos desenhos animados de todos os tempos, “A festa da salsicha”, desenho para adultos repleto de palavrões e pornografia. O mais curioso é que agora, eles seguraram a mão para “A Família Addams” tornando o filme um entretenimento para crianças. O roteiro do filme é muito semelhante à Parte 2 do longa de 1993: uma mulher decide destruir o Castelo da Família Addams e para isso, ela espalha fake News sobre as bizarrices da família para todo um grupo de whastapp que inclui os moradores da cidade. Referência à “Frankenstein” e ao clássico “A festa do monstro maluco” surgem o tempo todo. Mais uma vez, o filme tem como protagonismo as crianças da família e a forma como eles observam as excentricidades de seus familiares diante da caretice e normalidade das pessoas da cidade e da escola. O grande trunfo do filme, é o seu elenco estelar dando voz aos personagens fúnebres: Oscar Isaac dubla Gomez, Charlize Theron dubla Morticia, Chloë Grace Moretz dubla Wednesday (Wandinha), Finn Wolfhard dubla Feioso (Pugsley), Bette Midler dubla a Vovó, Martin Short dubla Tio Funesto, Snoopy Doggy Dog dubla A Coisa, Allison Janney, que ganhou o Oscar de atriz coadjuvante por “Eu, Tonya”, interpreta Margaux, a vilã da história. O roteiro é ingênuo e deixa de investir no humor negro característico dos quadrinhos e dos filmes para deixá-lo mais palatável para a criançada. De qualquer forma, é um passatempo que pode suscitar curiosidade da criançada para discutirem a prática de bullying e o que significa o conceito de ser DIFERENTE.  


 

Dois Papas (2019)

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Escrito pelo premiado roteirista Anthony McCarten, de "A hora mais escura", "Bohemian Raphsody" e "A teoria de tudo", "Dois papas" foi dirigido por Fernando Meirelles, uma prova de sua conquista no cinema mundial. O filme mistura fatos reais e fictícios envolvendo uma suposta relação de amizade entre os Papas Bento VI, o alemão Joseph Aloisius Ratzinger, que comandou o Vaticano de 2005 a 2013, quando renunciou ao cargo, e o Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, argentino, que se tornou o 266º Papa desde então. Anthony Hopkins e Jonathan Pryce interpretam respectivamente os dois papas. Jonathan chegou a decorar suas falas em espanhol, mas acabou sendo dublado para dar mais veracidade ao personagem. O filme discute o conservadorismo de Bento VI, que impunha ideais retrógrados, e o olhar progressista e reformista de Francisco. Bento foi acusado de colaborar com nazistas. Francisco, de colaborar com os militares. O filme apresenta em flashbacks Jorge Bergoglio jovem, quando se tornou padre, sua luta contra a ditadura e amarga arrependimento quando teve que delatar dois padres. Boa parte do filme é um embate delicioso de duas forças da natureza, que são as performances de Hopkins e Pryce. É um verdadeiro deleite vê-los cada um defendendo os seus personagens, com discussões acerca de política, temas tabus e também, futebol, uma grande paixão de Francisco. A fotografia é do parceiro de Meirelles em 'Cidade de Deus", Cesar Charlone. Um grande acerto é o de trazer leveza e humor ao roteiro e diálogos, tornando menos árido os temas tão brutais apresentados pelos dois papas.


 

Ma (2019)

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Um filme de suspense com Octavia Spencer interpretando uma psicopata serial killer? Essa ideia sensacional é o que salva esse projeto: Octavia engole todo mundo no filme, tanto o jovem elenco de desconhecidos, quanto o veterano Luke Evans, o Gaston de "A Bela e a fera". Juliette Lewis, que nos anos 90 já foi ninfeta de tantos filmes cults, agora interpreta uma mãe à la Winona Ryder em "Stranger Things": solteira, independente e bastante mandona e defensora de sua filhota, a tímida e insegura Maggie. Ela e sua mãe se mudam para uma pequena cidade, onde Erica (Lewis) conseguiu um emprego em um cassino. Lá, Maggie se torna amiga de um grupo de 4 amigos: Haley, Andy, Chaz e Daryll. O grupo decide comprar bebida alcóolica para uma festinha, mas como são menores de idade, pedem ajuda à uma desconhecida, Sue Ann (Spencer) para comprar. Logo, ela se torna amiga deles e os convida para fazerem festinha no porão de sua casa. Com um roteiro esperto, remetendo aos filmes de psicopatas dos anos 80 e 90, o Cineasta Tate Taylor, que também é ator e aqui faz uma ponta como um policial, diverte a platéia com um punhado de clichês do gênero, mas que funciona a contento, muito por conta do talento de Octavia, que dá credibilidade à uma personagem que faz tudo para se vingar de um fantasma do seu passado.


Breve Miragem de Sol (2019)

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Sem sorte e recentemente divorciado, Paulo começou a dirigir um táxi pelo Rio, na esperança de ganhar o suficiente para enviar dinheiro para seu ex para sustentar seu filho de dez anos. Ele trabalha principalmente à noite, então, além de seus encontros com uma colorida variedade de clientes, colegas, policiais e outros, ele deve lidar com a solidão, o cansaço e novos rostos em sua vida. 


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Bons Meninos - 2019

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Lembram do seriado "Os batutinhas", série clássica dos anos 30 onde as crianças eram todas pestinhas? Pois agora, em plenos 2019, houve um amadurecimento desse universo infantil: as crianças, com idades de 10 anos de idade se relacionam com drogas, brinquedos sexuais, bebidas e muita putaria. Co-produzido por Seth Rogen e Jonah Hill, dois dos maiores comediantes americanos que ficaram famosos por passearem no universo da comédia politicamente incorreta, "Bons meninos" é um filme adulto protagonizado por crianças. É palavrão do início ao fim, em referências sexuais de fazerem "American Pie" corarem. Mas de verdade, alguém hoje em dia se choca de ver um menino de 7 anos beijando uma menina da mesma idade na boca? Ou de crianças simularem sexo com uma Boneca erótica ou vendo sites pornôs? Jacob Tremblay, o ator prodígio de "O quarto de Jack" e "Extraordinário", estréia na comédia da forma mais bizarra possível: junto dos meninos Keith L. Williams e Brady Noon, eles interpretam Max, Lucas e Thor. Melhores amigos, repletos de testosterona, estão doidos para frequentarem a festa da colega Hannah (Molly Gordon, mesma atriz que também faz par romântico com Jacob Trambley em "Extraordinário"). Só que eles acabam se envolvendo sem querer com traficantes e usuários de drogas. Para quem assiste filmes que envolvem festas e confusões, esse filme não trará nenhuma novidade em termos de roteiro: são os mesmos clichês de sempre. Claro que o frescor daqui vem do elenco infantil, e fico até pensando como os pais reagirão aos seus filhos pequenos assistindo todas as putarias dessa garotada daqui do filme. Se forem pais que quando adolescentes, assistiram as comédias dos anos 90, repletas de politicamente incorreto, irão amar. Meu senão é a duração do filme: com um roteiro tão simples, fica cansativo assistir aos 90 minutos de situações manjadas em filmes como "SuperBad". Assistam pela criançada, excelentes. 


Lindinhas - Filme 2019 - AdoroCinema

Lindinhas - 2019

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Vencedor do prêmio de melhor direção em Sundance 2019, a cineasta senegalesa Maïmouna Doucouré, e concorrendo no Festival de Berlin, "Lindinhas" se tornou, junto do holandês "365 dias", os filmes mais polêmicos do catálogo da Netflix. Por um erro de estratégia, toda a campanha de poster e marketing feito para o filme, foi apresentando a sexualização das meninas de 11 anos que estrelam o filme. Mediante uma enxurrada de mensagens cobrando uma atitude, o filme sofreu boicote mesmo antes de estrear. Para quem não viu ou não pensa em assistir, o filme é uma crítica à hipersexualização cada vez mais precoces das crianças, seduzidas por músicas, danças eróticas e a possibilidade de entender que a arma que elas possuem é o próprio corpo. Em 2006, o filme "A pequena Miss Sunshine" já trazia essa denúncia, através de um humor debochado, de eventos que colocam a criança em um papel de adulto erotizado, no concurso da Miss Sunshne.
Amy (Fathia Youssouf), de 11 anos, é uma menina reprimida por conta da religião muçulmana, do qual sua família faz parte. Todos são imigrantes senegaleses, e moram em um pequeno apartamento em Paris. Amy descobre que seu pai se casou de novo, trazendo tristeza para sua mãe. Inconformada com sua vida cinzenta, Amy conhece Angelica (Médina El Aidi-Azouni), uma menina de sua idade que mora no mesmo prédio, mas totalmente sensualizada. Angelica tem um grupo de dança na escola, junto de outras 3 meninas, todas precoces. Quando Angelica discute com Yasmine, uma das integrantes, Amy imediatamente é convocada para fazer parte do grupo. Mas Amy precisa esconder de sua mãe, para evitar de ser punida. Algumas cenas provocarão repulsa em famílias conservadoras: ao passearem no entorno de uma mata, uma das meninas encontra uma camisinha usada, e a enche, crente que é uma bola de encher. As outras meninas vêem e a agridem, dizendo que ela está com Aids, e lavam a bica dela com sabão. Em outra cena, as meninas se passam por garotas mais velhas e seduzem um rapaz mais velho no chat. O que mais me impressionou no filme, foi a direção de atores da diretora. As meninas, todas muito jovens, simplesmente arrebentam em seus papéis, trabalhando todas as emoções de forma super convincente. As danças, as poses sensuais, a disputa, a raiva, a alegria, tudo é demonstrado com muito naturalismo. O filme choca? Pode chocar, e certamente o fará com determinado tipo de público. Sim, o filme é uma crítica a essa cultura da erotização, mas não deixa de ser curioso o fato das atrizes terem que trabalhar essa sexualização de suas personagens. A cena final, aparentemente moralista, é belíssima.

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Doutor Sono - 2019

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40 anos após o lançamento de "O Iluminado", o próprio Stephen King resolve escrever a continuação do filme clássico dirigido por Stanley Kubrick. Agora protagonizado por Danny Torrance (Ewan Macgregor), um homem em seus 45 anos, alcóolatra e trabalhando como enfermeiro noturno em um asilo de idosos. Com o dom de prever as mortes dos idosos, Danny é procurado por Abra, uma menina ameaçada pelo grupo "Nó", liderado por Rose (Rebecca Ferguson). Rose e seus asseclas são uma espécie de vampiros, só que ao invés de sugarem sangue, sugam o "vapor" dos iluminados, algo como uma alma que nutre os integrantes da seita. Rose pressente que Abra é poderosa e poderá alimentá-los por um bom tempo. Para poderem liquidar Rose e seu grupo, Dan e Abra precisam retornar ao local onde Danny começou a sentir seus poderes: o Hotel Overlook. Impressionante como o filme resgata a atmosfera do filme de Kubrick: claro que a trilha sonora antológica de Wendy Carlos e Rachel Elkind ajudam a trazer a nostalgia dos apaixonados pelo filme original. Mas resgatar o Hotel Overlook e os seres que ali habitam é um golpe magistral! Com reconstituição foda do Hotel, sua direção de arte e seus personagens, algo realizado há 2 anos por Spielberg em "Jogador Número 1", que já havia impressionado todo mundo quando construíram Jack Nicholson todo em 3D. Aqui, escalaram atores para viverem os 3 personagens do filme original. O filme é bastante longo, com 2:40 de duração. O primeiro ato é bem lento, apresentando os 3 protagonistas: Danny, Abra e Rose. Depois os caminhos se cruzam até chegar ao desfecho apoteótico. Sim, é um filme totalmente desnecessário, e nem de longe será clássico como o filme de Kubrick. Mas já que ele existe, posso dizer que é um filme decente. Pena que de certa forma, destruiu o mistério do filme anterior, ao querer dar explicações a tudo o que vimos antes. De positivo, Mike Flanagan manteve um charme vintage nos efeitos especiais e no figurino, parecendo que estamos diante de um filme dos anos 80.


Rainhas do Crime (2019)

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Filme de estréia da atriz Andrea Berloff na direção, adaptando uma Graphic novel lançada em 2015 intitulada "The kitchen", escrita por Ollie Masters e ilustrada pela desenhista Ming Doyle. O filme é estrelado por Melissa McCarthy, Elisabeth Moss e Tiffany Haddish, um trio de atrizes poderosas protagonizando um filme que é uma versão feminina de "O poderoso chefão" envolvendo a Máfia italiana de Nova York do início dos anos 70. Kathy (Maccarthy), Ruby (Haddish) e Claire (Moss) são mulheres subjulgadas pelos seus maridos. Em uma sociedade machista, elas pouco podem fazer para terem poder de decisão sobre algo, muito menos serem ouvidas pelos outros homens. Quando um assalto planejado pelos maridos dá errado, sendo presos pelo FBI, as mulheres ficam sem ter como se sustentar. Elas acabam decidindo tomar frente nos negócios dos maridos, mesmo que isso abra os olhos de gangues rivais. Para um filme de estréia, a diretora Andrea Berloff fez um trabalho surpreendente. Dominando um gênero normalmente associado a diretores homens, Andrea faz um belo trabalho de direção de atrizes, sem tornar o universo masculino totalmente calhorda em termos de personalidade. Elisabeth Moss e Hardiff estão ótimas, e Maccarthy mais uma vez prova que é uma ótima atriz de drama, feito comprovado no seu filme "Poderia me perdoar?", de 2015. O elenco de apoio se completa com uma ótima escalação de atores famosos, entre eles, o irlandês Domhnall Gleeson.


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Modo Avião - 2019

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Primeiro filme protagonizado pela atriz Larissa Manoela para a Netflix, ele traz um modo de produção que acho excelente e que deveria ser exemplo para as produções de audiovisual como um todo, seja tela grande ou pequena: é uma mistura extremamente feliz e saudável de atores e atrizes mais voltados para projetos autorais, e convivendo com enorme organicidade e empatia com elenco mais comercial. Por exemplo, quem um dia poderia sequer imaginar em ver a atriz Sílvia Lourenço, musa mor do Cinema autoral paulista, protagonista de "O cheiro do ralo" e "Contra todos", dois filme sínteses do melhor da produção independente brasileira, interpretando a mãe da Larissa Manoela? E para os detratores, péssima notícia: Sílvia Lourenço está ótima no papel! Fico imaginando nas escalações normais de elenco que são feitas, alguém dizendo: "Mas vocês estão doidos gente? Ela é cult! Ela é hermética! Ela não faz comédia. Ela é visceral!". Parabéns a quem convenceu a escalar não somente Sílvia, mas um elenco talentoso que vai de Dani Ornellas, Michel Bercovitch, Mariana Amâncio, Phellyx Moura, André Luiz Frambach, todos rostos novos nessa seara da comédia romântica. "Modo avião" é veículo para o talento de Larissa, que tem mais de 31 milhões de seguidores no Instagram e portanto, tem um fã clube que exige consumir produtos de sua ídola que não os frustre. Larissa está muito bem acompanhada por um elenco de estrelas, que vai dos incríveis nomes já citados, aos de participações divertidas de Katiuscia Canoro e Erasmo Carlos. José Roberto Eliezer, parabéns pela Fotografia!!!! 


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Na Rota do Tráfico (2019)

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Um grande lote de cocaína contrabandeada do México para o Canadá através dos Estados Unidos é perdido misteriosamente no caminho. O chefe do cartel de drogas instrui seus dois assistentes, Cook e Man, a descobrir o que foi exatamente o que deu errado. Cook e Man devem verificar toda a cadeia do tráfico internacional de drogas, cruzando fronteiras enquanto tentam iludir os federais.


