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1959
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Os Três Cangaceiros (1959)

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Elenco:

  • Ankito...Aristides Pelado / Onça Vingadora
  • Ronald Golias...Carlos Bronco / Onça Vingadora
  • Grande Otelo...Mundico
  • Neide Aparecida...Rosinha
  • Átila Iório...Tranca-pés
  • Nelly Martins...Zizi
  • Paulette Silva...Marisa
  • Wilson Grey
  • Angelito Melo...delegado
  • Zé Trindade (participação como noivo de Rosinha)

Na cidade do nordeste do Brasil chamada Desterro (muito parecida com uma vila do Velho Oeste dos filmes americanos), um grupo de cangaceiros realiza vários ataques, saqueando bens e raptando mulheres. Apenas o misterioso justiceiro mascarado chamado de Onça Vingadora enfrenta os bandidos. Depois de um ataque, o prefeito resolve mobilizar a população para organizar uma "Volante" e ir atrás dos bandidos. Dois conhecidos covardes da cidade, o boticário e tabelião Aristides Pelado e o fotógrafo e dentista Carlos Bronco, gostam de Rosinha, filha do rico Coronel Batista. Mas ela prefere homens valentes como o Onça Vingadora. Para chamarem a atenção dela, Aristides e Bronco vão atrás dos cangaceiros e acabam se juntado ao esperto vendedor Mundico. Este convence os dois a se disfarçarem de cangaceiros para se misturarem ao bando e eliminarem os bandidos um a um. No final descobre que Aristide e Bronco são O Onça Vingadora

Dirigido por Victor Lima

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Entrei de Gaiato (1959)

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Dirigido por J.B. Tanko

Januário é um vigarista que, com ajuda de seus amigos igualmente trapaceiros, se hospeda no requintado Hotel Palácio, fazendo-se passar por um rico fazendeiro de cacau a fim de roubar e enganar turistas.

Ananásia é uma viúva que também se torna hóspede do mesmo hotel, com quase o mesmo plano: fingir ser milionária para conseguir casar com algum "velho" endinheirado. De imediato, Januário e Ananásia começam a namorar. No entanto, as mentiras sobre suas riquezas os fazem alvos de ladrões internacionais de jóias que estavam entre os hóspedes.

Elenco

  • Zé Trindade.... Januário Joboatão (J.J.)
  • Dercy Gonçalves.... Ananásia da Emancipação
  • Costinha.... Bolota (Abdias Carneiro)
  • Roberto Duval.... Marc
  • Marina Marcel.... Anabela
  • Evelyn Rios.... Elisa (sobrinha de Ananásia)
  • Chico Anysio... Dr. Concreto
  • Milton Carneiro ... eunuco do paxá
  • Grijó Sobrinho
  • Ventura Ferreira
  • Walter Sequeira Mendez
  • Chiquinho
  • Agnaldo Rocha
  • Carvalhinho (Rodolfo Carvalho)
  • Joel da Rosa
  • Maria Aparecida
  • Yara Lex
  • Hamilton Ferreira ... Lucas (detetive do hotel)
  • Procopinho (Francisco Ferreira)
  • Luiz Carlos Braga ... Fred
  • Luiz Mazzei
  • Aracy Rosa
  • Blackout ... barman do hotel
  • Grande Otelo .. apresentador do show do hotel
  • Jaime Ferreira
  • Marta Lamour
  • Edmundo Carijó ... bailarino
  • Thelma Elita ... bailarina
  • Humberto Catalano
  • Moacyr Franco ... mendigo
  • Paulo Gilvan Bezerril ... Trio Irakitan
  • Edson França (Edinho) ... Trio Irakitan
  • João Costa Netto ... Trio Irakitan

