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1959
1959

B

  • BEN HUR 

C

  • Cala a Boca, Etelvina
  • Chofer de Praça
D
  • Duelo de Titãs

E

  • Entrei de Gaiato
  • Esse Milhão É Meu

G

  • Garota Enxuta

H

  • O Homem do Sputnik

J

  • Jeca Tatu

M

  • Macumba na Alta
  • Minervina Vem Aí
  • Mulheres à Vista

O

  • Orfeu Negro

P

  • O Pátio
  • Pintando o Sete

Q

  • Quem Roubou Meu Samba?

T

  • Os Três Cangaceiros

 

 

 

Ben-Hur – 1959

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Na Judeia invadida pelos conquistadores romanos, o príncipe Ben-Hur (Charlton Heston) tenta conduzir seu povo rumo à liberdade. Mas isso gera um conflito de interesses com o seu amigo de infância, Messala (Stephen Boyd), agora um severo comandante dos exércitos de Roma. Preso, o príncipe é enviado para trabalhar como escravo, longe de suas terras, família e sua amada Esther (Haya Harareet). O pacífico Ben-Hur transforma-se em um guerreiro forte e corajoso, disposto a enfrentar seus inimigos e restabelecer a paz.


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DUELO DE TITÃS (1959)

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A esposa do delegado Morgan (Kirk Douglas) é violentada e assassinada por dois jovens quando ia visitar sua família. Os assassinos deixaram um distintivo no local do crime e Morgan reconhece como sendo de seu velho amigo Craig Belden (Anthony Quinn), que agora é um barão na cidade de Gun Hill. Ele se mostra simpático, mas deixa transparecer que seu filho Rick (Earl Holliman) foi um dos autores do assassinato. Morgan decide ir atrás de Rick, mas está sozinho na cidade, com Belden e seus homens procurando-o para matá-lo.

Esse Milhão É Meu (1959)

Assista on line

Elenco:

Oscarito... Felismino Tinoco

Sônia Mamede... Arlete

Miriam Teresa... Sueli, a sobrinha

Francisco Carlos... Sílvio

Margot Louro... Gertrudes

Zezé Macedo... Augusta, a sogra

Afonso Stuart ... Janjão, o sogro

Agildo Ribeiro

Ribeiro Fortes

Armando Nascimento

Augusto Cesar Vanucci... Juscelino

Derek Wheatley

Altamiro Carrilho...como ele mesmo

Dirigido por Carlos Manga

Felismino Tinoco é um servidor público dedicado, casado com uma mulher megera. Vivem com ele na mesma casa também a sogra faladeira, o sogro dissimulado e a sobrinha estudante. Ao chegar para mais um dia de trabalho, Felismino é surpreendido com a notícia de que ganhara um prêmio de um milhão por te conseguido ir ao trabalho uma semana sem faltar. Os amigos o convencem a ir comemorar o prêmio numa casa noturna, o Sevilla Club. No meio da bebedeira, ele conhece a artista Arlete, que entra em um golpe com seu amante trapaceiro Juscelino para chantagear Felismino e ficar com o dinheiro. A sobrinha fica sabendo da chantagem e tenta ajudar Felismino, mas se coloca em perigo. 

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Pintando o Sete - 1959

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Diretor Carlos Manga

Elenco

  • Oscarito, como o palhaço Catito
  • Cyll Farney, o médico Cláudio
  • Sônia Mamede, como Zilá
  • Ilka Soares, como Silvia
  • Mária Pétar, como Gilda
  • Antônio Carlos Pires, como Epaminondas
  • Grijó Sobrinho, como coronel Tibúrcio
  • Abel Pêra, como o juiz, Dr. Mendonça
  • Vera Regina, como Marlene
  • Ema D'Ávila, como Filomena

O palhaço Catito (Oscarito) foge de um casamento forçado com a filha de um coronel e para isto embarca no automóvel de Cláudio, um médico que está noivo de Silvia, de quem está com ciúmes porque ela receberá a visita de um intelectual vindo da França.

Para fazer frente ao concorrente, Cláudio contrata Catito a fim de que este finja ser o famoso pintor Picansô que, assim, realiza uma vernissagem onde todos se admiram do grande talento pictórico; durante o evento Cláudio conhece Gilda e a irmã desta, Zilá, descobre a farsa do palhaço e, em troca de seu silêncio, força Catito a colaborar na tentativa de fazer com que o médico se enamore da irmã.