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Zumbilândia 2 - Atire Duas Vezes (2019)

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 Em 2009, foi lançado "Zumbilândia" nos cinemas e o filme obteve bastante sucesso. O filme chegou em uma hora em que o tema dos zumbis estava começando a virar uma moda, culminando com a estréia da série "The walking dead", que é talvez o projeto definitivo sobre os mortos-vivos. Mas 10 anos se passaram, e os zumbis já não estão tão atraentes assim. Houve uma overdose de filmes sobre zumbis e lançar uma continuação tanto tempo depois, é algo que não dá para se explicar. Talvez tenha sido o apelo de Emma Stone, que ganhou um Oscar por "La la land", ou talvez para explorar Abigail Breslin, que virou uma mulher. Jesse Eisemberg e Woody Harrelson continuam fazendo os mesmos tipos de filme e sempre funcionam em seus personagens. Luke Wilson, Zoey Dutch e Rosario Dawson são coadjuvantes que ajudam a dar um brilho ao filme. Mas sinceramente, o roteiro é o mesmo do mesmo. O que diferencia esse filme do anterior é que os zumbis agora estão mais poderosos e evoluídos, mais difíceis de matar (se bem que a cena final bota essa teoria por terra). Fora isso, o filme tem como cenários 2 ícones americanos: A Casa Branca e Graceland, a mansão de Elvis Presley. Os atores continuam divertidos, mas é a mesma correria contra os zumbis. O que realmente vale o filme inteiro, é a aparição de Bill Murray nos créditos finais, em uma cena que remete ao DIA ZERO, o dia do apocalipse zumbi. Bill Murray está na sessão de imprensa do lançamento do filme "Garfield 3" e de repente os jornalistas começam a virar zumbis. A cena é impagável e vale o filme todo.


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Sem Misericórdia (2019)

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Uma garota sul-coreana descobre que sua irmã mais nova foi atacada e abusada por uma gangue. A revelação detona uma furiosa caçada cheia de ação: agora é a hora da vingança.


 

Projeto Gemini (2019)

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“Gemini Man” é uma ideia genial que circulava por Hollywood desde a metade dos anos 1990: um super-assassino envelhecido é obrigado a enfrentar uma versão mais jovem e melhorada dele mesmo - um clone feito pelos seus empregadores sem que ele soubesse. Joe Carnahan tentou durante anos tirar o projeto do papel com Clint Eastwood no papel principal, o que teria sido simplesmente lindo (dá um confere nessa montagem que o próprio Carnahan fez, usando cenas de filmes antigos do Clintão, pra sentir como ficaria). Só que os efeitos especiais ainda não eram avançados o suficiente para rejuvenescer o ator principal de forma convincente. Muito bem: quando a tecnologia para tal finalmente fica disponível, o que é que os caras fazem? Desperdiçam uma ideia genial colocando WILL SMITH no papel do “veterano” e da cópia mais jovem - logo ele que quase não mudou de cara desde os tempos de “Independence Day”! É óbvio que uma ideia como essa foi desenvolvida para alguém com o rosto já detonado pelo tempo, tipo o Stallone enrugado de agora enfrentando o Stallone dos tempos de “Rocky”, ou o Schwarzenegger versão geriátrica lutando contra o John Matrix de “Comando para Matar”. Não bastasse o lamentável erro de casting, ainda colocaram Ang Lee como diretor, ele que não é exatamente um especialista em cinema de ação (e já tinha demonstrado não entender muito da coisa no catastrófico “Hulk” de 2003). Também foi divulgada uma suposta nova e avançadíssima tecnologia para o CGI que, na prática, simplesmente não funciona: nas cenas em que o Will Smith velho briga com o Will Smith novo, tudo que vemos são dois bonecões duros de computação gráfica que parecem saídos de um velho fliperama do Mortal Kombat  - completamente artificiais nos movimentos e expressões. A pá de cal é uma conclusão covarde que resolve muito fácil o confronto entre gerações, e que parece ter sido feita sob medida para não arranhar a imagem de “simpaticão/PG-13” do astro escolhido – imagino que o desfecho seria diferente com um Clint Eastwood ou Stallone no comando da ação. Que triste esperar tanto tempo para um argumento sair do papel e os caras fazerem isso da forma mais atrapalhada possível. Só não desisti de ver o filme antes do final por causa da gracinha Mary Elizabeth Winstead, interpretando uma mulher fodona que parece ter mais colhões que o “super-assassino” (pffff...) vivido por Will Smith. Então taí um filme que desde já fico na torcida para ter reboot/remake num futuro próximo. Ou que alguém com muito tempo nas mãos faça um fan film usando cenas novas e antigas de produções do Clint Eastwood, tipo o Joe Carnahan fez como teste. Melhor sorte da próxima vez. 


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Luccas Neto em: Acampamento de Férias (2019)

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Direção: Lucas Margutti

Luccas e Gi passam suas férias no acampamento onde acontece a gincana mais famosa do mundo. O único problema é que a turma de "implicantes" também foi para lá.


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A Noite Amarela - 2019

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Em um breve feriado, um grupo de jovens decide ir até uma ilha. No entanto, lá se mostra um lugar extremamente escuro tanto durante o dia quanto à noite e acontecimentos sinistros acontecem enquanto os amigos estão por lá. Ou seriam meras alucinações?


Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe (2019)

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Adaptação do livro de Jonathan Lethem, um romance policial que o próprio Edward Norton adaptou para um roteiro cinematográfico. Norton alterou a época da história original, que se passava em 1999, para o ano de 1957. O filme me remeteu bastante ao clássico de John Houston, “Chinatown”, por tocar em assuntos semelhantes: uma história de estupro que traz discórdia em uma família importante e aristocrática, e a ambição de empreendedores que querem desalojar famílias pobres de uma região para ali, criar um grande empreendimento imobiliário e arquitetônico. Norton também trouxe tintas de filme noir, com direito a narração em off e muitos tipos suspeitos. Norton é Lionel Essrog, um detetive particular que trabalha para Frank (Bruce Willis). Frank é morto em uma emboscada, Lionel tem a missão de descobrir quem o contratou e quem o matou. A busca vai lhe botar de frente com Moses (Alec Baldwin), um empreendedor que quer construir pontes; Laura Rose (Gugu Mbatha-Raw), uma jovem negra militante da resistência dos moradores pobres que não querem abandonar suas casas, e Paul (Willem Dafoe), um homem misterioso que faz a conexão entre todos. Com quase 150 exagerados minutos, “Brooklyn sem pai nem mãe” é um ótimo exercício que homenageia o policial noir. Tocando em temas atuais como racismo, ganância de mega empresários, desalojamento de pobres de regiões de futuro promissor, o filme traz Lionel como portador de uma doença, a síndrome de Tourette. Em outros filmes, quando representada, ao Tourette faz os personagens desfilarem palavrões e xingamentos intermináveis. Aqui, os palavrões foram amenizados para expressões menos duras, e curiosamente, traz um tipo de humor para o personagem de Lionel que destoa do filme que é apresentado. Norton é ótimo ator, mas seu personagem cheio da cacoetes às vezes parece exagerado. De qualquer forma, o super elenco manda bem nos papéis, e o filme tem dignidade e estofo o suficiente para torná-lo uma excelente opção de passatempo. Mais cerebral e menos descartável, é um filme que exige constante concentração, por conta do excesso de sub-tramas e reviravoltas.


Code 8: Renegados (2019)

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4% da população tem um poder, o que segundo o governo, é ilegal. Encurralados, usam seus poderes para cometer pequenos furtos, e sobreviver. Mas quando um ambicioso criminal começa a contratar pessoas com poderes os militares terão que intervir. 


Legado nos Ossos (2019)

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Legado nos Ossos é a parte 2 da Trilogia Baztán e acompanha a inspetora Amaia após um ano dos acontecimentos de “O Guardião Invisível”, que está envolvida numa investigação reveladora sobre seu passado. Enquanto isso, ela  investiga uma série de suicídios que acontecem no Vale Baztan tendo como única pista a palavra “Tarttalo” deixada nos corpos.


Casamento Sangrento (2019)

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Grace (Samara Weaving) acaba de se casar com o herdeiro milionário de uma família especializada em jogos de tabuleiro. Antes de realmente integrar a família, no entanto, ela é obrigada a participar de uma tradição familiar: um jogo de esconde-esconde pela mansão dos Le Domas. Aos poucos, Grace percebe que a brincadeira inocente é na verdade uma caçada sangrenta contra a recém-casada, em que todas as armas e golpes são permitidos para assassiná-la. A jovem terá a difícil missão de sobreviver aos ataques até o amanhecer. 


Pesadelo - Filme 2019 - AdoroCinema

Pesadelo - 2019

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Ainda vivendo o luto pela perda traumática de seu irmão,  Svetlana (Aleksandra Drozdova) começa a enfrentar outros problemas. Durante o sono, ela tem pesadelos vivídios e assustadores que são praticamente indistinguíveis da realidade. Procurando soluções, a menina recorre a um instituto de sonologia que promete livrá-la desse problema. Acompanhada de outros pacientes, a garota é induzida a um sono lúcido coletivo que se torna pior do que qualquer pesadelo que ela já teve. 


 A Mulher do Meu Marido - 2019

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Depois de alguns anos de casamento com Pedro (Paulo Tiefenthaler), Joana (Luana Piovani) descobre que está sendo traída. Mesmo triste, ela percebe que o caso extraconjugal faz bem ao marido, que se mostra mais atencioso com a família, então finge não saber do relacionamento. Um dia, Joana conhece o argentino Martin (Francisco Andrade) e começa a ter um caso tórrido com ele. Mas a ciranda se complica quando ela percebe que a esposa de Martin é Pilar (Aylin Prandi), a amante de seu marido.


O Olho e a Faca (2019)

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Roberto (Rodrigo Lombardi) trabalha numa base de petróleo, e passa longos meses afastado da esposa e dos dois filhos. Nos momentos de distância, inicia um relacionamento com outra mulher. Um dia, Roberto recebe uma promoção no emprego, forçando-o a ficar ainda menos presente para a família e os amigos.


Como Treinar o Seu Dragão 3 (2019)

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Quando Soluço descobre que Banguela não é o último da sua espécie, ele se propõe encontrar o Mundo Oculto, um utópico lugar secreto de dragões antes que um tirano chamado Grimmel chegue primeiro.


Era Uma Vez em... Hollywood (2019)

MEGA / 1FICHIER / LEGENDA

Sim, Tarantino continua filmando pés femininos em primeiríssimo plano, um fetiche incorrigível e assumido. Nesse seu 9º filme, um dos Cineastas mais pop da história do cinema reconstitui a noite em que Sharon Tate, atriz casada com Roman Polansky e grávida de 6 meses, foi morta junto de um casal de amigos em uma Mansão de Los Angeles, no ano de 1969. Para contar essa história, Tarantino cria o filme mural muito comum aos filmes de Robert Altman, e que o próprio Tarantino havia se apropriado em "Pulp Fiction": várias histórias se entrecruzando até chegar a um desfecho que linka todas em uma só. A história principal é a do ator decadente Rick Dalton (Leonardo di Caprio, brilhante). Um astro acostumado a fazer filmes de ação, ele traz sempre consigo o seu dublê de ação e faz tudo Cliff (Brad Pitt, impagável). Ele recebe um convite de um produtor de cinema, interpretado por Al Pacino, para protagonizar filmes de western spaghetti e espionagem na Itália, mas ele se recusa. Rick procura urgentemente uma forma de se reinventar, em um período em que surgem novos galãs a cada ano. Tarantino filma tudo com um olhar compassado, sem pressa, até o final catártico. Até lá, ele não tem pressa em narrar suas histórias e crônicas de uma Hollywood que não existe mais. Narrando didaticamente as funções e temas dentro da Indústria do cinema, o filme traz um olhar nostálgico para a 7ª arte repleta de paixão e com muitas referências, inclusive ao próprio cinema de Tarantino. A trilha sonora é absurdamente eficaz, inclusive toda a parte técnica, um primor. Vê-se que Tarantino gastou bastante dinheiro aqui para reproduzir ruas inteiras. Muitas cenas antológicas: além do desfecho tem a cena em que Sharon vai assistir a um filme que ela trabalhou no cinema, só para testemunhar a reação da platéia. O elenco está genial, repleto de participações de toda sorte de atores que já trabalharam com Tarantino em outros filmes. O trio Brad Pitt, Leonardo di Caprio e Margot Robbie está super carismático, impossível não se apaixonar por eles. Outra que merece destaque é a pequena Julia Butters, no papel da atriz mirim Trudi, que trabalha sob as orientações do "Método" e permanece na personagem o tempo todo. Antológica e fascinante a performance da garota.


Rocketman: Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Dexter ...

Rocketman (2019)

1FICHIER / MEGA

O Cineasta inglês Dexter Fletcher já havia dirigido um musical, o excelente "Sunshine on Leith", e também já havia trabalhado com Taron Egerton em "Voando alto". Agora, ele junta Taron e o Musical para a sua cinebiografia delirante de Elton John, que também foi o produtor do filme. Elton John não teve senão para abrir a sua vida e expôr ao público a sua fase mais negra: a dos anos 70, de quando surgiu para o estrelato, o seu envolvimento com um empresário gay inescrupuloso, vivido por Richard Madden, a sua péssima relação com seus pais, que não o amavam, o companheirismo com o seu eterno compositor Bernie, interpretado por Jamie Bell, um casamento de fachada fracassado, com uma mulher e a sua aceitação como homossexual. Tudo isso é embalado com números musicais extravagantes e belamente coreografados e orquestrados, que diferente de "Bohemian Rapsodhy", são performances que transcendem os musicais antigos, onde tudo no entorno para e os personagens cantam e dançam. Tecnicamente o filme é impecável: Fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem, edição. Também Ator, Dexter Fletcher extrai do seu elenco performances arrebatadoras: Taron Egerton está brilhante, magnético, repleto de nuances, além de cantar de verdade. Richard Madden, Jamie Bell estão perfeitos e Bryce Howard Dallas, irreconhecível como a mãe de Elton, Sheila. Impossível não se emocionar e não querer cantar junto quase todos os hits que com certeza, embalaram a vida de todos.


A Vida Invisível (2019)

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Direção: Karim Aïnouz

O cineasta cearense Karin Ainouz é realizador de um dos filmes que mais amo na vida, “O céu de Suely”. Quase 13 anos depois, ele lança um filme adaptado do romance “A vida invisível de Euridice Gusmão”, de Martha Batalha, e acabou ganhando o prêmio de melhor filme na Mostra Um certo Olhar em Cannes 2019. Logo de cara me foi impossível não associar ao filme de Spielberg, “A cor púrpura”. Ambos os filmes tem muitos pontos em comum: são filmes epistolares (narrados em off por uma das protagonistas através da escrita de cartas), tem duas irmãs que são separadas por um homem brutal, mostram uma sociedade matriarcal onde a mulher só serve para parir e fazer atividades domésticas e servir de objeto sexual para seus maridos, é claro, todos os personagens masculinos são castradores, machistas e ridicularizados. Em comum também, o fato de serem romances escritos por mulheres mas dirigidos por homens. Mas isso não é nenhuma crítica. Tanto Spielberg quando Karin possuem sensibilidade o suficiente para trazer delicadeza e humanidade aos filmes. Com um trabalho técnico excepcional de fotografia e trilha sonora, “A vida invisível” também conta com um belo elenco que alterna novos talentos, como Júlia Stockler e Carol Duarte, com veteranos como Fernanda Montenegro, Cristina Pereira e um divertido Gregório Duvivier, que vive o marido machista e pateta de Euridice (Carol Duarte), com direito a um Close em seu pênis ereto na noite de núpcias. Em 1950, Euridice e Guida (Stokler) são duas irmãs inseparáveis, filhas de um pai português macaísta e conservador. A mãe delas é uma portuguesa servil ao marido e que nada faz pra defender suas filhas. Quando Guida conhece um marujo grego, ela foge com ele. Nesse meio tempo, Euridice se casa e seu sonho de se tornar pianista vai embora. Quando Guida volta, graúda e desencantada, é expulsa pelo pai que não aceita de volta. Sem saber do paradeiro uma da outra, as irmãs lutam para se reencontrarem. Com ritmo lento mas contemplativo, o filme faz um relato cruel da sociedade patriarcal brasileira dos anos 50, onde a mulher não tinha voz. Todas as mulheres no filme sofrem e todos os homens são uns crápulas. Karin em depoimento disse que o filme é anti/machista. Faz sentido. Para os espectadores que vão assistir ao filme para assistir Fernanda Montenegro, saibam que serão muito bem recompensados com uma das cenas mais lindas já protagonizadas por ela. Um filme melancólico, que fala muito sobre uma sociedade dos anos 50 e que ainda repercute nos dias de hoje de forma velada.  