Chofer De Praça (1959) / Download MINHATECA / MEGA

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Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi - Zacarias "Caría" (usado para o trocadilho cômico conforme a citação "Lá em casa me chamam por Caría")
  • Geny Prado - Augusta
  • Celso Faria - Raul
  • Ana Maria Nabuco - Iolanda
  • Carmen Morales - Rita
  • Maria Helena Dias - Namorada rica
  • Roberto Duval - Pai da namorada rica
  • Elk Alves - Passageiro das botas sujas
  • Benedito Liendo - Passageiro gordo
  • Marlene Rocha
  • Nina Marques
  • Nena Viana - Vizinha
  • Cavagnole Neto
  • Elpídio dos Santos

É interessante observar que, nos últimos cinquenta anos, a sociedade brasileira evoluiu muito cultural e moralmente falando. Paradoxalmente, o humor parece que sofreu uma espécie de involução.

Mesmo um filme de Amácio Mazzaropi, engessado pela moral cristalizada dos anos 1950, soa tão politicamente incorreto que as globochanchadas apelativas que anualmente aparecem no cardápio cinematográfico brasileiro. E isso nos leva a válidas reflexões.

Os melhores filmes do Mazzaropi sempre serão aqueles que, não somente a parte artística seja conferida a gente mais capacitada que ele, mas aqueles onde insistem em colocá-lo em um contexto urbano, citadino.

Chofer de Praça realmente parece revisitar os modelos de Sai da Frente (1952) A Carrocinha (1955), modelos esses que seriam novamente utilizados em O Vendedor de Linguiça (1961-1962), que estrearia anos depois.

O potencial humorístico de um carro velho caindo aos pedaços sendo conduzido por um caipira atrapalhado e turrão parecia - naqueles idos tempos - ser uma fonte inesgotável de situações e histórias.

Chofer de Praça é um filme de choques. O choque que o caipira Zacarias sofre ao trabalhar de chofer na grande cidade; o choque entre ele e seu filho que, formando-se em Medicina, restrito a um círculo de amizades que envolve filhos e filhas de grandes industriais e gente de bem, alimenta dentro de si uma vergonha muito grande de sua origem humilde e da simplicidade e pouca etiqueta de seus pais.

É realmente raro ver filmes de Mazzaropi onde o roteiro não desanda daquele maniqueísmo quadrado, como é o caso de Chofer de Praça. Tudo bem que a grande malvadeza do filho em omitir a verdadeira natureza de seus pais é consertada no final com um tapa na cara...

É. Naqueles idos tempos, talvez soasse muito engraçado que um chofer de praça, um taxista, não quisesse levar um gordo grande no carro, expulsasse a mulher fresca jogando suas sacolas de feira no chão com violência, ou apontasse uma arma ao casal jovem que queria pagar a corrida para se entregar às putarias. Que o trabalhador pai de família também tivesse momentos de desabrida violência e maus tratos à sua esposa, anacrônico, controvertido e machista que é.

São situações que, de certa forma, refletem os preconceitos e tabus da época, ainda assim são contudentes para o espírito do tempo sob a chancela do humor, ainda mais hoje, e que conseguem ser mais eficazes à reflexão que as flutuações ginecológicas da Globo Filmes e a essa arte de fazer rir chata e demagógica, tão cheia de dedos e fitas, dos stand-ups talking shows da TV brasileira.

Mas a força de Mazzaropi ainda está em criticar, em ridicularizar toda e qualquer forma de preconceito de classe, que sempre quis separar o Brasil entre casa-grande e a senzala.

Chofer de Praça é o primeiro filme que Amácio Mazzaropi pagou do próprio bolso, com a sua recém-fundada produtora PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), embora usasse os estúdios e parte dos técnicos da já moribunda Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernando do Campo.