Catito consegue vender alguns quadros a ricos fregueses, que acreditam ser ele o grande Picansô; enquanto isto Zilá e o palhaço arquitetam um plano em que flagrariam o médico e sua irmã juntos, em casa dele; assim, acompanhada de seu namorado Epaminondas e do pai — o juiz Mendonça — Zilá vai até a casa de Cláudio mas em vez da irmã e do médico, encontram o coronel Tibúrcio atrás do prometido para sua filha; também os ricos que haviam comprado obras do falso Picansô surgem, querendo o dinheiro de volta e tem lugar uma grande confusão.

Ao final tudo se resolve: Epaminondas se casa com a filha do coronel, Cláudio se casa com Gilda e sua ex-noiva Silvia vai para a Europa com Picansô, o artista real; Catito e Zilá partem juntos para os Estados Unidos.

Os Três Cangaceiros (1959)

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Na cidade do nordeste do Brasil chamada Desterro (muito parecida com uma vila do Velho Oeste dos filmes americanos), um grupo de cangaceiros realiza vários ataques, saqueando bens e raptando mulheres. Apenas o misterioso justiceiro mascarado chamado de Onça Vingadora enfrenta os bandidos. Depois de um ataque, o prefeito resolve mobilizar a população para organizar uma "Volante" e ir atrás dos bandidos. Dois conhecidos covardes da cidade, o boticário e tabelião Aristides Pelado e o fotógrafo e dentista Carlos Bronco, gostam de Rosinha, filha do rico Coronel Batista. Mas ela prefere homens valentes como o Onça Vingadora. Para chamarem a atenção dela, Aristides e Bronco vão atrás dos cangaceiros e acabam se juntado ao esperto vendedor Mundico. Este convence os dois a se disfarçarem de cangaceiros para se misturarem ao bando e eliminarem os bandidos um a um. No final descobre que Aristide e Bronco são O Onça Vingadora.

Dirigido por Victor Lima

Elenco:

  • Ankito...Aristides Pelado / Onça Vingadora
  • Ronald Golias...Carlos Bronco / Onça Vingadora
  • Grande Otelo...Mundico
  • Neide Aparecida...Rosinha
  • Átila Iório...Tranca-pés
  • Nelly Martins...Zizi
  • Paulette Silva...Marisa
  • Wilson Grey
  • Angelito Melo...delegado
  • Zé Trindade (participação como noivo de Rosinha)

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Quem Roubou Meu Samba? (1959)

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O compositor de sambas Atanásio Cruz assina contratos com duas gravadoras rivais e desaparece. Logo após os donos das gravadoras descobrem a sua malandragem. Seu amigo e detetive atrapalhado Leovegildo é contratado pela dona da Gravadora Aurora para ir atrás dele no Morro da Navalhada. O desonesto Tancredo, da Gravapan, envia Secundino e outros capangas também atrás do compositor. Na confusão que se segue, Atanásio perde a memória e vai para o hospital onde trabalha Iolanda, a namorada de Leovegildo. Os capangas de Secundino não desistem e raptam Atanásio do hospital, mas são seguidos por Leovegildo.

Dirigido por José Carlos Burle e Hélio Barroso 

Elenco:

  • Ankito...Leovigildo "Coruja"
  • Maria Vidal...Aurora
  • Nancy Wanderley...Iolanda
  • Aurélio Teixeira...Secundino
  • Pituca...Terrinha
  • Humberto Catalano ...Tancredo
  • Darcy Coria ... Gilda
  • Francisco Dantas ...Dr.Ranulfo
  • Chuvisco...Atanásio Cruz
  • Wilson Grey...paciente 

Jeca Tatú (1959)

VK

Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Mazzaropi...Jeca
  • Geny Prado...Jerônima
  • Roberto Duval...Vaca Brava
  • Nicolau Guzzardi...Seu Giovani
  • Nena Viana...Dona Baratinha
  • Marlene França...Marina
  • Francisco di Franco...Marcos
  • Miriam Rony...Tina, esposa de Giovani
  • Marlene Rocha
  • Pirolito
  • Marthus Mathias
  • Hamilton Saraiva
  • José Soares
  • Hernani Almeida
  • Homero Souza Campos
  • Eliana Wardi
  • Marilu
  • Galampito
  • Augusto César Ribeiro
  • Argeu Ferrari
  • Cláudio Barbosa
  • Humberto Barbosa
  • Newton Jaime S. Amadei

Amacio Mazzaropi (1912-1981) é, sem sombras de dúvida, o maior comediante brasileiro. As razões? Por ser o nome mais bem-sucedido do cinema nacional, por ser um dos poucos humoristas que conseguiram se impor por mais de três longas décadas no gosto popular e por ser o único caso de artista brasileiro que produziu a si mesmo, em matéria de filmes.