O Traidor (2019)

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História do mafioso Tommaso Buscetta, recortada a partir do momento em que tem parte de sua família e amigos assassinados e começa a entregar os chefões ao juiz Giovanni Falcone, traindo um código de honra da Cosa Nostra, o da lei do silêncio.


O Menino que Queria Ser Rei (2019)

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Alex (Louis Serkis) é um garoto que enfrenta problemas no colégio, por sempre defender o amigo Bedders (Dean Chaumoo) dos valentões Lance (Tom Taylor) e Kaye (Rhianna Dorris). Um dia, ao fugir da dupla, ele se esconde em um canteiro de obras abandonado. Lá encontra uma espada encravada em uma pedra, da qual retira com grande facilidade. O que Alex não sabia era que a espada era a lendária Excalibur e que, como seu novo portador, precisa agora enfrentar a meia-irmã do rei Arthur, Morgana (Rebecca Ferguson), que está prestes a retomar seu poder. Para tanto, ele conta com a ajuda do mago Merlin (Angus Imrie), transformado em uma versão bem mais jovem.


The Old Guard - Filme 2020 - AdoroCinema

The old guard (2020)

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Filme de ação e Aventura, lançada pela Netflix, baseada em graphic novel de Greg Rucka, também autor do roteiro. Muita gente tá falando mal do filme, mas como não tenho referência dos quadrinhos, confesso que adorei. Charlize Theron é das melhores bad ass girl que tem atualmente no cinema, e sua persona de “Furiosa”, celebrizada em “Mad Max”, já deu crias: Ätômica” e agora esse “The old guard”, que certamente terá continuação. O elenco é formado por um elenco globalizado mega bombado: o belga Matthias Schoenaerts (de “Ferrugem e ossos”), o italiano Luca Marinelli (de “Martin Eden”), o holandês Marwan Kenzari (o Jafar de “Aladim”), KiKi Layne (de “Se a rua Beale falasse”), Chiwetel Ejiofor (de “12 anos de escravidão”) e Harry Melling (de “Harry Potter”), no papel do vilão Merreck. Os 5 primeiros fazem parte de um grupo de mercenários imortais, tipo Highlanders. Nos dias de hoje, eles são contratados por um ex-agente da CIA, mas tudo não passa de uma emboscada para comprovar que eles são imortais. Dirigido com bastante competência pela cineasta Gina Prince -Bythewood, do belo drama “A vida secreta das abelhas”, “The old guard” não inova no gênero, mas também não faz feio. É um ótimo passatempo, pipocão, repleto de inclusão na equipe, elenco e personagens, além de trazer uma sub-trama lésbica.


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BACURAU (2019)

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Escrito e dirigido por Kleber Mendonça e Juliano Dornelles, “Bacurau” faturou no Festival de Cannes 2019 o cobiçado Grande Prêmio do Juri, que equivale a um 2º lugar. O filme pode ser visto como uma parábola sobre os homens de bem e os homens do mal, personificados em: do lado dos mocinhos pelos quais o espectador irá torcer, estão assassinos, prostitutas, lésbicas, trans, negros, idosos, crianças, cordelistas, nordestinos, pobres (faltaram os orientais e índios nesse microcosmo do Brasil, mas tudo bem, entendemos o recado). Na parcela dos malvados, temos os políticos brasileiros, os brasileiros corruptos e os “gringos”, que no melhor estilo “O Albergue”, só querem se divertir matando a população do terceiro mundo, representado na cidade de Bacurau, que fica a Oeste de Pernambuco. Em Bacurau, todos são felizes e vivem em harmonia, que é quebrada com a chegada do político e dos gringos. A partir daí, o filme pega o melhor estilo Sergio Leone de ser, aliado à trasheira B dos filmes italianos Gore de Dario Argento. É sangue, é víscera, é tudo aquilo que a onda vintage dos anos 80 está retornando com força total nas produções de cinema e tv de hoje. Música eletrônica de sintetizadores, fotografia suja, e ode aos filmes de ficção científica de Ed Wood, o drone tem formato daqueles discos voadores de pratos pendurados em cordinhas de nylon. Assim como “Aquarius” e “o Som ao redor”, é impossível não associar o filme ao momento político brasileiro. Crítica feroz, aqui representada na violência extremada que faz o público urrar, resgatando o instinto de proteção que todos temos dentro de nós. Não se pode julgar alguém quando este está para proteger os seus entes queridos. O Destaque no entanto, vai para o elenco brasileiro, em uníssono, fabuloso. Os atores estrangeiros, como estão sob o signo da caricatura, fica mais difícil avaliar.


OS MORTOS NÃO MORREM (The Dead Don't Die, 2019)

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“I could get actors that I love, little groups of them, and get them stuck in various places while outside, all of these creatures are just trying to break in and eat them. And then between the attacks of the zombies, there would be all this space for stupid, stupid conversations”. Foi assim que surgiu “Os Mortos Não Morrem”, segundo o próprio diretor-roteirista Jim Jarmusch em entrevista à Rolling Stone, o que imediatamente respondeu a duas perguntas que martelavam meu cérebro após ver o filme: por que um diretor culti-culti como Jarmusch foi se inventar de fazer um filme de zumbis, e por que o resultado é uma calamidade tão gigantesca. “Os Mortos Não Morrem” soa como se alguém tivesse acabado de ver os velhos filmes do George Romero, se encantado com a crítica social inteligente destas obras e tentado fazer o seu próprio tributo ao mestre... mas com meio século de atraso! Ele não apenas soa datado, também é redundante e repetitivo. Não há uma única ideia diferente que o destaque da caralhada de outros filmes sobre mortos-vivos feitos desde então, e mesmo a crítica social, esfregada sem nenhuma sutileza na cara do espectador (tipo zumbis carregando smartphones e guturalmente pedindo por wi-fi), faz qualquer sentido, considerando que é coisa que já se viu antes e melhor - toda essa parada de “o capitalismo e o consumismo nos transformaram em mortos-vivos”, e bla-bla-bla. Um diferencial, talvez, seja o elenco de astros e estrelas tentando sobreviver (e nem sempre conseguindo) aos ataques dos mortos, incluindo Bill Murray, Adam Driver, Chloë Sevigny, Tilda Swinton, Iggy Pop e outros de maior ou menor calibre. Mas seus personagens são tão irritantes que tornam o filme um autêntico martírio. É como se os vivos de Jarmusch estivessem mais mortos que os zumbis, e tenho certeza de que isso faz parte da brincadeira, mas não achei graça nenhuma. Para completar a catástrofe, o filme tem um senso de humor infantil que investe na repetição para tentar fazer graça. A música-tema toca o tempo inteiro, e os personagens estão conscientes de que é a música-tema do filme; a mesma cena de policiais entrando num restaurante, olhando cadáveres destroçados e concluindo que aquilo foi feito por “um ou muitos animais selvagens” é repetida três vezes, e daí pra pior. Lá pelas tantas, o personagem de Adam Driver empresta a chave do carro para alguém e seu chaveiro é do Star Wars - a franquia onde o próprio Driver interpreta Kylo Ren. E sim, este é o nível do humor de Jarmusch, que certamente já viu dias melhores! Talvez o verdadeiro morto-vivo em “Os Mortos Não Morrem” seja o próprio filme: a narrativa se arrasta tipo os zumbis do Romero, tudo soa velho e apodrecido, e alimentar-se dos vivos - ou, no caso em questão, retroalimentar-se de elementos que já estão por aí na estrada há meio século - é a única maneira de seguir, cambaleante, em frente. Pena que não tem como dar um tiro na cabeça do filme e poupá-lo de seu sofrimento...


Nós (2019)

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 Desde que surgiu para o grande público com "Corra!", Jordan Peele tem sido comparado a um novo Shayamalan, um Diretor que veio para provocar sensações em sua platéia, com seus filmes repletos de viradas na trama, os famosos "Plot twists". Com "Nós", não podia ser diferente. E muito não pode ser contado, para não estragar a trama. Cada detalhe é fundamental, nessa mistura de terror (tenso!), de ficção cientifica e paranóias bem ao estilo do seriado "Além da imaginação", que aliás, Peele foi convidado para dirigir a nova versão para o cinema. "US"( que pode ser lido, além da tradução NÓS, como United States, (Estados Unidos) conta a história da família de Adelaide (Lupita Nyong'o), que vai passar um final de semana em uma praia da Califórnia, chamada Santa cruz. Seu marido Gabe e seus dois filhos adolescentes: a menina Kitty e o menor Josh. Há cerca de 30 anos atrás, a própria Adelaide costumava frequentar essa praia com sua família, mas um evento que aconteceu com ela na praia a deixou em processo de surto. Nos dias de hoje, ela se recusa a ir para a mesma praia, mas como a família insiste, ela consente. A família se diverte, mas logo, um fato estranho ocorre: uma outra família surge de noite para ameaçá-los. Para o espanto de todos, a família é uma cópia deles, e tem a intenção de matá-los! Com uma Direção brilhante, que remete ao estilo narrativo de Stanley Kubrick, o cineasta e roteirista Jordan Peele faz novamente uma metáfora das minorias na América de Trump. A família de Adelaide é a única família negra na região, quase em sua totalidade de brancos. Toda a ameaça aparece como um espelhamento do medo que todos sentem nos dias loucos em que vivemos, onde o neo nazismo, conservadorismo, homofobia cresce a olhos vistos. E é essa alegoria de preconceitos que deseja assumir corpos e mentes de todos nós, uma verdadeira lavagem cerebral. Mas quem não quiser racionalizar demais, pode assistir ao filme meramente como um filme de suspense: o desfecho é bem explicadinho. Lupita está um absurdo em papel duplo, um presente para qualquer Atriz.


MAGNATAS DO CRIME (The Gentlemen, 2019)

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O que dizer de Guy Ritchie? Em 1998 vi seu primeiro longa, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”. Era um sub-Tarantino, uma variação de “Pulp Fiction” como tantas outras, mas até achei divertidinho. Dois anos depois, em 2000, vi seu segundo filme, “Snatch – Porcos e Diamantes”, que era basicamente a mesma coisa que o outro: bandidos bobos com nomes engraçados falando mais rápido do que o cérebro humano consegue processar, duzentas reviravoltas por segundo, violência “divertida”, trilha sonora esperta e edição modernex, cheia de cortes rápidos e com narrativa fora de ordem cronológica. Pra mim era o bastante, e resolvi que já tinha perdido tempo demais com o cineasta inglês. Corta para vinte anos no futuro, e depois de aventurar-se com Sherlock Holmes, Madonna, o Agente da U.N.C.L.E. e até com o Rei Arthur, Guy Ritchie tem um novo filme sobre o submundo do crime, “The Gentlemen”, que parece animador. Resolvo interromper meu jejum; afinal, em 20 anos o cara já deve estar fazendo algo diferente, não é mesmo? Pois bem, e isso não é spoiler: não, Guy Ritchie continua fazendo o mesmíssimo filme! A trama simplória, sobre um traficante norte-americano que vive em Londres e tenta vender suas lucrativas plantações de maconha, é narrada fora de ordem, está repleta de bandidos bobos com nomes engraçados (como Big Dave e Dry Eye; este último um oriental, claro), falando mais rápido do que o cérebro humano consegue processar, duzentas reviravoltas por segundo, violência “divertida”, trilha sonora esperta (onde rola até “That's Entertainment”, do The Jam) e aquela edição modernex que já cheira a naftalina, com cortes rápidos e toda sorte de brincadeiras narrativas, incluindo cenas repetidas por dois pontos de vista. Enquanto o Tarantino, que popularizou muitas dessas coisas lá atrás, soube se reinventar, e lapidar seu estilo para não ficar tão repetitivo, Ritchie continua chutando pra torcida, ou, neste caso, para seus poucos fãs (se é que ainda restou algum). Nem acho que “The Gentlemen” é um filme ruim; mas é que parece tão datado, tão “anos 1990”, que fica aquela velha sensação de se estar ouvindo a mesma piada pela décima vez – ela pode até ser bem contada, e ainda nos fazer rir ao final, só que já ouvimos antes (e, no caso em questão, a piada repetida ainda dura duas horas!). Para quem tiver paciência, e não se importar em rever “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” refeito pela enésima vez, há alguns momentos bem divertidos envolvendo Matthew McConaughey, Hugh Grant (o “narrador” que NUNCA cala a boca) e até o sumido Colin Farrell. Certa visão ferina sobre o mundo do cinema hollywoodiano (o personagem de Hugh Grant está contando a história do filme como se fosse um roteiro que escreveu) também diverte, e revela certa mágoa de Ritchie com o sistema que lhe deu fama e fortuna. Seja como for, duvido que verei qualquer outra coisa do diretor pelos próximos vinte anos – e duvido que ele faça algo diferente pelos próximos vinte anos.


IT 2 - Filme 2019 - AdoroCinema

It - Capítulo 2 (2019)

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Todo mundo já sabe que a garotada do filme anterior, ambientada em 1989, já cresceu e agora precisam retornar à cidade de Derry, 27 anos depois, para acabar de vez com It, que retornou para apavorar geral as novas crianças e o Clube dos Otários. A expectativa sobre esse filme era gigantesca, principalmente por conta dos atores adultos que iriam interpretar os geniais atores jovens do filme anterior. Como os produtores não são bobos nem nada, e sabem do carisma do elenco jovem, criaram um roteiro onde os dois tempos, e consequentemente os 2 elencos, estão presentes. Todos fazem bonito, com destaque para Bill Hader e James Ransone, nos papéis de Richie e Eddie, que possuem as cenas mais emotivas, daquelas de fazer chorar. A eles, se juntam Jessica Chainstain (Beverly), James McAvoy (Bill), Isaiah Mustafa (Mike), Jay Ryan (Ben) e Andy Bean (Stanley). O filme tem cenas primorosas, como a do parque de diversões na sala dos espelhos, a da aranha que homenageia "O enigma do outro mundo" e a linda cena do banho de rio. Como no anterior, o filme, além de terror, investe bastante no drama e no melodrama. Muita gente anda criticando o filme, esperando mais sangue, mais violência, um filme com menos duração (são quase 3 horas de filme). Sim, o filme é longo e sim, poderia ter meia hora a menos, principalmente quando reaparece um personagem do filme anterior que quer vingança. E Bill Skarsgård, como Pennywise, é simplesmente arrasador!