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Orfeu Negro (1959)

Um dos poucos filmes no mundo que ganhou o Prêmio de Melhor filme de Festivais de Cinema consagrados (Oscar, Cannes e Globo de Ouro), "Orfeu negro" foi ovacionado e amado mundo afora, porém aqui no Brasil sempre sofreu duras críticas. O motivo? A alegação do olhar estrangeiro (no caso de um Cineasta francês) sobre a cidade do Rio de Janeiro. Um olhar alegórico, fantasioso, o País do Carnaval e do samba, onde a pobreza é anestesiada pelo som dos batuques e de uma falsa felicidade que elimina vestígios de fome e analfabetismo. Adaptada da obra de Vinícius de Moraes, "Orfeu da Conceição", narra a história de Eurídice (A inglesa Marpessa Dawn), uma jovem que foge de um homem misterioso, que ela tem certeza de que quer matá-la. Ela vem de Niterói até o Morro da Babilônia morar com sua Tia, Serafina (Léa Garcia). No seu caminho, ela esbarra com o galante manobrista de bonde, Orfeu (Breno Mello), noivo de Mira (Lourdes de Oliveira). Essa história acontece durante os 3 dias de Carnaval, e termina de forma trágica. Emoldurada por canções de Tom Jobim e Vinícius, o filme foi um dos responsáveis pela divulgação da Bossa Nova mundo afora. O cineasta francês Marcel Camus já havia vindo para o Rio de Janeiro antes e se apaixonou pela cidade. Esse amor é visível em cada fotograma do filme. Belissimamente fotografado, com locações estonteantes que mostram um Rio de Janeiro lúdico do final dos anos 50, ainda embalado por um Carnaval ingênuo e romântico. Como imagens, é um documentário importantíssimo. O elenco é formado por atores profissionais e não atores, o que corrobora a intenção do Diretor de fazer um filme dentro da narrativa do neo-realismo italiano: Locações reais, personagens marginalizados e mistura de atores profissionais e amadores. Breno Mello era um ex-jogador de futebol, Marpessa era uma bailarina de Corpo de baile inglês e Lourdes foi encontrada em um supermercado. Vendo o filme, a gente se impressiona com o naturalismo de todos. As crianças também são um grande destaque, sensacionais. Fiquei ainda mais encantado revendo esse filme (havia visto a uns 15 anos atrás). Continua muito charmoso, lírico, surpreendente. Um retrato nostálgico de uma cidade e sua cultura que infelizmente, não voltam mais. Mesclando comédia, drama e musical, o filme acerta em cheio como filme de entretenimento,e ao gosto dos estrangeiros, exótico.

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Direção: Marcel Camus

ELENCO
Breno Mello
Marpessa Dawn
Marcel Camus
Lourdes de Oliveira
Léa Garcia
Ademar Ferreira da Silva

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Mulheres à Vista (1959)

Download MEGA 01 / 02 / 03 / 04

SENHA PARA DESCOMPACTAR: cinecult

Dirigido por J.B.Tanko

Elenco:

  • Zé Trindade...João Flores
  • Consuelo Leandro...Mariazinha Boca de Caçapa
  • Grande Otelo...Napoleão Josafá
  • Estelita Bell...Madame Virtuosa
  • Renato Restier...Galileu
  • Aída Campos...Estelita
  • Duarte de Moraes...Manoel
  • Geraldo Meyer...Heleno
  • Carlos Imperial...Benedito "Sete Fôlegos"
  • Bill Farr...Carlos
  • Darci Souza
  • Carvalhinho (creditado como Rodolfo Carvalho)
  • Geraldo Alves...cobrador de voz fina

João Flores é empresário de uma companhia teatral mambembe formada por ele, a vedete Boca de Caçapa, o ex-ajudante de palhaço Josafá e o cantor sem voz Benedito. Ele tenta organizar um grande teatro de revista numa renomada casa teatral carioca e para conseguir o dinheiro aplica vários golpes, ajudado pelos seus companheiros: assedia a viúva dona do teatro Virtuosa e compra a prazo e vende a vista diversos produtos ("operação filipeta"). A quantidade de credores a persegui-lo se torna enorme e para complicar ainda mais a situação, o antigo empresário que alugava o teatro, Galileu, busca evitar que João alcance o sucesso pois quer conseguir de volta o teatro, em condições mais vantajosas. 