Ora, Jeca Tatu é a sua película de 1959. O décimo filme da sua carreira e o segundo filme com o selo da sua produtora PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi), criada no ano anterior. Com o roteiro e direção conduzidos por Milton Amaral (com argumento do próprio Mazzaropi), Jeca Tatu é uma declarada homenagem ao escritor Monteiro Lobato. Portanto, não é exagero afirmar que estamos falando de um clássico.

Mazzaropi já tinha vivido nas telonas o papel do caipira, em 1953, no filme Candinho. Porém, só foi a partir de Jeca Tatu que Mazzaropi casaria muito bem o seu estilo cômico com o personagem estereótipo concebido por Monteiro Lobato.

O filme começa com a esposa ralhando Jeca, pelo fato de ela estar trabalhando enquanto o marido está a dormir. A cômica preguiça do Jeca é uma constante em todo o filme. Morando em uma choupana paupérrima, Jeca mora com a esposa, suas crianças e a pérola de sua filha, a bela Marina. Dada a sua beleza, Marina se sente constantemente ameaçada pelo capataz da fazenda vizinha, o Vaca-Brava. Este, a todo o custo, e por meio da força e ameaças, quer casar-se com ela. Vaca-Brava faz bem o tipo de vilão dos filmes norte-americanos antigos, principalmente os de faroeste: porte prepotente, ameaçador, o inseparável cigarro e as tragadas cheias do estilo desnecessário da masculinidade dos anos 50. Ele persegue Marina, mas, para seu profundo desagrado e ódio, descobre que ela está apaixonada por Marcos, filho de Giovanni.

Eis aí outro personagem importante. Giovanni é um ganancioso fazendeiro, italiano, vizinho de Jeca Tatu. E, por sinal, detesta o pobre caboclo, e sempre procura de um jeito ou outro, tomar-lhe as terras, além de complicar a vida do Jeca. Dessa maneira, Mazzaropi mostra de forma dramática e sem uma caracterizada postura política os problemas da terra, do camponês oprimido pelo latifundiário. Giovanni não medirá esforços em tomar o rancho do Jeca e avançar cada vez mais as suas cercas. Jeca, por sua vez, se atola mais e mais em dívidas com o português do armazém. E o português, em conluio com o italiano, procura persuadir Jeca em ceder suas terras por “hipoteca” da dívida.

Vale observar que os dois tipos caricatos estrangeiros procuram tomar o que Jeca possuía de mais rico. Se dissermos que aí existe a implícita mensagem do estrangeiro como ladrão das riquezas do povo brasileiro, pode parecer mera especulação, mas é bom lembrar que Mazzaropi sempre teve uma postura um tanto nacionalista no que diz respeito ao cinema, e do cinema nacional forte dentro do mercado cinematográfico brasileiro, além de acreditar que o caipira é uma genuína identidade das raízes tipicamente brasileiras.

O riso em Jeca Tatu caminha de mãos dadas com o drama. Ao mesmo tempo em que o público ri do tratamento cômico e do jeito desengonçado do Jeca, em especial do seu modo de andar sui generis, o público se emociona com as perdas e desgraças que acometem o pobre matuto. Afinal, a maioria dos filmes do “Mazza” faz emergir o riso em cenas de dor e infelicidade. O riso pode partir de tudo, até mesmo da impossibilidade dos personagens em se livrarem de seus próprios problemas.

A incrível capacidade de Mazzaropi em fazer rir é fruto de sua longa experiência no teatro mambembe, no teatro de revista, no circo, no rádio e na televisão. Nos anos 50, o lado burlesco e histriônico do cinema manifestou-se em sua força mais considerável, sendo seus grandes articuladores Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Genésio Arruda e o próprio Mazzaropi.

As piadas do filme são muito semelhantes às frases anedóticas dos antigos almanaques de farmácia. E não é sem razão, porque todo o filme foi inspirado não no conto Jeca Tatu (presente no livro Urupês, onde Lobato, com uma mania de grandeza obsessivamente progressista, acusa o pobre Jeca do atraso valparaibano), mas sim no Jeca Tatuzinho (escrito anos depois, como mea-culpa de Lobato, arrependido das acusações endereçadas ao homem do campo). Jeca Tatuzinho era um almanaque publicitário feito para a Indústria Farmacêutica Fontoura nos anos 20 e que circulou por longos anos, onde o personagem nada mais era que um caipira pedagógico, que veiculava os produtos do laboratório e abordava temas domésticos, como noções de higiene pessoal, etc.