Velvet Buzzsaw (2019)

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Primeiro, um curador de galeria confunde sacos de lixo no ateliê de um artista famoso com uma obra de arte; depois, uma sangrenta cena de assassinato numa exposição é admirada por centenas de visitantes como se fosse uma instalação artística, até alguém finalmente descobrir, muitas horas depois, que o sangue e o cadáver são de verdade! Estes são alguns dos momentos mais interessantes desta outra “produção original Netflix”, cujo título é completamente gratuito e mencionado em dois segundos na história. O diretor-roteirista Dan Gilroy lança um olhar crítico e satírico sobre o mundo da arte como já havia feito com o universo da mídia sensacionalista no seu longa de estreia, “O Abutre” (que é bem melhor). Artistas, críticos, coletivos de arte e donos de galerias, ninguém se salva: são todos representados como pessoas arrogantes, interesseiras ou idiotas - às vezes as três coisas. Infelizmente, “Velvet Buzzsaw” também é um filme de terror, e é aí que a coisa complica. Conta a história de uma assistente de galeria de arte que encontra centenas de pinturas no apartamento de um vizinho desconhecido que acabou de morrer, e resolve explorá-las financeiramente. As imagens bizarras se tornam um sucesso instantâneo, mas existe um mistério terrível por trás do artista anônimo e suas pinturas começam a provocar mortes entre os envolvidos com a compra e venda dos quadros. Nada que já não se tenha visto antes e melhor, com efeitos digitais que nem sempre funcionam (quase nunca, na verdade), trilha sonora explodindo na hora do susto e nenhum grande momento realmente assustador ou memorável. O resultado não é ruim, e consegue manter o interesse do espectador principalmente durante a investigação sobre o passado do misterioso artista. Mas é um terrorzinho bem genérico, que acaba funcionando muito melhor enquanto enfoca os 'interésses', rivalidades e fogueiras de vaidades no mundo da arte e dos artistas. Já o elenco está formidável, com atuações exageradas e bem divertidas de Jake Gyllenhaal, Rene Russo, uma quase irreconhecível Toni Collette e até John Malkovich. Ninguém, além do diretor, parece estar levando a coisa muito a sério. Então talvez o resultado fosse muito melhor se o filme ficasse no terreno da comédia de humor negro, sem os (risíveis) toques sobrenaturais que provocam mais estranhamento do que medo ou repulsa.


No Coração do Mundo (2019)

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Direção: Gabriel Martins/Maurílio Martins

A mais nova produção do Coletivo mineiro “Filmes de plástico”, que já recebeu uma centena de prêmios em Festivais mundo afora, além de terem filmes exibidos nos prestigiados Festivais de Cannes e Rotterdam, prima pela qualidade em todas as categorias. Mais uma vez, o Coletivo apresenta o cotidiano sofrido e pesado de moradores da periferia de Belo Horizonte, mais precisamente, na comunidade de Contagem. Essas figuras anônimas suam a camisa para conseguir sustentar suas casas e familiares: são motoristas e trocadores de ônibus, cabeleireiras, traficantes, motoristas de Uber, vendedores de desinfetante, lojistas. Até que um desses personagens resolve assaltar uma residência, e para isso, conta com a ajuda de um casal de amigos. O roteiro já vimos em centenas de outras produções, e de certa forma, nos filmes dos irmãos Coen, especialistas em protagonistas loosers. Mas no filme dos sócios e roteiristas Gabriel e Maurilio Martins, o olhar sobre os personagens não é nada apaixonado: happy end só existe no cinema. Na vida real, que o filme faz questão de retratar, a dificuldade é extrema. O filme traz um olhar documental sobre o dia a dia dessa comunidade. São muitos os personagens, mas as atenções são voltadas para 3: Ana e Selma, o casal apaixonado e batalhador, e Selma. Todos os 3 buscam “O coração do mundo”: um lugar idílico, para onde querem fugir e sair dessa periferia. Grace Passô, que interpreta Selma, já é habitueé de Festivais e todo cinéfilo já conhece. O seu personagem parece até uma extensão da que ela interpretava em ‘Temporada”, também do Coletivo. Mas é Leo Pyrata, Kelly Crifer, Barbara Colen Robert Frank e mais uma dezena de atores com nomes curiosos? Todos são mineiros, e possuem um talento formidável. O filme mescla atores profissionais com não-atores. Entre as participações especiais, tem a de Karine Teles e Romulo Braga. Karine alíás, protagoniza uma das cenas mais divertidas do filme, a do prólogo, que tem como música de fundo “Love by Grace”, um clássico pop romântico de novela da Globo. O filme privilegia planos-sequências muito bem armados, em especial, o da cena de Grace Passô na escola, sendo enquadrada por uma filmadora. 


Polar (2019)

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A sinopse desta “produção original Netflix” me fez imaginar que se tratava de um thriller policial sério: a história de um envelhecido assassino profissional que, às vésperas da aposentadoria, é caçado pelos colegas mais jovens da própria organização, simplesmente porque é muito perigoso para continuar vivo. Mas “Polar” passa longe de qualquer seriedade desde a primeira cena, que já impõe o tom caricatural, exagerado e farsesco que dominará o restante do filme. Edição videoclipeira, com cortes rápidos e múltiplas telas divididas; nomes dos personagens aparecendo grafados na tela; matadores e bandidos bem-humorados que conversam sobre assuntos mundanos; violência explícita, mas engraçadinha... Enfim, é como se o diretor tivesse entrado em coma lá pela metade dos anos 1990, após o sucesso de “Pulp Fiction” e a proliferação de todos os imitadores ruins de Tarantino, e despertasse somente agora para fazer “Polar” - porém acreditando piamente que todas estas afetações ainda estão na moda. Sem exagero: tem uns momentos em que o excesso de “estilo” incomoda; uma sensação de 'déjà vu', de que o filme está uns 20 anos atrasado, permeia a produção. Passado este estranhamento com a estética e a narrativa demodê, até que o filme é razoavelmente divertido, embora muito mais longo do que deveria (uma praga do cinema moderno). A trama lembra um cruzamento de “RED - Aposentados e Perigosos” com “John Wick”. Inclusive o personagem de Mads Mikkelsen parece um John Wick da terceira idade - não sei se foi intencional, mas Mikkelsen está visualmente parecido com o Keanu Reeves na sua série de ação, com o mesmo corte de cabelo, os mesmos ternos pretos, etc. “Polar” apela constantemente para a comédia, mas o senso de humor não é para todos os gostos (vide a cena com um gordão sendo metralhado). E a objetificação das mulheres - que aparecem sempre peladas, com shortinhos atolados na bunda ou transando em todas as posições do Kama Sutra - incomoda até um cara que cresceu vendo pornochanchadas. Aí você pesquisa e descobre que o diretor Jonas Åkerlund passou os últimos trinta anos fazendo videoclipes, alguns premiadíssimos e populares (para Madonna, Beyoncé, U2, Iggy Pop e quase todo mundo que já foi conhecido no mundo da música), o que de certa forma explica o clima moderninho e afetado do filme. Já o roteiro é baseado numa HQ, justificando também o tom caricatural dos personagens e situações. Por conta de tudo isso, eu não sei se indicaria “Polar” a não ser pelos motivos errados, sendo o principal deles a curiosidade de ver um produto audiovisual tão novo e ao mesmo tempo tão datado. Um envelhecido Richard Dreyfuss e um sem-noção Johnny Knoxville fazem pontas que ressaltam o clima de porra-louquice do longa - que, se tivesse sido lançado nos anos 1990, provavelmente seria o novo queridinho dos fãs de Tarantino, Rodriguez, Guy Ritchie e todas aquelas maluquices que pareciam tão novas e originais vinte anos atrás...


Socorro, virei uma Garota! (2019)

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 Muito provavelmente, 100% das críticas ao filme deverão mencionar a comédia blockbuster “Se eu fosse você” como uma grande referência, e é verdade. Tem a primeira cena no espelho, semelhante ao que Tony Ramos se olhava no espelho e vice versa com Gloria Pires. Tem a cena da depilação. Lá pelo terço final do filme, tem um plot twist idêntica ao do filme “A morte te dá parabéns 2”: mas não se pode dizer que o roteirista Paulo Cursino tenha pego emprestada a idéia do filme, porquê o terror teen foi lançado em 2019, ou seja, muito depois do filme brasileiro estar pronto. Coincidência, como muitos exemplos que já ocorreram em outros filmes. ‘Socorro, virei uma Garota” é uma simpática comédia romântica fantasiosa. Com um time de ótimos jovens atores, o filme tem carisma o suficiente para seduzir o espectador, alternando momentos de humor, drama e romance. Thati Lopes e Victor Lamoglia são aquele talento que todo mundo já espera, vide o grande sucesso de ambos em plataformas de youtube. A surpresa vem do elenco coadjuvante, muitas vezes roubando as cenas: Leo Bahia (Cabeça), impagável como o amigo nerd; Lipy Adler, divertido como o playboy bobão; Lua Blanco como a irmã lésbica de Cabeça e os adultos Nelson Freitas e Vanessa Gerbelli: Nelson tem um momento revelação do personagem que bota todo mundo para gargalhar, e Vanessa garante os momentos mais delicados do filme. Victor Lamoglia interpreta Júlio, um nerd que tem dificuldade de relacionamento com seu pai e seu irmão sarados de academia. Júlio tem paixão platônica por Milena, mas o acaso de uma chuva de meteoro, advindo de um céu estrelado (referência ao filme “A culpa é das estrelas”, citado várias vezes no filme), faz Jülio fazer um pedido que é atendido: ele vira uma garota, Júlia (Thati Lopes). Júlio entendeu que fez o pedido de forma errada e agora precisa reverter a situação. O melhor do filme, é trazer para o universo juvenil, e dentro de uma comédia adolescente, o complexo tema da aceitação do Gênero sexual: lésbicas, gays precisam ser aceitos pela sociedade conservadora. E isso o filme consegue, de forma leve e divertida.


DOOM: ANNIHILIATION (2019)

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Não quero parecer nenhum velhinho sábio estilo Sr. Myagi, mas quando comecei a jogar “Doom” a internet ainda era mato, o jogo vinha em CINCO disquetes daqueles grandões e você tinha que ficar instalando e desinstalando ele ou o Windows 3.0, porque os HDs dos computadores da época não tinham espaço para as duas coisas (nem se sonhava com GIGAS de armazenamento naquele tempo). Estamos falando da primeira metade dos anos 1990, quando “Doom” virou febre como um dos pioneiros no estilo 3D shooter - aquele tipo de jogo em que você enxerga a ação pela visão em primeira pessoa. E eu fiquei literalmente viciado no negócio, de decorar a localização de cada inimigo e de cada passagem secreta. Talvez por isso minha decepção com a primeira adaptação do jogo para o cinema em “Doom - A Porta do Inferno” (2005), e minha simpatia pela sua nova encarnação fílmica, um reboot produzido a toque de caixa direto para DVD (ou será que agora é direto para streaming?) chamado “Doom: Annihilation”. Se o filme anterior tinha cara de superprodução e até astros (The Rock, lembram?), este aqui é uma tralha visivelmente B ou C, sem atores conhecidos, sem muita grana (o que fica notório principalmente nos efeitos digitais), e numa escala bem menor. Mas que se dane, ficou muito mais parecido com o jogo em que se baseia, e me trouxe boas memórias daqueles anos todos em que EU percorri corredores repletos de demônios armado com espingardas e serras elétricas. “Doom: Annihilation” foi escrito e dirigido por um tal de Tony Giglio, que também deve ter jogado muitas horas de “Doom”. O resultado passa longe do brilhantismo e parece um fan film, feito por e para fãs, que deu a sorte de cair nas mãos de um grande estúdio. Podia ter uns bons 20 minutos a menos e uns bons milhões de verdinhas a mais, mas me lembrou do porquê eu gostava tanto do jogo. A história, ao contrário da adaptação de 2005, é bem fiel ao game: mostra cientistas abrindo um portal para o Inferno enquanto trabalham com experimentos de teletransporte numa base científica em Marte. Um grupo de marines é enviado para averiguar e vira presa fácil dos demônios que infestam o local. O jogo já começava com todo o pelotão exterminado e você tendo que controlar o único sobrevivente pelos corredores repletos de inimigos. O filme, infelizmente, perde tempo apresentando todos esses personagens que vão morrer, até que sobra apenas a protagonista, batizada Joan Dark (argh!). Podiam muito bem ter matado todo mundo nos primeiros 15 minutos e fazer da jornada solitária da marine sobrevivente o próprio filme, como acontecia no jogo. Podiam até ter feito isso em primeira pessoa, ora bolas (a cena em primeira pessoa do filme de 2005 era a única coisa que prestava ali). Mas, como já escrevi, Giglio deve ter jogado bastante “Doom” na vida e fez o filme para outros apaixonados. O design das roupas dos marines e das armas é idêntico, dos demônios também. Os cenários são bem parecidos com aqueles corredores escuros que víamos tão pixelados na tela do nosso PC nos anos 1990. O visor do capacete usado pelos protagonistas às vezes abre um mapa da estação espacial, como acontecia no jogo quando você teclava TAB. E além das armas (incluindo a famosa BFG-9000), também foram utilizadas as chaves coloridas que abrem determinadas portas. Infelizmente, o filme não consegue criar a mesma tensão e senso de urgência do jogo. Aquela coisa de “Vou virar esse corredor escuro e dar de cara com um puta demônio assustador!”. Aquela coisa de “Cadê a maldita chave que preciso para abrir essa porta AGORA?”. E, claro, VOCÊ NÃO PODE JOGAR, então equivale a ficar assistindo seus irmãos ou amigos jogando, sem poder participar da coisa. Pelo menos há muito mais violência que na versão de 2005, e dá uma bela dica de como o jogo “Doom”, mesmo passando longe de ser Shakespeare, ainda pode render um filme bem decente em mãos mais habilidosas. Mas só recomendo para quem gosta de ficção científica/ação/horror classe B, e tem saudade daqueles filmes vagabundos direct-to-video dos anos 1990, em que tudo parecia de plástico. Para todo o resto da humanidade, “Doom: Annihilation” parecerá apenas a bomba que provavelmente é.

 


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El Camino: Um Filme de Breaking Bad (2019)

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Após fugir do cativeiro, onde foi mantido quando sequestrado, dramaticamente, Jesse Pinkman (Aaron Paul) inicia uma jornada em busca da própria liberdade, mas antes precisa se reconciliar com o passado para, só então, ter seu futuro garantido. 


Instinto Predador (2019)

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Todo mundo já sabe, mas recordar é viver: era uma vez um sujeito malucão chamado Nicolas Cage, que encasquetou de virar ator e ficou conhecido pela sua excentricidade tanto dentro quanto fora do set, mas pelo menos tentava dar uma segurada quando o diretor gritava “Ação!”. Só que esses tempos de “Despedida em Las Vegas” e “Coração Selvagem” há muito já passaram, e hoje o astro (ex-astro?) já nem se esforça mais. Primeiro, topa qualquer coisa - de aventura de época a filme evangélico -; depois, assumiu um bizarro estilo de interpretação do tipo “quanto mais descontrolado, melhor”, pois assim ele pode continuar virando meme e ficar eternizado pelo menos nas redes sociais, já que nas bilheterias não está rolando. “Primal” é um desses trabalhos que Cage pegou menos pelos méritos artísticos da coisa, mais para pagar o aluguel e poder tocar o terror na frente da câmera. Ele interpreta (do seu jeito característico, óbvio) Frank Walsh, um caçador ilegal que se sustenta vendendo animais raros no mercado negro. Na cena inicial, que dá o tom do restante do filme pela gritaria e tosquice, o protagonista sua a camisa para pegar um enorme jaguar em plena Floresta Amazônica! Aí ele dá o azar de embarcar no mesmo navio onde está sendo transportado um assassino perigosíssimo. Que, claro, lá pelas tantas foge da cela, solta todos os animais transportados (inclusive o felino faminto) e começa uma competição para ver quem mata mais o elenco humano, ele ou a bicharada. E agora, quem poderá nos defender, ainda mais diante de soldados das Forças Especiais que parecem criancinhas assustadas que nunca dispararam um tiro na vida? Um descontrolado Nicolas Cage, claro - e qualquer semelhança com “Con Air” NÃO deve ser mera coincidência! “Primal” é uma aventura sem-vergonha e ridícula, que diverte pelos motivos errados e que teria interesse zero sem o astro malucão no elenco. Lembra bastante um filme B dos anos 1990 chamado “Tentáculos”, que também se passava num barco, onde o elenco humano era destroçado por um monstro marinho em CGI (coincidentemente, os dois títulos trazem Famke Janssen no elenco). A pegada aqui é mais ou menos a mesma: tem que ter nascido ontem para não adivinhar de cara quem morre e quem vive. Os animais produzidos por computação gráfica são horríveis, mas felizmente eles são a ameaça secundária; o verdadeiro foco do filme é o jogo de gato e rato entre Frank e o assassino psicopata, turbinado pela presença de serpentes venenosas e outras criaturas perigosas em liberdade. Mas tudo bem despretensioso, besta até; aquele tipo de filme feito sob medida para o Domingo Maior, que desaparece da mente em minutos, mesmo com as excentricidades e gritarias de Nicolas Cage. Para públicos específicos, mas acredito que melhore bastante se visto sob efeito de álcool/drogas. 