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Macumba na Alta (1959)

Dirigido por Maria Basaglia

Elenco

  • Jaime Costa...... "Doutor"
  • Rita Cléos...... Lena
  • Fábio Cardoso...... Sílvio
  • Armando Bógus...... Pinta
  • Irina Grecco...... Zuzu
  • Felipe Carone...... André, pai de Sílvio
  • Marina Freire......Dona Violeta
  • Maria Dilnah...... Irene, noiva de Sílvio
  • Maria Helena Dias....Amiga de Sílvio

"Doutor", um esperto vendedor de bilhetes de loteria, é atropelado pelo carro de Sílvio, um estudante boêmio filho de milionário. Este, como havia bebido, o leva para sua casa para tentar resolver rapidamente mas o "Doutor" se aproveita da situação juntamente com seu colega compositor de sambas Pinta e a filha Lena. Sr.André, pai de Silvio, retorna de viagem e os envolvidos não lhe revelam a verdade, dizendo que o "Doutor" é um professor de Sívio que veio para uma visita de longa duração. O período de carnaval se inicia e todos festejam de alguma forma. Pinta cria um samba que faz sucesso e a Rádio Nacional o procura para um contrato.

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Garota Enxuta (1959)

Assista on line

Dirigido por J.B.Tanko

Elenco

  • Ankito...Itaporanga Popô
  • Grande Otelo...Otelo, apresentador e cantor do programa "Torpedo Musical"
  • Renato Restier...Doutor La Costa
  • Agnaldo Rayol...Rafael
  • Nelly Martins...Nelly
  • Jaime Costa...Presidente Falcão
  • Carlos Costa...Baltazar
  • Lílian Fernandes...Walquíria
  • Iracema de Alencar...Vovó
  • Zequinha...Cosme
  • Quinzinho...Damião
  • Carlos Melo...Cesar
  • Carlos Imperial...Ladrão de carros
  • Luís Delfino
  • Paulo Celestino
  • Renato Consorte
  • Rinaldo Calheiros
  • Renata Fronzi (participação)

A Fábrica de Automóveis Torpedo quer patrocinar um grande programa musical de TV e seu presidente, Dr. Falcão, contrata a TV Carioca Canal 20 do Rio de Janeiro e a TV Bandeirante em São Paulo, para transmiti-lo. O programa irá contar a história do automóvel e da música e será apresentado por Otelo. Nelly, a filha do presidente Falcão da Torpedo, quer cantar no programa mas seu pai não a deixa. Então ela conhece o esperto Popô, funcionário da emissora que também quer colocar no programa uma dupla sertaneja de anões, Cosme e Damião, e ele e seu irmão Rafael vão ajudar Nelly a se apresentar. Para isso contam com o auxílio de Otelo.

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Dona Xepa (1959)

Dirigido por Darcy Evangelista

Elenco

  • Alda Garrido...Dona Xepa / Dona Carlota
  • Nino Mello...Seu Ângelo
  • Odete Lara...Rosália
  • Colé Santana...Coralino
  • Zezé Macedo...Camila
  • Herval Rossano...Edson
  • Cilo Costa...Manfredo
  • Glória Cometh...Hilda
  • Fernando Pereira...José
  • Nair Amorim...Guiomar
  • Willy Keller...Professor
  • Francisco Dantas...Professor de francês
  • Elizabeth Horn...Diva
  • Arnaldo Montel...Gomina
  • Aguinaldo Rocha
  • Carvalhinho...cabeleireiro

Dona Xepa é um viúva simples que possui uma barraca de frutas e legumes no Mercado e trabalha ali com a amiga Camila. Ela tem um casal de filhos adultos. Edson, o filho, estudou nos Estados Unidos e agora trabalha com dificuldades em sua invenção revolucionária, a "Válvula Isocrônica", capaz de tornar comum o uso da energia nuclear. Rosália, a filha, se envergonha da mãe e da vida pobre, rejeitando o interesse de Zé, o aspirante a futebolista. E aceitando ser cortejada por Manfredo, um diplomata rico. Dona Xepa hipoteca seu sítio e dá o dinheiro para o filho continuar a trabalhar na invenção. Enquanto isso, os vizinhos da vila caçoam dela e do filho, objeto de um samba de Coralino que compôs o refrão:"tenho o aparelho, falta funcionar". Manfredo faz parte de um grupo de negociantes inescrupulosos e finge ajudar Edson e a família mudando-os todos para uma bela casa e Dona Xepa se torna uma "madame".