Em seus 95 minutos, Jeca Tatu é um filme singelo e tocante, pecando porém no uso constante dos clichês do circo pastelão. O catolicismo rústico alia-se a uma índole conformista do personagem, afastando da película qualquer menção ao camponês revolucionário e afastando do personagem qualquer força moral além de sua simplicidade e honestidade. Em suma, o cinema de Mazzaropi é reacionário de certa forma, já que defende a vida no campo em detrimento com a vida da cidade. Por essa razão, Mazzaropi não teve boa aceitação por parte da intelectualidade brasileira daquele tempo, porque foi justamente a época que predominou a política desenvolvimentista, que começou com o governo de Juscelino Kubitschek e permaneceu indelével por muitos anos na sociedade brasileira. Naquele tempo, se discutia qual seria a identidade nacional, enquanto o progresso era o tom mais forte e emotivo que se tinha no momento. Assim, o homem do campo era visto como o atraso, como um mal a ser extirpado; só a população citadina seria a representação do Brasil-moderno, do Brasil-democrático.

Jeca Tatu foi lançado em pleno corre-corre urbano e desenvolvimentista da construção de Brasília, para ser um filme cheio de simpatia quase árcade ao caipira, ao matuto paulista daqueles dias. Como estilo de época, os números musicais não poderiam faltar, o que aliás, marcam presença de peso com os cantores Agnaldo Rayol, Lana Bittencourt, Tony e Celly Campello. O próprio Mazzaropi também canta duas canções em pontos interessantes da trama: o primeiro ponto é quando ele e sua família partem sem destino em um carro de bois, após ter sua choupana incendiada pela maldade de Giovanni – maldade essa conduzida pelas artimanhas de Vaca-Brava. Já o segundo ponto é próximo ao desfecho, quando o Jeca torna-se “coroné”...

Por fim, convém salientar que foi com Jeca Tatu que Mazzaropi abriu as portas para que muitos filmes seus compusessem o que futuramente chamar-se-ia de “cinema caipira”. Com um humor visceralmente pessoal, reproduziu de modo insistente - e à sua maneira - a vida rural no cinema brasileiro.

De fato, é dele o cinema mais popular feito nestes solos. 

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Pátio (1959)

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Dirigido pelo cineasta Glauber Rocha

Rodado na Bahia, é influenciado pelo concretismo e definido pelo diretor como "experimental". Nos seus 11 minutos de duração, um homem (Solon Barreto) e uma mulher (Helena Ignez) interagem sobre um piso quadriculado em branco e preto, como um tabuleiro de xadrez. Ainda sem as principais temáticas que definiriam a carreira de Glauber, já permite identificar no entanto alguns de seus traços marcantes, como o enquadramento meticuloso e particular, influenciado pelo formalismo de Dziga Vertov e Sergei Eisenstein.

A trilha sonora é a Sinfonia para um Homem Só, de Pierre Henry e Pierre Schaeffer.

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Macumba na Alta (1959)

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Dirigido por Maria Basaglia

Elenco

  • Jaime Costa...... "Doutor"
  • Rita Cléos...... Lena
  • Fábio Cardoso...... Sílvio
  • Armando Bógus...... Pinta
  • Irina Grecco...... Zuzu
  • Felipe Carone...... André, pai de Sílvio
  • Marina Freire......Dona Violeta
  • Maria Dilnah...... Irene, noiva de Sílvio
  • Maria Helena Dias....Amiga de Sílvio

"Doutor", um esperto vendedor de bilhetes de loteria, é atropelado pelo carro de Sílvio, um estudante boêmio filho de milionário. Este, como havia bebido, o leva para sua casa para tentar resolver rapidamente mas o "Doutor" se aproveita da situação juntamente com seu colega compositor de sambas Pinta e a filha Lena. Sr.André, pai de Silvio, retorna de viagem e os envolvidos não lhe revelam a verdade, dizendo que o "Doutor" é um professor de Sílvio que veio para uma visita de longa duração. O período de carnaval se inicia e todos festejam de alguma forma. Pinta cria um samba que faz sucesso e a Rádio Nacional o procura para um contrato. 