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HOMEM-ARANHA – LONGE DE CASA (Spider-Man: Far from Home, 2019)

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Ultimamente, o pessoal do Marvel Studios vem demonstrando um curioso talento para fazer ótimas aventuras de estreia de seus heróis somente para estragar tudo nas sequências. Foi assim com a continuação de “Homem-Formiga”, e a bola da vez é o Homem-Aranha. Após o simpático e divertidíssimo “Homem-Aranha – De Volta ao Lar”, que não deixava nenhuma saudade dos filmes do Sam Raimi, o mesmo diretor Jon Watts descarta tudo que havia funcionado no anterior ao fazer esta sequência, “Longe de Casa”. E isso que o argumento era promissor: o jovem Peter Parker e seus colegas partem numa viagem escolar à Europa, onde o rapaz precisa lidar, ao mesmo tempo, com múltiplas tentativas frustradas de confessar seu amor pela colega MJ e com a aparição frequente de misteriosos monstros gigantes vindos de outra dimensão. Se no filme anterior as doses de aventura, comédia e comédia romântica funcionavam e pareciam bem dosadas, isso acontecia porque Parker/Homem-Aranha lidava com desafios do seu tamanho - problemas na escola, problemas em casa, problemas financeiros e um vilão HUMANO. Por isso soa estranho rever o mirrado herói enfrentando monstros com dez vezes o seu tamanho e muito mais poderosos do que ele - uma ameaça digna do time completo dos Vingadores. Claro que há uma reviravolta lá pela metade para justificar que tudo não passou de um plano diabólico do vilão da vez, o Mysterio de Jake Gyllenhaal, aqui em uma versão mais realista que estraga o clássico arquiinimigo dos quadrinhos (tipo fizeram com o Mandarim em “Homem de Ferro 3”). O pior é que a suposta explicação dos poderes do vilão torna o filme todo ainda mais ridículo, porque seus efeitos de “ilusionismo” jamais funcionariam naquela escala. Em meio ao festival de efeitos e destruição pela Europa, Watts desperdiça o que havia de mais interessante no filme anterior: os dilemas adolescentes do jovem Peter Parker e seu relacionamento com MJ, com o amigo gordinho Ned e demais colegas. A Tia May de Marisa Tomei, coitadinha, quase que foi apagada da trama, a locação na Europa é completamente desperdiçada, e o roteiro parece insistir em transformar o herói numa espécie de “Homem de Ferro Júnior” – tanto seu uniforme quanto seus poderes estão cada vez menos parecidos com o Aranha dos gibis e mais semelhantes aos de Tony Stark. Talvez a ordem fosse justamente fazer um filme mais leve e mais bobo para entreter os fãs da Marvel após a cacetada que foi “Avengers – Endgame”, mas não me convenceu. Ainda há alguns momentos pontuais e piadinhas que salvam o filme da total perda de tempo, e de ser tão ruim quanto “Homem-Formiga e a Vespa”; Tom Holland parece ter nascido para o papel, intercalando inocência e trapalhadas com bravura quando necessário; e uma aparição-surpresa no final, que cria um link inusitado entre este novo Aranha e a série dirigida pelo Sam Raimi, deixa as portas escancaradas para uma sequência, com um gancho muito bem bolado. Quiçá os realizadores reavaliem as prioridades e coloquem o personagem de volta nos trilhos até lá.


Brinquedo Assassino (2019)

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Dirigido pelo cineasta norueguês Lars Klevberg, que dirigiu o excelente curta de terror “Polaroid”, depois transformado em um fraco longa chamado “Morte instantânea”. Esqueçam o vodu e o espírito do serial killer que invadiu o corpo do boneco Chucky nos filmes anteriores. Chucky agora cria vida por conta de um funcionário de uma fábrica que produz a série de bonecos super inteligentes e high tech "Buddi”. O funcionário, um vietnamita, é demitido e como vingança, sabota os comandos do boneco, tornando-o violento. O boneco acaba nas mãos de Andy, um menino que mora com sua mãe solteira, Karen. Ela trabalha em uma loja de brinquedos e decide dar o boneco para Andy. Logo Chucky e Andy tornam-se amigos. Mas Chucky leva o termo “amizade” muito a sério, e assim, começa a eliminar todo mundo que interfere na relação dos dois. Esse remake ignora totalmente os filmes anteriores. O boneco aqui não tem a ironia nem o humor negro dos outros filmes. Aqui ele é dublado por Mark Hamill!!!!!!, isso mesmo, o Luke Skywalker de ‘Star Wars”. Mas o filme investe em uma dramaturgia mais atual e que faz sucesso com a garotada: Andy agora não age sozinho. Assim como em “Stranger things” e “It”, ele agora tem uma turma. Claro que todos têm problemas com seus pais. E claro que todos são nerds. A violência aqui também é bastante explorada, em cenas bem explícitas, onde rolam cortador de grama, serra elétrica e claro, facas e mais facas. Existe também um elemento bem ‘Black mirror” no filme, já que Chucky é produto da tecnologia e ainda vem com um aplicativo para baixar no celular. Os atores jovens são todos ótimos, e como não poderiam deixar de ser, são um microcosmo do bullying: o gordinho, o negro e a menina independente. Algumas cenas são bem divertidas e assustadoras, como a do amante da mãe de Andy e a da loja no final.


ENTRE FACAS E SEGREDOS (Knives Out, 2019)

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Depois de sofrer backlash por nerds virjões por causa do “polêmico” (ironia) “Star Wars – Os Últimos Jedi”, o diretor Rian Johnson poderia ter se deixado abatar pela fama de “maldito” e viver a chorar as pitangas pelos cantos. Mas resolveu mandar recado dirigindo e escrevendo este “Knives Out”, uma delícia de filme feito especialmente para quem cresceu lendo Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle (ambos citados abertamente na trama). Foi um inesperado sucesso que, ironicamente, acabou mais badalado do que o “Star Wars” seguinte (o frustrante “A Ascensão Skywalker”), e ganhou até indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, mandando um belo “Chupa!” para os chorões que reclamavam que ele tinha estragado “Star Wars”. “Knives Out” é um 'whodunit', aquele tipo de mistério onde alguém investiga um assassinato e tenta descobrir o criminoso entre vários suspeitos. Algo cômico, algo misterioso, trata da morte de um famoso autor de thrillers policiais, e a disputa que se inicia entre a sua nada amorosa família pela milionária herança. Daniel Craig interpreta o detetive fodão que tenta ajudar a polícia a descobrir se algum dos parentes teria matado o velho pela sua fortuna. Mas a investigação será complicada por dois motivos: primeiro, todo mundo ali tinha motivo para despachar a vítima; segundo, a história por trás do “crime” é bem diferente do que parece. Trata-se do tipo de roteiro que parece simples de começo, mas só parece. Sua história vai se desdobrando em algumas ótimas surpresas, do detetive fodaralhaço que na verdade é um grande bobão ao culpado do crime sendo revelado desde cedo, nos levando a torcer para que ele/ela consiga apagar as pistas que levam à sua identidade. Falar mais sobre a trama estragaria algumas destas surpresas, mas é fato que Johnson conseguiu fugir com esperteza e certa elegância das convenções do gênero, criando reviravoltas novas e inesperadas. Embora a duração de 130 minutos seja um tanto excessiva, o elenco de astros e estrelas, todos muito à vontade interpretando canalhas, me lembrou aquelas luxuosas adaptações de Agatha Christie feitas nos anos 1970. Além de Craig, tem Jamie Lee Curtis, Don Johnson, Michael Shannon, Toni Collette, o Capitão América, e até Christopher Plummer, veteraníssimo e ainda batendo cartão. Há umas farpas políticas lá e alguma crítica social cá, mas ao final sacramenta-se que “Knives Out” não passa de uma grande bobagem, mas uma grande bobagem muito divertida. 


ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR (2019)

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Direção: Marcelo Gomes

Elenco: Leonardo dos Santos, Franciele da Silva, João Joaquim Nunes

Na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas. 

 


CAPITÃ MARVEL (Captain Marvel, 2019)

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“Eu não preciso provar nada a você!”, diz a Capitã Marvel interpretada por Brie Larsen antes de fulminar, com o máximo dos seus poderes, o inimigo machão que pedia uma briguinha mano a mano para ver qual dos dois era o melhor lutador. A sentença também cai como uma luva para toda a galerinha que fez campanha contra o filme antes mesmo de ele chegar aos cinemas, reclamando da representatividade que este defende nas telas e fora delas. Pois bem: mesmo não precisando provar nada para ninguém, “Capitã Marvel” é uma delícia de filme de aventura e um fenômeno de bilheteria (tendo faturado mais de um bilhão de dólares só nos cinemas). Cheguei a colocá-lo na minha lista dos 10 melhores de 2019, pois foi um dos raros filmes de super-herói recentes a me fazer sentir como um garotinho na sala de cinema – uma experiência parecida com a que tive quando vi o “Superman” do Richard Donner ou o “Batman” do Tim Burton pela primeira vez, e que estava cada vez mais difícil de reproduzir. Isso porque, ao contrário de outros filmes recentes do próprio Marvel Studios, “Capitã Marvel” tem alma: ele pega uma heroína relativamente desconhecida do grande público e consegue escapar de praticamente todas as armadilhas inerentes ao formato do “filme de origem”. A protagonista é “Vers”, uma guerreira alienígena Kree, cuja raça está em eterno combate com os arquinimigos Skrulls (transmorfos que podem assumir a forma de qualquer criatura viva). Durante uma missão, ela cai na Terra dos anos 1990 e faz parceria forçada com um jovem Nick Fury (Samuel L. Jackson, rejuvenescido por CGI), numa época anterior ao surgimento de todos os outros super-heróis do Universo Cinematográfico Marvel - o que acaba rendendo belas piadas e referências aos outros filmes que vieram antes, mas que se passam cronologicamente depois. Assim como o espectador, Brie Larsen (absolutamente fantástica como protagonista) vai descobrindo aos poucos a verdade sobre sua identidade e a plena capacidade dos seus incríveis poderes. E é uma jogada de mestre, considerando que a Capitã, a exemplo do Superman, é poderosa DEMAIS, e fica muito difícil criar um filme inteiro ao redor de uma personagem que pode destruir facilmente qualquer ameaça na Terra ou fora dela. Não contente, o roteiro bem construído (assinado pela dupla de diretores mais Geneva Robertson-Dworet) vai adicionando camadas e mais camadas para agradar a diferentes tipos de público. Há um quê de buddy movie na parceria forçada entre Vers e Fury, que começam se odiando e terminam por respeitar-se mutuamente. Há um sentimento de nostalgia com a ambientação na década de 1990, que permite inclusive utilizar uma trilha sonora descoladíssima e formada quase que totalmente por sucessos executados e/ou compostos por mulheres. Há uma radical mudança de rumo em relação aos gibis, alterando o protagonismo-antagonismo em relação a Krees e Skrulls, dando ares de novidade mesmo para quem já é especialista nos quadrinhos Marvel. Há o impagável gatinho Goose, mascote da heroína, que, num dos melhores momentos do filme, se revela uma inesperada arma de destruição em massa. E há referências obscuras aos gibis para saciar os nerds, tipo a aparição de uma ainda criança Monica Rambeau (cuja versão adulta, nos quadrinhos, foi Capitã Marvel durante certo período). Tudo isso somado dá origem a uma das grandes surpresas do Marvel Studios, embora a partir de agora seja muito complicado fazer a personagem funcionar num novo filme solo. E este é, provavelmente, o melhor filme de super-heroína já produzido, o que nem chega a ser grande vitória quando os competidores são filmes bons-porém-problemáticos como o recente “Mulher Maravilha”, ou bombas atômicas tipo o “Supergirl” de 1984 e o “Elektra” com a Jennifer Garner... 


JOJO RABBIT (2019)

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Não poderia haver filme mais adequado e necessário para o Planeta Terra dos anos 2020 do que este simpático “Jojo Rabbit”. Em sua mistura peculiar de drama com humor negríssimo, ele usa a Alemanha Nazista como cenário para uma valiosa lição sobre humanidade e empatia - e isso num momento em que idiotas começam a desfilar com suásticas até no Brasil (algo que nem me espanta mais num país em que significativa parcela da população é simpática à volta da Ditadura Militar). Jojo Betzler é um garoto de 10 anos que vive na Alemanha perto do fim da Segunda Guerra. Tímido e solitário, ele tem Hitler como amigo imaginário (interpretado pelo próprio diretor Waititi!) e entra para a Juventude Hitlerista, aquela organização que treinava crianças e adolescentes alemães para os ideais nazistas, por encontrar ali uma sensação de pertencimento a algo maior. Logo está deslumbrado com o punhal que recebe para matar judeus e com a grande fogueira de livros que ajuda a alimentar. Mas o que Jojo fará quando finalmente encontrar um judeu de carne e osso pela frente - no caso, uma menina - e descobrir que... Bem, que não passa de um ser humano exatamente igual a ele? “Jojo Rabbit” é, antes de tudo, uma fábula sobre a cultura do ódio e sobre como é fácil criar “inimigos” - vide as crianças sendo preparadas para odiar judeus pelos motivos mais absurdos possíveis. Sam Rockwell praticamente rouba o filme compondo um personagem tanto cômico quanto trágico: o oficial nazista que já percebeu que a guerra está perdida, mas continua treinando garotinhos como bucha-de-canhão porque, afinal, precisa seguir as ordens que vêm de cima (num tapa de luva no totalitarismo que está voltando à moda). Há ainda críticas ferinas àquele ultranacionalismo demente da Alemanha de Hitler, que também voltou à moda em pleno século 21 - o que prova que não se aprende nada com a história, mesmo. Infelizmente, o filme começa com uma sequência de créditos ABSOLUTAMENTE GENIAL, em que cenas reais de Hitler sendo recebido por multidões ensandecidas são editadas com uma versão em alemão de “I Wanna Hold Your Hand”, dos Beatles (criando uma curiosa analogia entre o amor pelo líder nazista e as mãozinhas erguidas no 'Heil Hitler' com o fenômeno popular da Beatlemania), e nada que o filme faça depois chega aos pés desta montagem. Então parece que Waititi se auto-sabota ao queimar seu principal cartucho logo de começo. Lá pela metade, também, o ritmo dá uma titubeada e o filme parece perder um pouco o tom. Mas a força da trama e da mensagem fazem de “Jojo Rabbit” um dos filmes obrigatórios do ano - além de um dos mais divertidos. Obviamente, ele vem gerando polêmica desde sua estreia nos festivais, pois muita gente argumenta que “não se deve brincar com coisa séria” - neste caso, o nazismo. Esquecem, talvez, que 20 anos atrás o italiano “A Vida é Bela” ganhou uma cacetada de prêmios (inclusive o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) fazendo a mesmíssima coisa. E que, às vezes, “brincar com coisa séria” é apenas uma maneira de falar sério de uma forma mais acessível ao grande público (já que, pelo que se vê, aulas e livros de história não estão mais funcionando).