 

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Cala a Boca, Etelvina (1959)

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Dirigido por Eurípides Ramos

Etelvina é uma empregada doméstica faladeira que costumeiramente atende cobradores na porta do apartamento de seus patrões endividados, Adelino e Zulmira. Zulmira se sente humilhada e sai de casa apoiada pela mãe, Dona Emília, deixando alguns vestidos para Etelvina. Adelino chega em casa e o sogro Libório lhe conta o que aconteceu enquanto Etelvina usa um vestido de Zulmira. Nesse momento chega Macário, tio rico fazendeiro na Ilha do Marajó no Pará e confunde Etelvina com Zulmira. Libório convence Adelino e Etelvina a manterem a farsa achando que se Macário souber da separação do casal, não vai querer mais Adelino como herdeiro. As coisas se complicam quando Zulmira quer voltar, além da confusões de Etelvina no papel de "patroa" e ficam piores quando Macário avisa que vai ficar como hóspede um tempo bem maior do que o pretendido inicialmente.

Elenco

Ator Personagem
Dercy Gonçalves Etelvina
Paulo Goulart Adelino
Humberto Catalano Libório
Mara di Carlo Zulmira
Otello Zeloni Paquito
Manoel Vieira Macário
Sara Nobre Emília
Zezé Macedo Pancrácia, a empregada
Grace Moema Ernestina, a cozinheira
Wilson Grey falso Ladrão
Vírginia Moreira Lavadeira
João Péricles Cobrador
Sônia Lancelotti Sobrinha de Etelvina
Olindo Dias Pai de Etelvina
Aguinaldo Rocha Assaltante
Grijó Sobrinho Chofér
Azelita Ivantes Lavadeira
Carlos Costa Cobrador
Ita Werter Lavadeira

Números Musicais

Cantor Canção Compositor
Emilinha Borba " Cachito " Consuelo Velasquez
Nélson Gonçalves " Atiraste uma Pedra " Herivelto Martins
The Golden Boys " Meu Romance com Laura " Jayro Aguiar
Jackson do Pandeiro " Fantasia Nordestina " Humberto Ferreira e

Luiz Gonzaga

Sílvio Mazzuca " Tequila " Chirck Rio

 

Esse Milhão É Meu (1959) / Minhateca

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Elenco:

Oscarito... Felismino Tinoco

Sônia Mamede... Arlete

Miriam Teresa... Sueli, a sobrinha

Francisco Carlos... Sílvio

Margot Louro... Gertrudes

Zezé Macedo... Augusta, a sogra

Afonso Stuart ... Janjão, o sogro

Agildo Ribeiro

Ribeiro Fortes

Armando Nascimento

Augusto Cesar Vanucci... Juscelino

Derek Wheatley

Altamiro Carrilho...como ele mesmo

Dirigido por Carlos Manga

Felismino Tinoco é um servidor público dedicado, casado com uma mulher megera. Vivem com ele na mesma casa também a sogra faladeira, o sogro dissimulado e a sobrinha estudante. Ao chegar para mais um dia de trabalho, Felismino é surpreendido com a notícia de que ganhara um prêmio de um milhão por te conseguido ir ao trabalho uma semana sem faltar. Os amigos o convencem a ir comemorar o prêmio numa casa noturna, o Sevilla Club. No meio da bebedeira, ele conhece a artista Arlete, que entra em um golpe com seu amante trapaceiro Juscelino para chantagear Felismino e ficar com o dinheiro. A sobrinha fica sabendo da chantagem e tenta ajudar Felismino, mas se coloca em perigo. 