Chofer De Praça (1959) / Download MINHATECA / MEGA

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Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi - Zacarias "Caría" (usado para o trocadilho cômico conforme a citação "Lá em casa me chamam por Caría")
  • Geny Prado - Augusta
  • Celso Faria - Raul
  • Ana Maria Nabuco - Iolanda
  • Carmen Morales - Rita
  • Maria Helena Dias - Namorada rica
  • Roberto Duval - Pai da namorada rica
  • Elk Alves - Passageiro das botas sujas
  • Benedito Liendo - Passageiro gordo
  • Marlene Rocha
  • Nina Marques
  • Nena Viana - Vizinha
  • Cavagnole Neto
  • Elpídio dos Santos

É interessante observar que, nos últimos cinquenta anos, a sociedade brasileira evoluiu muito cultural e moralmente falando. Paradoxalmente, o humor parece que sofreu uma espécie de involução.

Mesmo um filme de Amácio Mazzaropi, engessado pela moral cristalizada dos anos 1950, soa tão politicamente incorreto que as globochanchadas apelativas que anualmente aparecem no cardápio cinematográfico brasileiro. E isso nos leva a válidas reflexões.

Os melhores filmes do Mazzaropi sempre serão aqueles que, não somente a parte artística seja conferida a gente mais capacitada que ele, mas aqueles onde insistem em colocá-lo em um contexto urbano, citadino.

Chofer de Praça realmente parece revisitar os modelos de Sai da Frente (1952) A Carrocinha (1955), modelos esses que seriam novamente utilizados em O Vendedor de Linguiça (1961-1962), que estrearia anos depois.

O potencial humorístico de um carro velho caindo aos pedaços sendo conduzido por um caipira atrapalhado e turrão parecia - naqueles idos tempos - ser uma fonte inesgotável de situações e histórias.

Chofer de Praça é um filme de choques. O choque que o caipira Zacarias sofre ao trabalhar de chofer na grande cidade; o choque entre ele e seu filho que, formando-se em Medicina, restrito a um círculo de amizades que envolve filhos e filhas de grandes industriais e gente de bem, alimenta dentro de si uma vergonha muito grande de sua origem humilde e da simplicidade e pouca etiqueta de seus pais.

É realmente raro ver filmes de Mazzaropi onde o roteiro não desanda daquele maniqueísmo quadrado, como é o caso de Chofer de Praça. Tudo bem que a grande malvadeza do filho em omitir a verdadeira natureza de seus pais é consertada no final com um tapa na cara...

É. Naqueles idos tempos, talvez soasse muito engraçado que um chofer de praça, um taxista, não quisesse levar um gordo grande no carro, expulsasse a mulher fresca jogando suas sacolas de feira no chão com violência, ou apontasse uma arma ao casal jovem que queria pagar a corrida para se entregar às putarias. Que o trabalhador pai de família também tivesse momentos de desabrida violência e maus tratos à sua esposa, anacrônico, controvertido e machista que é.

São situações que, de certa forma, refletem os preconceitos e tabus da época, ainda assim são contudentes para o espírito do tempo sob a chancela do humor, ainda mais hoje, e que conseguem ser mais eficazes à reflexão que as flutuações ginecológicas da Globo Filmes e a essa arte de fazer rir chata e demagógica, tão cheia de dedos e fitas, dos stand-ups talking shows da TV brasileira.

Mas a força de Mazzaropi ainda está em criticar, em ridicularizar toda e qualquer forma de preconceito de classe, que sempre quis separar o Brasil entre casa-grande e a senzala.

Chofer de Praça é o primeiro filme que Amácio Mazzaropi pagou do próprio bolso, com a sua recém-fundada produtora PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), embora usasse os estúdios e parte dos técnicos da já moribunda Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernando do Campo.

 

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Mulheres à Vista (1959)

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SENHA PARA DESCOMPACTAR: cinecult

Dirigido por J.B.Tanko

Elenco:

  • Zé Trindade...João Flores
  • Consuelo Leandro...Mariazinha Boca de Caçapa
  • Grande Otelo...Napoleão Josafá
  • Estelita Bell...Madame Virtuosa
  • Renato Restier...Galileu
  • Aída Campos...Estelita
  • Duarte de Moraes...Manoel
  • Geraldo Meyer...Heleno
  • Carlos Imperial...Benedito "Sete Fôlegos"
  • Bill Farr...Carlos
  • Darci Souza
  • Carvalhinho (creditado como Rodolfo Carvalho)
  • Geraldo Alves...cobrador de voz fina