O Gênio e o Louco (2019)

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Filme de estréia do roteirista Farhad Safinia, nascido no Irã e radicado nos Estados Unidos, e que já havia trabalhado com Mel Gibson escrevendo o roteiro de "Apocalypto". Mel Gibson comprou os direitos de adaptação do livro, que relata a amizade entre um Professor e um Médico militar. Na Londres de 1872, o professor James Mullray (Gibson) oferece para a Elite da Universidade de Oxford um projeto ambicioso: criar um dicionário com todos os verbetes da língua inglesa (que viria a se tornar o Dicionário Oxford). Os catedráticos estranham o pedido vir de um professor sem formação universitária, mas acabam concedendo o pedido, por conta do auto-didatismo do mesmo. James forma uma equipe e a sua dedicação à Obra o faz se afastar de sua família, que sente a obsessão do homem em querer criar sua obra. James recebe contribuições de verbetes da população, mas uma pessoa em particular lhe chama a atenção: O Médico William Chester Minor (Penn), que lhe envia um sem número de verbetes. James descobre que o médico está preso no Asilo diagnosticado com esquizofrenia, e por ter assassinado um homem por achar que ele o estava ameaçando de morte. Os dois homens se tornam amigos e o filme relata essa amizade que durou por anos. Ambos vieram a falecer antes do lançamento da primeira edição do dicionário, que data de 1 de janeiro de 1928, em edição de 12 volumes. O filme vale mesmo pelo grande trabalho da dupla de atores veteranos, que estão formidáveis em seus papéis. Sean Penn tem um personagem mais versátil e complexo e por isso, sua atuação é mais vibrante. Além dos dois, o elenco tem a participação luxuosa de Steve Coogan, Eddie Marsan e Natalie Dormer (Margaery Tyrell de "Game of thrones"). O filme é longo, um ritmo extremamente lento e só começa mesmo a trazer interesse quando os 2 protagonistas se encontram. Com uma dose de paciência, o espectador poderá descobrir um interesse por essa bela história de amizade.


O FAROL (2019)

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Quando um filme segue a linha “muito enfeite e pouco conteúdo”, pessoas que gostam de expressões de boteco, como eu, costumam se referir à obra como um pastel de vento – bonito e apetitoso por fora, sem qualquer recheio por dentro. No caso de “O Farol”, segundo e aguardado filme do diretor-roteirista Robert Eggers, a parada é outra. Para ficar nas comparações gastronômicas, “O Farol” está mais para a chamada “pizza da casa” – aquela em que os caras jogam por cima absolutamente tudo que tem na cozinha, de fatias de salame a rodelas de abacaxi, e torcem para ninguém reclamar do excesso de sabores. À primeira vista, trata-se de um drama/thriller sobrenatural sobre o isolamento criando monstros, sejam eles da mente ou reais. Eggers trabalha com apenas dois atores (Willem Dafoe e Robert Pattinson), interpretando personagens que estão sozinhos trabalhando no farol de uma ilha distante, gradativamente odiando um ao outro e também àquele lugar. Calcado em duas interpretações soberbas (embora os diálogos longos e muito rebuscados do Dafoe comecem a soar sonolentos a partir da metade), o filme lembra, lá e cá, “O Iluminado” do Kubrick (e tenho certeza que o fato de um machado aparecer lá pelas tantas não foi exatamente uma coincidência). O problema é que Eggers trabalha com elementos demais e parece não saber o que fazer com tudo que adiciona em sua “pizza da casa” cinematográfica – logo ele que fez um filme anterior, “A Bruxa”, que funcionava exatamente pela sua simplicidade! Acaba gerando demasiada expectativa com as aparições ocasionais de ameaçadoras gaivotas caolhas, sereias seminuas e tentáculos lovecraftianos, porém termina o filme sem explicar exatamente para quê essas coisas todas servem à narrativa (se é que servem). Não me entenda mal: assim como em “A Bruxa”, o sujeito demonstra um domínio absoluto da câmera, e um cuidado que beira a obsessão com a fotografia (inclusive reproduzindo quadros e gravuras famosas). Mas TALVEZ ele precise de uns roteiros melhorzinhos, e coloco ênfase no "talvez" porque ninguém além de mim parece estar reclamando. “O Farol” é aquele tipo de história tão abstrata, tão aberta a variadas interpretações, que parece feito sob medida para gerar pancadaria entre cinéfilos na mesa de bar. “Pô, tu não entendeu que cena tal é uma recriação do quadro Hypnose, do Sascha Schneider?”. Sim, e ficou lindão. Mas e o que isso acrescenta à narrativa, caceta? O diretor-roteirista sugere que um montão de coisa está acontecendo ou vai acontecer, e termina o filme sem confirmar qualquer uma das muitas teorias que cria, fazendo com que a interpretação de Fulano sobre os acontecimentos seja tão correta quanto a de Beltrano ou a de Sicrano. Pelo menos até que o próprio Eggers venha a público “explicar” o que queria dizer, e isso é sempre uma derrota. Do jeito que está, o filme todo pode ser o delírio de um jovem lenhador que perdeu o juízo no Canadá, uma história de fantasmas onde um dos personagens está morto, ou sequer existe (estilo “Clube da Luta”), ou uma simples história de vingança sobrenatural movida pela morte de uma gaivota – o que, para os marinheiros, é sinal de desgraça. Se entrarmos no campo do simbolismo, então, a coisa vai ainda mais longe (já vi análises abordando simplesmente o farol enquanto elemento fálico). Então sim, é um filme feito com absurdo talento e filmado num preto-e-branco belíssimo, que rende imagens fantásticas. O lado “artístico” contagia o espectador a ponto de fazê-lo perdoar possíveis defeitos na história (ou inexistência de). Só que eu acho que preferia uma narrativa mais tradicional, algo menos aberto, e quiçá alguma tesourinha em certo excesso de afetação – tipo a trilha sonora que tenta criar uma tensão inexistente onde o recurso sequer é necessário.


O Rei Leão (2019)

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Não tem pra ninguém: Simba, Mufasa, Scar, Nala, Zazu, Rafiki. O filme é de Pumbaa e Timão, 2 dos melhores coadjuvantes do Universo Disney. Nas vozes geniais de dois gênios da comédia, Seth Rogen e Billy Eichner, que dão uma dimensão ainda maior aos personagens da versão original de 1994. Mas como o protagonista é Simba, a gente ama a trajetória de auto-descobrimento sobre a sua missão na Terra. Nem precisa falar da sinopse, pois o filme segue à risca o filme anterior, acrescentando mais algum molho e retirando parte da violência que poderia chocar o público mas conservador dos dias de hoje (as cenas do leão e hienas comendo carnes está bem escondida). À cada música que tocam, o público entra em transe, desde a de abertura, "Circle of life", passando pelo hino "Hakuna Matata" e depois "Can you feel the love tonight?". Os críticos estranharam o realismo dos animais, e alguns disseram estar vendo um documentário da National Geographic. Ignorem esses comentários e se deliciem com a pura nostalgia imposta nesse clássico de gerações, nas vozes de Donald Glover, Beyoncé, Chiwetel Ejiofor e do insubstituível James Earl Jones, o único do elenco que retorna no papel de Mufasa. Fotografia, efeitos especiais, tudo de altíssimo nível. Uma verdadeira magia para os olhos.  


STUBER – A CORRIDA MALUCA (Stuber, 2019)

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Se tem uma coisa que o cinema norte-americano faz bem são comédias de ação protagonizadas por duplas completamente diferentes, mas forçadas a unir esforços por um objetivo em comum. A fórmula funcionou à perfeição nos anos 1980 (em sucessos como “48 Horas”), e segue sendo reciclada até hoje. “Stuber” é uma bela versão contemporânea do argumento. O brutamontes Dave Bautista interpreta um policial que fez um procedimento nos olhos e ficou com a visão comprometida, e justo no dia em que surge a oportunidade de dar um flagrante no sádico terrorista que persegue há tempos (interpretado por Iko Uwais, de “The Raid”). A solução que o tira encontra para tentar pegar o sujeito, mesmo sem enxergar um palmo à sua frente, é chamar um Uber e pedir ajuda ao seu motorista (o paquistanês Kumail Nanjiani). Como o coitado precisa desesperadamente melhorar sua cotação no aplicativo, ele presta assistência forçada ao passageiro policial com a promessa de receber “cinco estrelinhas” ao final da viagem. A história é uma completa bobagem, óbvio; algo que no passado certamente seria um belo veículo para juntar Stallone ou Schwarzenegger com Eddie Murphy ou Jim Belushi. Mas se a trama policial é esquemática e esquecível, “Stuber” funciona principalmente pelo contraste entre a insólita dupla de heróis, que passa o filme se cutucando e brigando (verbalmente e no braço mesmo). No duelo de protagonismo é Bautista (quem diria!) aquele que demonstra mais timing para o humor. Isso acontece porque Nanjiani tenta forçar a graça usando caretas e gritinhos, num perceptível desespero para fazer rir que lembra Jim Carrey em início de carreira – e mais irrita do que diverte. Já as cenas de ação são muito boas, equilibrando tiros, porradas e explosões com um humor besta e físico (vide o momento em que Nanjiani dá uma “bicicletada” na cabeça do parceiro). O roteiro do desconhecido Tripper Clancy aproveita ainda para fazer humor com o próprio formato do Uber, algo que infelizmente deverá ficar datado bem rápido e perder o sentido num futuro próximo. Como divertimento rasteiro, e sem maiores pretensões, “Stuber” é mais eficiente que o próprio Uber – e, enquanto brucutu bem-humorado, Dave Bautista funciona bem melhor que colegas como The Rock. 


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Luccas Neto em: Dia das Crianças (2019)

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Luccas Neto quer fazer uma grande festa do Dia das Crianças, mas alguém está planejando tomar o controle da escola e cancelar a festa! E agora? O que será que vai acontecer?


A Vastidão da Noite - Filme 2019 - AdoroCinema

A VASTIDÃO DA NOITE (The Vast of Night, 2019)

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Numa das cenas-chave em “A Vastidão da Noite”, que sozinha dura uns bons 12 minutos, uma velha maluca conta uma looooonga história num plano fixo e quase sem cortes. Até chegar nos finalmentes, e dizer o que interessa, ela enrola como se não houvesse amanhã: fala da linha de trem Alamogordo-El Paso que foi construída quando ela era pequena, da amiga Charlotte e da cama da amiga Charlotte, do pai de Charlotte que era pastor metodista, do marido e do filho que teve fora do casamento, etc etc. Parece que nunca vai chegar a lugar algum, mas ninguém a está apressando. E fala. E fala. E fala... Pois esta cena resume “A Vastidão da Noite” com perfeição: o filme todo é uma longa digressão, uma história que ameaça várias vezes chegar aos finalmentes, mas aí volta para as beiradas e segue enrolando, enrolando, enrolando. Tipo quando aquele seu amigo enfeita a piada na hora de contar, para deixá-la mais longa, enchendo-a de floreios que não mudam nada quando finalmente chega o final – que é o mesmo, leve-se dois minutos ou 20 para contar. Trata-se da história de um casal de jovens (ele um radialista, ela a atendente da central telefônica) naquela típica cidadezinha dos Estados Unidos dos anos 1950. Numa noite em que todos além dos dois parecem estar num jogo de basquete, estranhos sons chegam pelo terminal telefônico, e a moça pede ajuda ao radialista para decifrar o mistério. Não há nenhuma dúvida de que o longa é uma linda e nostálgica homenagem ao cinema de ficção científica do período que retrata, ou a seriados de fantasia tipo “Além da Imaginação”. Também não há nenhuma dúvida de que seu diretor, o estreante Andrew Patterson, não é bobo (o cara acumula cinco funções no filme, que tecnicamente é impressionante). O problema é o tanto de enrolação e o tanto de técnica a serviço de nada. Você sabe o que é “verborragia”? De agora em diante, podemos definir o termo usando o nome deste filme: seus personagens nunca calam a boca, mas raramente falam algo que interesse à narrativa. Na longa introdução (vinte minutos só ela), somos apresentados aos dois personagens principais enquanto eles conversam sem parar, entre si e com várias outras pessoas que entram e saem do quadro. Como no exemplo da piada cheia de floreios, em dois minutos você já sabe tudo que precisa sobre os protagonistas, mas o diretor passa vinte com os dois. Aliás, o longa inteiro parece ser um exercício para o estreante Patterson se exibir. Numa cena incrível, que é mesmo de cair o queixo, a câmera sai da central telefônica, atravessa velozmente a cidade, entra no ginásio durante a partida, sai dali, continua atravessando velozmente a cidade, e finalmente entra na estação de rádio, tudo sem cortes aparentes. Propósito narrativo? Nenhum que eu tenha percebido, mas é uma cena linda. Se gostei do filme? Provavelmente não, mas pelo menos não odiei. Mais de uma vez me deu vontade de parar de ver, mas aguentei firme para ver onde aquilo iria parar. Considerável parcela da humanidade não passará do interminável falatório de 20 minutos na introdução, e nem sei se deveriam passar mesmo – a conclusão não é nada que qualquer um já não espere desde que leu a sinopse do filme. Então não acho injusto dizer que “A Vastidão da Noite” é muito bonito e bem feito, mas um gigantesco nada, cheio de floreios, diálogos redundantes e cenas esticadas. E o final da piada é o mesmo, leve-se dois ou 90 minutos para contar.


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Ecos na Escuridão (2019)

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Um jovem acidentalmente cria um dispositivo que amplifica a atividade paranormal existente em sua casa, possibilitando o retorno de espíritos de pessoas amadas e libertando também algo muito pior.


Disforia - Filme 2019 - AdoroCinema 

Disforia - 2019

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Depois de um tempo longe de sua profissão por conta de um trauma pessoal, o psicólogo Dário (Rafael Sieg) volta a atender seus pacientes. A primeira pessoa que entra em sua agenda é Sofia (Isabella Lima), uma misteriosa criança de 9 anos de idade que desperta sentimentos curiosos e um tanto conflitantes em todos que a circundam. Ao longo do tratamento da menina, Dário volta a ter as sensações de agonia e aflição que ele não esperava que voltassem à tona.


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Vidro (2019)

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Bom, todo mundo já sabe tudo sobre esse filme: desfecho da trilogia iniciada com "Corpo fechado" de 2000, continua com "Fragmentado" de 2017 e agora se encerra????? 19 anos depois do filme que lançou os personagens de Elijah Glass (Samuel L. Jackson) e David Dunne (Bruce Willis). Segundo Shyamalan, ele concebeu a trilogia pela cena final, do embate dos 3 super-heróis. Elijah é a mente criativa, uma espécie de Magneto imobilizado em uma cadeira de rodas por conta de sua doença que faz com que seus ossos se quebrem como vidro. David tem uma força descomunal, mas tem como ponto fraco a água (na adolescência, em uma brincadeira com colegas, ele quase foi afogado). E Kevin (James Macvoy) se desmembra em 24 personas distintas, incluindo "A fera", uma espécie de Hulk canibal. Em 'Vidro", todos os 3 se encontram em uma Instituição para pacientes mentalmente perturbados. A Dra. Ellie insiste que os 3 pacientes possuem distúrbios mentais que os fazem acreditar serem super-heróis. Enquanto isso, a mãe de Elijah, o filho de David e a vítima sobrevivente do ataque de Kevin, Casey, se juntam para tentar libertar seus entes queridos. Só que ninguém esperava pelo grande ato final de Ellijah. Sim, o filme tem pelo menos 2 grandes Plot twists. Muita gente detonou o filme. Eu gostei bastante, apesar de ficar bastante incomodado com a "preguiça" de Shyamalan no embate final. Enquanto os 3 heróis se degladiam, todos os outros ficam apenas olhando. Mas os flashbacks do filme, como o de Ellijah no parque de diversões quando criança, e o do Trem 177 são emocionantes. Pode ser que você odeie o filme. Mas vale assistir para saber como Shyamalan deu o desfecho para todos. A trilha sonora é muito boa.