Jeca Tatú (1959) / Minhateca

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Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Mazzaropi...Jeca
  • Geny Prado...Jerônima
  • Roberto Duval...Vaca Brava
  • Nicolau Guzzardi...Seu Giovani
  • Nena Viana...Dona Baratinha
  • Marlene França...Marina
  • Francisco di Franco...Marcos
  • Miriam Rony...Tina, esposa de Giovani
  • Marlene Rocha
  • Pirolito
  • Marthus Mathias
  • Hamilton Saraiva
  • José Soares
  • Hernani Almeida
  • Homero Souza Campos
  • Eliana Wardi
  • Marilu
  • Galampito
  • Augusto César Ribeiro
  • Argeu Ferrari
  • Cláudio Barbosa
  • Humberto Barbosa
  • Newton Jaime S. Amadei

Amacio Mazzaropi (1912-1981) é, sem sombras de dúvida, o maior comediante brasileiro. As razões? Por ser o nome mais bem-sucedido do cinema nacional, por ser um dos poucos humoristas que conseguiram se impor por mais de três longas décadas no gosto popular e por ser o único caso de artista brasileiro que produziu a si mesmo, em matéria de filmes.

Ora, Jeca Tatu é a sua película de 1959. O décimo filme da sua carreira e o segundo filme com o selo da sua produtora PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi), criada no ano anterior. Com o roteiro e direção conduzidos por Milton Amaral (com argumento do próprio Mazzaropi), Jeca Tatu é uma declarada homenagem ao escritor Monteiro Lobato. Portanto, não é exagero afirmar que estamos falando de um clássico.

Mazzaropi já tinha vivido nas telonas o papel do caipira, em 1953, no filme Candinho. Porém, só foi a partir de Jeca Tatu que Mazzaropi casaria muito bem o seu estilo cômico com o personagem estereótipo concebido por Monteiro Lobato.

O filme começa com a esposa ralhando Jeca, pelo fato de ela estar trabalhando enquanto o marido está a dormir. A cômica preguiça do Jeca é uma constante em todo o filme. Morando em uma choupana paupérrima, Jeca mora com a esposa, suas crianças e a pérola de sua filha, a bela Marina. Dada a sua beleza, Marina se sente constantemente ameaçada pelo capataz da fazenda vizinha, o Vaca-Brava. Este, a todo o custo, e por meio da força e ameaças, quer casar-se com ela. Vaca-Brava faz bem o tipo de vilão dos filmes norte-americanos antigos, principalmente os de faroeste: porte prepotente, ameaçador, o inseparável cigarro e as tragadas cheias do estilo desnecessário da masculinidade dos anos 50. Ele persegue Marina, mas, para seu profundo desagrado e ódio, descobre que ela está apaixonada por Marcos, filho de Giovanni.

Eis aí outro personagem importante. Giovanni é um ganancioso fazendeiro, italiano, vizinho de Jeca Tatu. E, por sinal, detesta o pobre caboclo, e sempre procura de um jeito ou outro, tomar-lhe as terras, além de complicar a vida do Jeca. Dessa maneira, Mazzaropi mostra de forma dramática e sem uma caracterizada postura política os problemas da terra, do camponês oprimido pelo latifundiário. Giovanni não medirá esforços em tomar o rancho do Jeca e avançar cada vez mais as suas cercas. Jeca, por sua vez, se atola mais e mais em dívidas com o português do armazém. E o português, em conluio com o italiano, procura persuadir Jeca em ceder suas terras por “hipoteca” da dívida.

Vale observar que os dois tipos caricatos estrangeiros procuram tomar o que Jeca possuía de mais rico. Se dissermos que aí existe a implícita mensagem do estrangeiro como ladrão das riquezas do povo brasileiro, pode parecer mera especulação, mas é bom lembrar que Mazzaropi sempre teve uma postura um tanto nacionalista no que diz respeito ao cinema, e do cinema nacional forte dentro do mercado cinematográfico brasileiro, além de acreditar que o caipira é uma genuína identidade das raízes tipicamente brasileiras.