João Flores é empresário de uma companhia teatral mambembe formada por ele, a vedete Boca de Caçapa, o ex-ajudante de palhaço Josafá e o cantor sem voz Benedito. Ele tenta organizar um grande teatro de revista numa renomada casa teatral carioca e para conseguir o dinheiro aplica vários golpes, ajudado pelos seus companheiros: assedia a viúva dona do teatro Virtuosa e compra a prazo e vende a vista diversos produtos ("operação filipeta"). A quantidade de credores a persegui-lo se torna enorme e para complicar ainda mais a situação, o antigo empresário que alugava o teatro, Galileu, busca evitar que João alcance o sucesso pois quer conseguir de volta o teatro, em condições mais vantajosas. 

 

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Garota Enxuta (1959)

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Dirigido por J.B.Tanko

Elenco

  • Ankito...Itaporanga Popô
  • Grande Otelo...Otelo, apresentador e cantor do programa "Torpedo Musical"
  • Renato Restier...Doutor La Costa
  • Agnaldo Rayol...Rafael
  • Nelly Martins...Nelly
  • Jaime Costa...Presidente Falcão
  • Carlos Costa...Baltazar
  • Lílian Fernandes...Walquíria
  • Iracema de Alencar...Vovó
  • Zequinha...Cosme
  • Quinzinho...Damião
  • Carlos Melo...Cesar
  • Carlos Imperial...Ladrão de carros
  • Luís Delfino
  • Paulo Celestino
  • Renato Consorte
  • Rinaldo Calheiros
  • Renata Fronzi (participação)

A Fábrica de Automóveis Torpedo quer patrocinar um grande programa musical de TV e seu presidente, Dr. Falcão, contrata a TV Carioca Canal 20 do Rio de Janeiro e a TV Bandeirante em São Paulo, para transmiti-lo. O programa irá contar a história do automóvel e da música e será apresentado por Otelo. Nelly, a filha do presidente Falcão da Torpedo, quer cantar no programa mas seu pai não a deixa. Então ela conhece o esperto Popô, funcionário da emissora que também quer colocar no programa uma dupla sertaneja de anões, Cosme e Damião, e ele e seu irmão Rafael vão ajudar Nelly a se apresentar. Para isso contam com o auxílio de Otelo.

 

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Cala a Boca, Etelvina (1959)

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Dirigido por Eurípides Ramos

Etelvina é uma empregada doméstica faladeira que costumeiramente atende cobradores na porta do apartamento de seus patrões endividados, Adelino e Zulmira. Zulmira se sente humilhada e sai de casa apoiada pela mãe, Dona Emília, deixando alguns vestidos para Etelvina. Adelino chega em casa e o sogro Libório lhe conta o que aconteceu enquanto Etelvina usa um vestido de Zulmira. Nesse momento chega Macário, tio rico fazendeiro na Ilha do Marajó no Pará e confunde Etelvina com Zulmira. Libório convence Adelino e Etelvina a manterem a farsa achando que se Macário souber da separação do casal, não vai querer mais Adelino como herdeiro. As coisas se complicam quando Zulmira quer voltar, além da confusões de Etelvina no papel de "patroa" e ficam piores quando Macário avisa que vai ficar como hóspede um tempo bem maior do que o pretendido inicialmente.

Elenco

Ator Personagem
Dercy Gonçalves Etelvina
Paulo Goulart Adelino
Humberto Catalano Libório
Mara di Carlo Zulmira
Otello Zeloni Paquito
Manoel Vieira Macário
Sara Nobre Emília
Zezé Macedo Pancrácia, a empregada
Grace Moema Ernestina, a cozinheira
Wilson Grey falso Ladrão
Vírginia Moreira Lavadeira
João Péricles Cobrador
Sônia Lancelotti Sobrinha de Etelvina
Olindo Dias Pai de Etelvina
Aguinaldo Rocha Assaltante
Grijó Sobrinho Chofér
Azelita Ivantes Lavadeira
Carlos Costa Cobrador
Ita Werter Lavadeira

Números Musicais

Cantor Canção Compositor
Emilinha Borba " Cachito " Consuelo Velasquez
Nélson Gonçalves " Atiraste uma Pedra " Herivelto Martins
The Golden Boys " Meu Romance com Laura " Jayro Aguiar
Jackson do Pandeiro " Fantasia Nordestina " Humberto Ferreira e

Luiz Gonzaga

Sílvio Mazzuca " Tequila " Chirck Rio