As Panteras - 2019

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Reboot da franquia milionária dos anos 2000 protagonizada por Lucy Liu, Cameron Diaz e Drew Barrymore, aqui substituídas por Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska. Essa nova versão não deixa dúvidas sobre o seu propósito: uma aventura pós #Metoo, onde absolutamente nenhum homem branco vale um centavo. As mulheres são todas valentonas, e a sororidade grita alto. A cena final, com um mar de homens derrotados e dezenas de mulheres empoderadas cantando vitória é sintomática: o mundo é das mulheres. Elisabeth Banks acumula 3 funções: Diretora (pela primeira vez uma mulher dirige um filme de "As Panteras"), roteirista e atriz, interpretando Bosley, o alter ego de Charlie.
As 3 detetives tentam desbaratar uma quadrilha que fabrica um poderoso armamento químico, e para isso, viajam para a Alemanha, Turquia e Londres. Não existe nada de novo no front dessa aventura, que segue com um roteiro comum à franquia. O que me surpreendeu foi a qualidade dos efeitos, bem toscos em comparação a outros filmes blockbusters. Um passatempo curioso, mas que dá saudades da franquia anterior, certamente bem mais divertida e pop.

Predadores assassinos (2019)

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Num filme tailandês de 2018 chamado “The Pool”, um sujeito é esquecido numa piscina olímpica vazia depois da filmagem de um comercial. Sozinho e incapaz de sair do interior da piscina (que é muito alta e não tem escadinha), precisa enfrentar o sol, fome e sede, além de um crocodilo que subiu pelo ralo! É um thriller tenso especialmente enquanto aborda a luta pela sobrevivência do protagonista, e suas tentativas de escapar da enrascada em que está metido. Só que “The Pool” afunda (sem trocadilho) toda vez que entra em cena o crocodilo produzido por computação gráfica – um monstro tosquíssimo, mais falso impossível. “Predadores Assassinos” tem a mesmíssima pegada e os mesmíssimos defeitos. Em outra situação-limite simples e absurdamente tensa, a mocinha (Kaya Scodelario) e seu pai (Barry Pepper) estão presos no porão da casa da família após uma inundação, sendo perseguidos por dois enormes crocodilos que entraram pelo cano de drenagem. Os primeiros 40 minutos são bem dignos, com apenas dois atores em cena enfrentando os crocodilos num jogo de suspense e paciência. Os bichões em computação gráfica são tão fakes quanto aquele em “The Pool”, mas o filme consegue criar suspense e até nos faz torcer pelos personagens – mesmo quando eles cometem uma burrice atrás da outra, tipo aquela envolvendo um telefone celular. É da metade para o final que o troço realmente desanda, e a história que se levava relativamente a sério vira um festival de absurdos na linha daqueles filmes de monstro da The Asylum ou do Sci-Fi, extrapolando todos os limites do suspension of disbelief. Ou alguém realmente acredita que um crocodilo gigante possa abocanhar a perna ou braço de alguém e NÃO arrancá-lo, deixando apenas um ferimento superficial nos protagonistas – ferimento este que é prontamente esquecido assim que eles precisam correr ou nadar por suas vidas, lógico. Vítimas secundárias não têm a mesma sorte e são despedaçadas e desmembradas em segundos, como se fossem feitas de manteiga, o que leva a crer que os répteis usam mordeduras de intensidade diferente para os protagonistas e para os “descartáveis” da trama. A narrativa tampouco padroniza a força dos bichos, que num momento conseguem atravessar escadas de madeira e vidraças, no outro são bloqueadas por um simples boxe de chuveiro. Para piorar, o pai é um autêntico super-homem, capaz de resistir a mordeduras profundas, e até a uma fratura exposta, sem sangrar até a morte ou entrar em estado de choque. Acompanha-se o filme com interesse até o final, mas é uma pena que aquilo que começa como um thriller tenso se transforme numa comédia involuntária digna de “Crocodilo”, aquele trashão de quinta categoria que o Tobe Hooper dirigiu nos anos 2000. Melhor seria se o filme decidisse por um ou outro clima desde o início, e o mantivesse. Pelo menos não se pode dizer que “Predadores Assassinos” seja chato, e com o devido senso de humor pode até ser encarado como comédia involuntária e ficar ainda mais divertido. Mas basta de crocodilos de CGI, por favor. E como é triste perceber a decadência do diretor francês Alexandre Aja, um nome tão promissor lá no começo com “Haute Tension” e a refilmagem de “Quadrilha de Sádicos”...


X-Men: Fênix Negra (2019)

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1992. Os X-Men são considerados heróis nacionais e o professor Charles Xavier (James McAvoy) agora dispõe de contato direto com o presidente dos Estados Unidos. Quando uma missão espacial enfrenta problemas, o governo convoca a equipe mutante para ajudá-lo. Liderado por Mística (Jennifer Lawrence), os X-Men partem rumo ao espaço em uma equipe composta por Fera (Nicholas Hoult), Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Mercúrio (Evan Peters) e Noturno (Kodi Smit-McPhee). Ao tentar resgatar o comandante da missão, Jean Grey fica presa no ônibus espacial e é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Após ser resgatada e retornar à Terra, aos poucos ela percebe que há algo bem estranho dentro de si, o que desperta lembranças de um passado sombrio e, também, o interesse de seres extra-terrestres.


Descendants 3 – Wikipédia, a enciclopédia livre

Descendentes 3 (2019)
Mal (Dove Cameron) vive em paz em Auradon, onde deve se tornar a nova rainha ao lado de Ben (Mitchell Hope). No entanto, ao trazerem mais crianças da Ilha dos Perdidos, vilões indesejados conseguem atravessar a fronteira, e ameaçam a paz no reino. É preciso tomar uma decisão sobre esta travessia: seria melhor erguer um muro definitivo entre os povos? Mal ainda precisa enfrentar a ira de Audrey (Sarah Jeffery), revoltada por não ter sido escolhida por Ben. Aos poucos, a nova rainha percebe que precisará contar não apenas com a ajuda dos amigos Carlos de Vil (Cameron Boyce), Evie (Sofia Carson) e Jay (Booboo Stewart), mas também com a suporte daqueles que considerava seus adversários: Uma (China Anne McClain), Gil (Dylan Playfair) e Harry Hook (Thomas Doherty). 

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Coringa (2019)

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Deve ter sido apenas coincidência, mas que momento curioso para lançar um filme como este “Coringa”: exatos 30 anos depois do “Batman” do Tim Burton, o primeiro filme com um Coringa psicopata para adultos depois do Coringa bufão de Cesar Romero na série de TV com o Adam West, e exatos 20 anos depois de “Clube da Luta”, com o qual compartilha a mensagem, parte do ato final e o epíteto (exagerado, é claro) de “filme perigoso”. Para quem tem em mente os universos cinematográficos da DC e da Marvel, ressalte-se que este não é um filme de super-herói como os que vêm chegando aos cinemas desde, sei lá, o Superman do Christopher Reeve. Trata-se do completo oposto: um drama/thriller carregado, sem cenas de ação e sem final feliz, onde o foco da narrativa é o VILÃO, e onde o espectador nunca terá o conforto do Batman (ou do Comissário Gordon, que seja) aparecendo para salvar o dia. Enfim, soa tanto como uma aposta arriscadíssima (nesses tempos em que as pessoas parecem PRECISAR de super-heróis) quanto uma ideia de jerico, ainda mais depois de fracassados “filmes de vilão” como “Esquadrão Suicida” e “Venom”. Eu mesmo pretendia ficar longe de “Coringa”, mas aí saiu o primeiro trailer, prometendo uma mistura bizarra de loucura e tristeza; ele ganhou o prêmio principal no Festival de Veneza, e, principalmente, críticos e “especialistas” começaram a condenar a suposta periculosidade da mensagem do filme. Com isso, para mim, o filme se tornou obrigatório. E eu gosto de ver diretores conhecidos por comédias trabalhando com super-heróis. Jon Favreau se saiu muito bem com o Homem de Ferro, e os Irmãos Russo, vindos de umas comédias horríveis, fizeram de “Capitão América - O Soldado Invernal” uma das aventuras mais adultas e interessantes do Marvel Studios. Já o responsável pela trilogia “Se Beber Não Case”, Todd Phillips, começa enveredando por um terreno perigosíssimo ao criar uma narrativa 100% focada no seu anti-herói, um sujeito desequilibrado prestes a tornar-se um assassino, e sem um herói para persegui-lo (e funcionar como alívio para o espectador). Guardadas as devidas proporções, é o mesmo estilo de thrillers pesados sobre serial killers, como “Henry - Retrato de um Assassino” e “Maniac” - acompanhamos o filme inteiro pelos olhos de um louco perigoso. Phillips também quase cai na armadilha de fazer o espectador SIMPATIZAR com o vilão, tipo o Rob Zombie tentando nos deixar com peninha do Michael Myers naquela atrocidade que foi o remake de “Halloween”. Quando Phillips mostra o sujeito que se tornará Coringa sendo roubado e espancado de maneira gratuita em duas oportunidades, dificilmente alguém não ficará do lado dele. Felizmente, o diretor consegue escapar com brilhantismo destas duas armadilhas e torna o filme uma alegoria sobre a violência urbana na linha de “Taxi Driver” (com o qual tem MUITAS semelhanças) e também do primeiro “Desejo de Matar”, mais toques de “O Rei da Comédia”. O Coringa de Todd Phillips vive na Gotham City caótica do começo dos anos 1980, uma espécie de Nova York pré-Tolerância Zero, e ainda sem um Batman para protegê-la (a data exata será revelada no final graças à marquise de um cinema, numa das inspiradas brincadeiras do filme, linkada com a própria origem do herói). Por causa da criminalidade em alta e de uma greve de lixeiros que transformou a cidade num ninho de ratos, os cidadãos agem como loucos furiosos à espera de um fósforo para explodir o barril de pólvora. Este, claro, será o Coringa, que, como Travis Bickle no já citado “Taxi Driver”, acabará sendo erroneamente adotado como um símbolo - um bode expiatório para o caos. Em interpretação magistral de Joaquin Phoenix, o Coringa agora tem um jeitão tímido e discreto; efeminado, às vezes. Ele é um palhaço que vive de bicos pelas ruas de Gotham, mas sofre de um distúrbio psicológico que faz com que dê gargalhadas descontroladas em momentos inoportunos quando nervoso; um riso incômodo, dramático, que contrasta com sua cara triste eternamente retocada por um falso sorriso vermelho de palhaço. Uma soma de fatores (incluindo o fim do programa social que lhe garante consultas mensais e remédios gratuitos) faz com que o “palhaço triste” seja atirado de volta às ruas para enfrentar uma sociedade que teme e que, como ele mesmo, parece estar enlouquecendo. Quando finalmente inicia sua carreira de crimes, liquidando três jovens ricos que o hostilizaram sem nenhuma razão no metrô, o assassino vestido de palhaço vira modelo para os marginalizados da sociedade, que resolvem adotar a máscara de palhaço para promover a luta de classes em Gotham - num arremedo de Tyler Durden e seu Projeto Caos. “Coringa” foi concebido como um filme independente, sem nenhuma relação com o universo dos quadrinhos ou com os outros filmes de super-heróis da DC Comics. Mas fica difícil não pensar (ainda mais considerando o ato final) que se o Coringa de Joaquin Phoenix não é o vilão oficial que se torna o arqui-inimigo do Batman, muito possivelmente foi quem o inspirou. Se em muitas histórias em quadrinhos e filmes anteriores insinua-se que o Coringa só surgiu por causa do Batman, Phillips é irônico ao enfatizar que, no seu filme, é o Batman que nasce por causa do Coringa - ele ainda coloca Thomas Wayne, pai de um certo Bruce Wayne, a discursar sobre “covardes que se escondem atrás de máscaras”. E sim, o filme é bastante violento, com tesoura enfiada no olho, execuções a tiros, balaços na cabeça e um Coringa lavado de sangue, o que me leva a imaginar como será engraçado caso algum pai desavisado leve seu filhinho para o cinema acreditando ser só mais um filme de super-herói... Longe de ser a obra-prima que vem se falando por aí (Phillips inclusive passa do momento ideal de terminar o filme, quando rola um dramático fade-in durante o caos pelas ruas de Gotham), “Coringa” ainda assim é uma belíssimo filme, com coragem para fugir da zona de conforto numa época em que os estúdios não estão querendo se arriscar. Passa longe, também, de ser o filme perigoso que se alardeia por aí. Muita gente sugeriu que a obra pode ser o gatilho necessário para alguém cometer suicídio ou sair a dar tiros em inocentes espectadores de salas de cinema. Oras, pois basta olhar pra fora da janela para perceber que há desculpas mais do que suficientes para despirocar, sem a necessidade de colocar a culpa no cinema...


Minha Fama de Mau (2019)

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Direção de Lui Farias

Elenco

  • Chay Suede como Erasmo Carlos
  • Gabriel Leone como Roberto Carlos
  • Malu Rodrigues como Wanderléa
  • Isabela Garcia como Diva
  • Bruno De Luca como Carlos Imperial
  • Bianca Comparato como Nara
  • João Vítor Silva como Trindade
  • Paula Toller como Candinha
  • Vinicius Alexandre como Tim Maia (Tião)
  • Felipe Frazão como Arlênio
  • Paulo Machado como Billy Blanco
  • Luca de Castro como Padrinho
  • Duda Monteiro como Benil

Lutando para sobreviver e se virando com pequenos trabalhos, o jovem Erasmo Carlos (Chay Suede) alimenta uma paixão: o rock and roll. Fã de Elvis Presley, Bill Halley & The Comets e Chuck Berry, ele aprende a tocar violão e passa a perseguir a ideia de viver da música. Misturando talento e um pouco de sorte, ele conquista a admiração do apresentador de TV Carlos Imperial (Bruno de Luca), um cara influente no meio artístico, e através dele conhece o cantor Roberto Carlos (Gabriel Leone), com quem começa a compor diversas canções. A parceria dá muito certo e o sucesso logo chega, transformando para sempre a vida de Erasmo.


 Invasão ao Serviço Secreto - Filme 2019 - AdoroCinema

Invasão ao Serviço Secreto - 2019

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Dedicado e sempre focado em seu trabalho, o agente do Serviço Secreto, Mike Banning (Gerard Butler) vê sua vida mudar completamente da noite para o dia ao ser acusado de conspirar para o assassinato do presidente dos Estados Unidos. Quando percebe que todos estão atrás dele, Mike corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu enquanto foge de outros agentes.


Fratura (Netflix) - Análise Crítica do suspense psicológico da ...

Fratura (Fractured, 2019)

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Famoso pelo seu filme cult de 2004, "O operário", com Christian Bale interpretando um personagem esquelético, Brad Anderson investe agora em um suspense psicológico, com um plot twist no minuto final, digno de uma trama de M. Night Shamalayan. Sam Worthington interpreta Ray, casado com Joanne (Lily Rabe, de "American Horror story") e pai da pequena Peri. O filme começa com a família no carro, discutindo no Dia de ação de graças, aparentemente porquê os pais de Joanne maltrataram Ray. Ao pararem em um posto de gasolina na estrada, Peri acaba se acidentando e cai num buraco. Desesperado, o casal leva a menina até o hospital mais próximo. Quando mãe e filha seguem até o sub-solo para serem atendidas, Ray aguarda na recepção. Ao acordar, depois de uma estafa, Ray percebe que a mulher e a filha desapareceram e pior, ninguém no hospital as viu e elas nem sequer foram fichadas. O staff do hospital acredita que Ray está louco, mas ele quer tentar adquirir provas de que o lugar faz transplantes clandestinos de órgãos. Com uma boa direção e bom trabalho dos atores, o filme vai se tornando uma espiral de alucinação. O que de fato está acontecendo? Será paranóia de Ray, ou os funcionários do hospital escondem algo aterrorizante no sub-solo? Como boa parte dos filmes de Shamalayan, o espectador fica no aguardo da virada da trama no momento final. Aos bons observadores, é possível identificar o desfecho ainda no meio do filme. Vale o passatempo.