O riso em Jeca Tatu caminha de mãos dadas com o drama. Ao mesmo tempo em que o público ri do tratamento cômico e do jeito desengonçado do Jeca, em especial do seu modo de andar sui generis, o público se emociona com as perdas e desgraças que acometem o pobre matuto. Afinal, a maioria dos filmes do “Mazza” faz emergir o riso em cenas de dor e infelicidade. O riso pode partir de tudo, até mesmo da impossibilidade dos personagens em se livrarem de seus próprios problemas.

A incrível capacidade de Mazzaropi em fazer rir é fruto de sua longa experiência no teatro mambembe, no teatro de revista, no circo, no rádio e na televisão. Nos anos 50, o lado burlesco e histriônico do cinema manifestou-se em sua força mais considerável, sendo seus grandes articuladores Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Genésio Arruda e o próprio Mazzaropi.

As piadas do filme são muito semelhantes às frases anedóticas dos antigos almanaques de farmácia. E não é sem razão, porque todo o filme foi inspirado não no conto Jeca Tatu (presente no livro Urupês, onde Lobato, com uma mania de grandeza obsessivamente progressista, acusa o pobre Jeca do atraso valparaibano), mas sim no Jeca Tatuzinho (escrito anos depois, como mea-culpa de Lobato, arrependido das acusações endereçadas ao homem do campo). Jeca Tatuzinho era um almanaque publicitário feito para a Indústria Farmacêutica Fontoura nos anos 20 e que circulou por longos anos, onde o personagem nada mais era que um caipira pedagógico, que veiculava os produtos do laboratório e abordava temas domésticos, como noções de higiene pessoal, etc.

Em seus 95 minutos, Jeca Tatu é um filme singelo e tocante, pecando porém no uso constante dos clichês do circo pastelão. O catolicismo rústico alia-se a uma índole conformista do personagem, afastando da película qualquer menção ao camponês revolucionário e afastando do personagem qualquer força moral além de sua simplicidade e honestidade. Em suma, o cinema de Mazzaropi é reacionário de certa forma, já que defende a vida no campo em detrimento com a vida da cidade. Por essa razão, Mazzaropi não teve boa aceitação por parte da intelectualidade brasileira daquele tempo, porque foi justamente a época que predominou a política desenvolvimentista, que começou com o governo de Juscelino Kubitschek e permaneceu indelével por muitos anos na sociedade brasileira. Naquele tempo, se discutia qual seria a identidade nacional, enquanto o progresso era o tom mais forte e emotivo que se tinha no momento. Assim, o homem do campo era visto como o atraso, como um mal a ser extirpado; só a população citadina seria a representação do Brasil-moderno, do Brasil-democrático.

Jeca Tatu foi lançado em pleno corre-corre urbano e desenvolvimentista da construção de Brasília, para ser um filme cheio de simpatia quase árcade ao caipira, ao matuto paulista daqueles dias. Como estilo de época, os números musicais não poderiam faltar, o que aliás, marcam presença de peso com os cantores Agnaldo Rayol, Lana Bittencourt, Tony e Celly Campello. O próprio Mazzaropi também canta duas canções em pontos interessantes da trama: o primeiro ponto é quando ele e sua família partem sem destino em um carro de bois, após ter sua choupana incendiada pela maldade de Giovanni – maldade essa conduzida pelas artimanhas de Vaca-Brava. Já o segundo ponto é próximo ao desfecho, quando o Jeca torna-se “coroné”...

Por fim, convém salientar que foi com Jeca Tatu que Mazzaropi abriu as portas para que muitos filmes seus compusessem o que futuramente chamar-se-ia de “cinema caipira”. Com um humor visceralmente pessoal, reproduziu de modo insistente - e à sua maneira - a vida rural no cinema brasileiro.

De fato, é dele o cinema mais popular feito nestes solos.

 

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