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Onde Está a Vovó? (2019)

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Com a ajuda de sua amada avó, Claudia consegue se manter como restauradora de arte. Mas no dia em que a senhora morre, ela se vê em apuros, e decide esconder o corpo em um freezer para continuar a receber os cheques da aposentadoria, evitando assim a falência certa. No entanto, a fraude corre o risco de ser descoberta quando Simone, um escrupuloso fiscal tributário que se apaixona por Claudia, começa a ter suspeitas.


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MIB: Homens de Preto – Internacional (2019)

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Quando criança, Molly (Tessa Thompson) presenciou a abordagem de dois agentes do MIB aos seus pais, apagando a memória deles acerca da súbita aparição de um ser extraterrestre. Como estava escondida, a garota não foi atingida pela ação. Obcecada pelos mistérios do universo, ela cresceu com o sonho de ingressar no MIB. Após muita pesquisa, ela consegue descobrir a sede da agência e lá se candidata a uma vaga, sendo aceita por O (Emma Thompson). Ainda em experiência, e agora renomeada como agente M, ela é enviada a Londres para investigar algo estranho que tem ocorrido na agência local. É quando conhece o agente H (Chris Hemsworth), de grande renome pelos seus feitos no passado mas uma certa arrogância e displicência na execução do trabalho.


O BAR LUVA DOURADA (2019)

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Impressionante como o Cineasta turco Fatih Akin conseguiu reproduzir a atmosfera sórdida e suja da Alemanha do início dos anos 70, descrita em muitos filmes do cineasta Fassbinder em inicio de carreira. A fotografia, a direção de arte, o figurino e principalmente a maquiagem, aliados à performances espetaculares do elenco, que entendeu a proposta do filme e deram vida a personagens que passeiam pelo teatral, fazendo uso de trabalho de corpo, voz e muita visceralidade, sem constrangimentos em cenas de extrema violência e nudez. “O bar luva dourada” remete a um cult obscuro alemão, chamado “A ternura dos lobos”, de 1973. O filme é baseado na história real de Fritz Haarman, o assassino conhecido como "vampiro de Düsseldorf" que matou dezenas de garotos, abusou sexualmente e depois os devorou e serviu de inspiração para o clássico "M - O Vampiro de Düsseldorf", de Fritz Lang. Fatih Akin provavelmente se inspirou nesse filme, que parece até uma refilmagem. O filme conta a história real do serial killer Fritz Honka (em interpretação magistral de Jonas Dassler, debaixo de kilos de maquiagem e próteses). De 1970 a 1974, ele assassinou várias mulheres, a maioria vítimas da sociedade: mendigas, idosas, sobreviventes do holocausto, alcóolatras e drogadas. Vítima de um acidente que o desfigurou, Honka é uma figura asquerosa, suja, e que leva essas mulheres ao seu apartamento fétido. Impotente, ele acaba matando as mulheres porquê coloca nelas a culpa de não poder fazer sexo. Ele as esquarteja e esconde os pedaços dos corpos em um alçapão de seu apartamento. O filme apresenta personagens que em sua maioria, são remanescentes de uma Alemanha derrotada pelas 2 guerras mundiais: uma geração perdida, sem futuro, humilhada e sem ambições. Esse é o foco do filme de Fatih Akin, que choca pela crueza das cenas (esquartejamento, decapitação, etc), pela forma desumana como retrata o ser humano, algo semelhante a “Saló”, de Pasolini, onde uma vida não vale absolutamente nada. O sumiço dessas pessoas provavelmente não farão diferença à sociedade, aos familiares, ninguém. O filme, por incrível que possa parecer, é repleto de humor negro, e a plateia ria em dezenas de vezes ao longo da projeção. Mas é um riso perturbador, pois rimos da desgraça dos outros. O filme possui muitas cenas antológicas, em especial, a da sequência onde Honka vai trabalhar como guarda noturno. Um primor. É curioso notar também que AKin se apropria do gênero terror: em muitos momentos, existem "Jump scares" inesperados, que nos fazem dar pulos na cadeira.


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Sai de Baixo - O Filme (2019)

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Direção é de Cris D'Amato

Depois de uma longa temporada na prisão, Caco Antibes (Miguel Falabella) volta ao Largo do Arouche, para descobrir que o resto da família - a esposa Magda (Marisa Orth), a sogra Cassandra (Aracy Balabanian), o filho Caquinho (Rafael Canedo) e Vavá (Luis Gustavo) - está falida e morando de favor com o porteiro Ribamar (Tom Cavalcante) e sua nova parceira Cibalena (Cacau Protásio). Logo, Caco e Magda separadamente se envolvem em um trambique que envolve mandar joias contrabandeadas para o exterior, para o qual decidem reviver a agência de turismo Vavatur e organizar uma excursão para Foz do Iguaçu, na esperança de não serem pegos pela polícia no percurso. 

 


Aves de Rapina - Filme 2020 - AdoroCinema

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2019)

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Segunda mulher a dirigir um filme da DC Comics (Patty Jenkins dirige a franquia da "Mulher Maravilha"), Cathy Yan é uma diretora chinesa que se mudou aos 14 anos para os Estados Unidos. ela conseguiu a grande proeza de trazer humor negro, ação, drama e muita pancadaria que remete a filmes clássicos, como "Kill Bill", "Taxi driver", "Laranja mecânica" e visualmente se apropria da linguagem de quadrinhos para indicar nomes e feedback de personagens que vão surgindo na trama. O filme começa com Arlequina (Margot Robbie, sensacional) narrando a sua enorme depressão por conta do chute na bunda que sofreu de Coringa, e de como ela fez para superar o trauma. Passado esse prólogo, ela se envolve com Ewan McGregor (Ewan Macgregor), um russo que deseja um diamante que está no poder de uma menina chinesa, Cassandra. Outras pessoas surgem no caminho de Arlequina: a policial Renee (Rosie Perez), A assassina do arco e flecha e Canário negro, todas mulheres com histórico de frustração com o universo machista. O filme é um dos produtos que surgiram em Hollywood pós #metoo. Boa parte da equipe é formada por mulheres (Diretora, roteirista e produção, de Margot Robbie), e as personagens femininas detonam os homens que surgem no filme. Absolutamente, nenhum homem presta aqui, então resta às mulheres se unirem para dar conta dos machões. Pode ser que o público masculino mais conservador rejeite o filme, mas será uma pena, pois ele é bem divertido, com ótima direção, elenco muito bem envolvido com a proposta das personagens e um visual mega pop.


Não Vai Ter Golpe! Nacional Torrent Download WEB-DL Full HD 720p

Não Vai Ter Golpe (2019)

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John Wick 3: Parabellum- Artistas criam pôsteres pop para o ...

John Wick 3 - Parabellum (2019)

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Uma das franquias de ação mais fodas e divertidas começou em 2014, quando o Dublê de ação Chad Stahelski resolveu dirigir o filme "John Wick- de volta ao jogo". O filme foi um sucesso imediato, unindo tudo o que a galera espera de um filme do gênero: herói praticamente calado, muita porradaria bem coreografada e muito sangue em cenas bem orquestradas. Quase um non sense de ação, com influências de desenhos animados, John Wick logo retornou em 2017, e agora, na parte 3, mais voraz do que nunca: continuando exatamente de onde terminou a parte 2, com o anúncio de que a cabeça de John Wick estava a prêmio, praticamente todos os assassinos seguem em seu encalço. Para fugir, ele conta com a ajuda de personagens dúbios, como Baba Yoga (Lawrence Fishburne), Sofia (Halley Berry), entre outros já conhecidos, como O Gerente e O Porteiro do Hotel Continental. O filme se resume numa única linha em termos de roteiro, mas a porrada come solta em 130 minutos ininterruptos mega bem editados e filmados. Preparem-se para a parte 4. 


CORRENDO CONTRA O TEMPO (Don't let go, 2019)

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Caralho, que filme foda! Que roteiro repleto de twists fodas! Dos mesmos produtores do mega sucesso 'Corra!', de Jordan Peele, 'Don't let go" possui um elenco totalmente composto por atores afro-americanos, com exceção de Alfred Molina. O filme foi um enorme sucesso no Festival de Sundance 2019, e mistura os gêneros drama, policial, suspense e ficção científica de forma extremamente eficiente. O terço final eu fiquei tão tenso que nem me mexia da cadeira, desesperado pelo destino dos personagens. Imagine uma mistura insana de "Efeito borboleta" com 'Feitiço do tempo"? , com elementos de tensão e paranóia que existem em 'Corra!"? Em Los Angeles, o policial Jack (de "Selma") tem uma relação carinhosa com sua sobrinha Ashley (Storm Reid, de "A dobra do tempo", fantástica). Eles se comunicam direto por celular, devido ao excesso de trabalho do Jack ele mal consegue ver a sobrinha nem seu irmão. Uma tragédia enfim acontece: Ashley, seu irmão e sua cunhada são assassinados. A polícia diz que o irmão de Jack era depressivo, matou a família e se suicidou. Logo após o funeral, Jack, destruído, recebe um telefonema: é Ashley. Jack estranha, acha que está estressado. Mas Ashley liga de novo, e pior: ela conversa normalmente com o tio, como se nada estivesse acontecendo. Jack percebe então que entrou em alguma fenda do tempo e que Ashley está há dois dias atrás dele. Ele fará de tudo para poder reverter a situação e salvar a vida de Ashley e da família. O filme poderia ser perfeitamente um episódio alongado extraído de "Black mirror" ou "Twilight zone". Ele tem essa narrativa fantástica, e o espectador procura não fazer conexões sobre o porquê essa fenda temporal se abriu, e sim, passa a querer que Jack salve a vida da sobrinha. A direção e principalmente a edição do filme deixam o público desnorteado, misturando os 2 tempos e chega uma hora que faz pegadinhas com o espectador. É sublime, um filme inteligente e que, assim como eu, vai te deixar tenso. A parte final é arrebatadora.

Cine Holliúdy [2019] (Temporada Completa)

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Francisgleydisson (Edmilson Filho) é um cinéfilo assumido - ou cinemista, como ele mesmo se intitula. Dono do Cine Holliúdy, o único entretenimento da pequena cidade de Pitombas, no Ceará, ele vê seu negócio ser ameaçado quando o prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele) chega com uma novidade: uma televisão instalada na praça, onde as pessoas passam a ser reunir para assistir à novela. Perdendo para a TV, Francisgleydisson fará de tudo para recuperar sua clientela, nem que para isso ele tenha que produzir seus próprios filmes.


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Acusada - 2019

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Dolores Dreier (Lali Espósito) vive uma simples vida de estudante, até o dia em que sua melhor amiga é brutalmente assassinada. Única suspeita do crime, Dolores é acusada e o caso ganha grandes dimensões na mídia. Sua família se diz preparada para defendê-la a qualquer custo, mas conforme o processo de julgamento progride e a pressão aumenta, segredos e conflitos começam a surgir. 


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Um Crime No Concurso de Sobremesas - 2019

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Na pacata cidade de Minnesota, nos Estados Unidos, a criminalidade é tão pequena que qualquer acontecimento violento choca os moradores. E foi o que aconteceu quando, misteriosamente, o motorista de uma tradicional confeitaria da região aparece morto. Agora a confeiteira do local, Hannah Swensen (Alison Sweeney), vai acabar se transformando em uma detetive amadora para tentar solucionar o caso. 

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Chorar de Rir (2019)

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Direção: Toniko Melo

“Estrela do programa de TV Chorar de Rir” , Nilo Perequê (Leandro Hassum) é um grande nome da comédia no país. Quando ganha o prêmio de melhor comediante do ano, o humorista decide mudar radicalmente sua carreira e se dedicar totalmente ao drama, deixando sua família e seu empresário desesperados.  


O Preço da Verdade - Dark Waters - Filme 2019 - AdoroCinema

O Preço da Verdade - 2019

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Produzida pelo ator Mark Ruffalo, "Dark waters" tem uma estética e narrativa que lembra filmes de denúncia, como 'Spotlight", que por um acaso, é produzido pela mesma produtora. Mas a verdade e que a todo tempo, a gente fica comparando o filme a "Erin Brocovich", filme dos anos 2000 dirigido por Steve Soderbergh e que deu o Oscar de melhor atriz para Julia Roberts, no papel de uma ativista ambiental que luta a favor dos moradores de uma pequena cidade contra uma poderosa empresa de indústria química. Agora, troque Julia Roberts por Mark Ruffalo, e você terá o mesmo filme. Durante 20 anos, o advogado Robert Bilott (Ruffalo) começou uma guerra contra a Poderosa empresa química DUPONT, por poluir a água de Cincinatti, Ohio. A luta começou em 1998 e dura até os dias de hoje. O filme é baseado no artigo da New York Times, escrita pelo jornalista Nathaniel Rich em 2015, e intitulada "O advogado que se tornou o pior pesadelo da Dupont". A perseverança de Billot impressiona tantos os moradores quanto a família dele, que de início foi contra a decisão dele lutar contra a Dupont, achando que ele tinha enlouquecido (Billot era um advogado corporativo, e trabalhava para uma empresa). O filme expõe a tragédia do produto químico PFOA, que se refere ao ácido perfluoro-octanóico, um composto químico utilizado no fabrico de produtos domésticos comuns, como lubrificantes, ceras, revestimentos de papel, embalagens de alimentos, e também do teflon utilizado como anti-aderente em panelas. Apesar de toda a importância do projeto, e do seu ótimo elenco de apoio, que vai de Anne Hathaway a Tim Robbins e Bill Pullman, "Dark Waters" é como "Spotlight": um filme entediante, frio, e que somente interessa a quem busca um filme sobre processos e luta ambiental. Como drama, é um filme muito sem emoção, com um olhar documental bastante cansativo. Mark Ruffalo está ótimo, e carrega o filme nas costas. Mas faltou o fino humor de Erin Brocovich, que consegue trazer carisma para um tema tão árido. O que mais impressiona é o filme ter sido dirigido por Todd Haynes, um cineasta autoral e que nos trouxe obras lúdicas e instigantes como "Carol", "Veneno","Longe do Paraíso", "Velvet Goldmine" e "I'm not there". Nem de longe parece uma obra sua, um filme totalmente distinto de seu Universo.


MUSSUM, UM FILME DO CACILDIS (2019)

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Direção: Susanna Lira

Nascido como Antonio Carlos Bernardes Gomes no Morro da Cachoeirinha, Rio de Janeiro, em 1941, começou a carreira artística como músico no Grupo "Os originais do samba", com o nome de Carlinhos Reco Reco. A cantora Elis Regina elogiava o grupo e dizia ser o melhor grupo de samba dos anos 60. Em 1966, entrou para o grupo de humor da Tv "OS Trapalhões', junto de Renato Aragão, Dedé Santana e Zacarias. O apelido Mussum na verdade veio de Muçum, peixe arisco e alcunha dada a pessoas negras na época. Susanna Lira é diretora do premiado documentário "A torra das donzelas", entrevistando Dilma Roussef e suas companheiras de cela durante o período que estiveram presas na ditadura militar. Mais da metade do filme é focado na carreira do cantor. O filme também entrevista os 5 filhos, algumas esposas e claro, Renato Aragão e Dedé Santana, mas em menor proporção. Não sei se foi por questões contratuais ou de direitos de imagem, mas a parte referente a "Os trapalhões" é bem pequena, e pode frustrar quem esperava ver mais coisa do Mussum humorista. O filme tem Lázaro Ramos como consultor de roteiro e narrador, e entre os entrevistados, a importante declaração do Cineasta Joelzito Araújo, falando sobre como Mussum, que foi o artista negro mais famoso da televisão, era visto com olhar racista dentro do humor do programa. Mussum faleceu em 1994, aos 53 anos, devido a complicações pós transplante do coração.